O governo de Deus não é, como Satanás quer fazer parecer, baseado na submissão cega. No domínio irrazoável. Ele apela para a inteligência e a consciência. “Vinde, pois e arrazoemos”, é o convite do Criador aos seres que formou. Deus não pode aceitar homenagem que não Lhe seja prestada de maneira voluntária e inteligente. Uma submissão forçada impediria todo verdadeiro caráter, tornaria o ser humano em simples máquina. – Caminho a Cristo pág. 43 e 44.
O poder da verdade deve ser suficiente para suster e consolar em qualquer adversidade. É em habilitar seu possuidor a triunfar sobre a aflição, que a religião de Cristo revela seu verdadeiro valor. Põe os apetites, as paixões e as emoções sob o controle da razão e da consciência, e disciplina os pensamentos de modo a fluírem num conduto sadio. E então a língua não se permitirá desonrar a Deus por expressões de pecaminoso descontentamento.
Muitos que não professam o amor de Deus, controlam o espírito em considerável medida, sem o auxílio da graça especial de Deus. Cultivam o domínio próprio. Isto representa na verdade uma exprobração aos que sabem que, de Deus, podem obter força e graça e todavia não exibem as graças do Espírito. Cristo é nosso Modelo. Ele era manso e humilde. Aprende dEle e imita-Lhe o exemplo. O Filho de Deus era sem defeito. Nós devemos ter como alvo essa perfeição, e vencer como Ele venceu, se é que queremos ter assento a Sua mão direita.
Esperamos, porém, até que sintamos estar purificados? Não; Cristo prometeu que “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça”. I João 1:9. Não deveis esperar por emoções maravilhosas, antes de crerdes que Deus vos ouviu; os sentimentos não devem ser o vosso critério, pois as emoções são mutáveis como as nuvens. Deveis Ter alguma coisa sólida como fundamento de vossa fé.
Os filhos de Deus não devem sujeitar-se a sentimentos e emoções.
Satanás leva o povo a pensar que, por terem sentido um êxtase de sentimento, estão convertidos. Sua vida, porém, não experimenta mudança. Seus atos são os mesmos de antes. Sua vida não mostra bons frutos. Eles oram freqüentemente e longamente, e constantemente se referem aos sentimentos que tiveram em tal ou qual ocasião. Mas não vivem a nova vida. Estão enganados. Sua vivência não vai além dos sentimentos. Constroem sobre areia, e ao virem ventos adversos, sua casa é arrebatada. – Mente, Caráter e Personalidade I, pág.124 a 126.
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