Muitos serão os párias que se apoderarão da esperança que lhes é apresentada no evangelho, e entrarão no reino do céu, ao passo que outros que foram beneficiados com grandes oportunidades e grande luz, que não aproveitaram, serão deixados nas trevas exteriores.
As vítimas de maus hábitos devem ser despertadas para a necessidade de fazer esforços por si mesmos. Outros podem desenvolver os mais fervorosos empenhos para erguê-los, a graça de Deus pode-lhes ser abundantemente oferecida, Cristo pode rogar, Seus anjos ministrar; tudo, porém, será em vão, a menos que eles próprios despertem para pelejar o combate em seu favor.
O tentado necessita compreender a verdadeira força da vontade. É este o poder que governa na natureza do homem – o poder de decisão, de escolha. Tudo depende da devida ação da vontade. Os desejos em direção da bondade e da pureza, são em si mesmos justos; mas, se aí ficarmos, nada aproveitam. Muitos descerão à ruína, enquanto esperam e desejam vencer suas más propensões. Não entregam a vontade a Deus. Não escolhem servi-Lo.
Deus nos deu o poder da escolha; a nós cumpre exercitá-los. Não podemos mudar o coração, nem reger nossos pensamentos, impulsos e afeições. Não nos podemos tornar puros, aptos para o serviço de Deus. Mas podemos escolher servi-Lo, podemos entregar-lhe nossa vontade; então, Ele operará em nós o querer e o perfazer, segundo o Seu beneplácito. Assim, nossa natureza toda será posta sob o domínio de Cristo.
Mediante o devido exercício da vontade, uma completa mudança pode ser operada na vida. Entregando a vontade a Cristo, aliamo-nos com o divino poder. Recebemos força do alto para nos manter firmes. Uma vida nobre e pura, uma vida vitoriosa sobre o apetite e a concupiscência, é possível a todo aquele que quiser unir sua vontade humana, fraca e vacilante, à onipotente e inabalável vontade de Deus.
Ellen G. White – A Ciência do Bom Viver, pág. 142 à 144.
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