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	<title>GRANDE CONFLITO &#187; Música</title>
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	<description>Um Tema para o Tempo de Fim</description>
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		<title>Notas &amp; Neurônios: Em Busca do Côro Comum &#8211; Bobby McFerrin demonstra o poder da escala pentatônica</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 00:11:41 +0000</pubDate>
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		<title>Uma Teologia Adventista Sobra a Música na Igreja</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 20:17:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia Adventista Sobre Música.]]></category>

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		<description><![CDATA[Samuelle Bachiocci A controvérsia sobre o uso da música rock religioso na adoração na igreja é fundamentalmente teológica, porque a música é como um prisma de vidro através do qual brilham as verdades eternas de Deus. A música divide esta luz em um espectro de muitas belas verdades. Os hinos cantados e os instrumentos tocados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-top: 0.18cm; margin-bottom: 0.18cm; page-break-after: avoid;" align="CENTER"><a href="http://www.grandeconflito.com/wp-content/uploads/teologia_musica.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-725" title="teologia_musica" src="http://www.grandeconflito.com/wp-content/uploads/teologia_musica.jpg" alt="teologia_musica" width="270" height="270" /></a><span style="font-family: Arial Narrow,sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Samuelle Bachiocci</strong></span></span></p>
<p>A controvérsia sobre o uso da música rock religioso na adoração na igreja é fundamentalmente teológica, porque a música é como um prisma de vidro através do qual brilham as verdades eternas de Deus. A música divide esta luz em um espectro de muitas belas verdades. Os hinos cantados e os instrumentos tocados durante o culto na igreja, expressam o que uma igreja acredita sobre Deus, Sua natureza e Sua revelação para nossa vida presente e destino final. A música define a natureza da experiência da adoração revelando a forma e o objeto de adoração. Quando a música é orientada no sentido de agradar ao eu, então a adoração reflete a elevação de nossa cultura das pessoas acima de Deus. A tendência hedonística de nossa cultura pode ser vista na popularidade crescente de várias formas de música rock usada para adoração na igreja, porque elas fornecem uma auto-satisfação fácil.</p>
<p><span id="more-387"></span><br />
Muitos cristãos reclamam que os hinos tradicionais da igreja estão mortos, porque eles não tem mais nenhum apelo para eles. Por outro lado, música rock religiosa contemporânea lhes dá um &#8220;pontapé&#8221;, &#8211; uma sensação aprazível. Aqueles que clamam por uma música eclesiástica que lhes ofereça satisfação pessoal, ignoram que estão buscando uma excitação física egocêntrica, em lugar de uma celebração espiritual das atividades criativas e redentoras de Deus centralizada nEle.<br />
No capítulo 2 notamos que há uma íntima conexão entre a música e a teologia. Durante a história Cristã a produção de música foi grandemente influenciada pela evolução da compreensão de Deus. A mudança histórica da compreensão transcendental de &#8220;Deus além de nós&#8221; durante o período medieval, para a concepção interior de &#8220;Deus por nós&#8221; durante a reforma no décimo sexto século, e para a percepção &#8220;Deus dentro de nós&#8221; do décimo sétimo século até nossos dias, é refletida na evolução gradual da música eclesiástica do canto medieval, para o coral luterano, para o rock religioso de hoje.<br />
A manifestação moderna de uma concepção interior forte &#8220;Deus dentro de nós&#8221;, tem levado as pessoas a buscar uma experiência emocional imediata de Deus através do incentivo rítmico e estridente da música popular. Tal música, freqüentemente usada durante o culto na igreja, reflete em grande extensão a perspectiva teológica da congregação e, muito provavelmente, da denominação que esta representa.</p>
<h2 style="text-align: center;">Teologia insuficiente.</h2>
<p>O número crescente de igrejas cristãs em geral e de igrejas adventistas em particular que estão adotando estilos de adoração contemporâneos onde são executadas várias formas de música rock religiosa sofrem de uma condição que pode ser chamada &#8220;empobrecimento teológico.&#8221; A característica que define esta condição é a escolha de música com base estritamente no gosto pessoal e tendências culturais, em lugar de convicções teológicas claras.<br />
Este problema tem sido reconhecido até mesmo por alguns músicos Cristãos contemporâneos. Em seu livro Nos Cruzamentos (1999), Charlie Peacock, um artista com gravações ganhadoras de prêmios, produtor e compositor de canções populares tais como &#8220;Every Heartbeat&#8221; (gravada por por Amy Grant), reconhece francamente que Música Cristã Contemporânea (MCC) tem operado &#8220;sob uma teologia insuficiente.&#8221;(1) Ele escreve: O que está faltando na MCC é uma teologia inclusiva da música em geral, e uma teologia da arte, indústria, e público da MCC em particular. De forma a começar a repensar a música cristã contemporânea, nós teremos primeiro que reconhecer a necessidade de desenvolver uma teologia inclusiva.&#8221;(2)<br />
Peacock acha que as teologias de música contemporânea freqüentemente &#8220;erram nos seus objetivos&#8221; porque elas estão baseadas em gostos pessoais ou demanda popular em lugar de ensinamentos Bíblicos. &#8220;Sem os pensamentos de Deus e os caminhos de Deus, nós somos deixados com nossas próprias idéias obscurecidas e insuficientes. Se voluntariamente escolhemos negligenciar o trabalho de edificar teologias verdadeiras para nossas vocações, nos veremos despedindo-nos do brilho que ilumina a vida. Nos acharemos tropeçando cegamente pelo caminho que parece certo aos homens mas leva a nada mais do que escuridão.&#8221;(3)<br />
O desafio de repensar o arcabouço teológico da música contemporânea, não afeta apenas o movimento de MCC, mas as igrejas Cristãs em geral, inclusive a Igreja Adventista do Sétimo-Dia. Muito freqüentemente as canções populares cantadas durante o culto na igreja são baseadas em uma teologia inadequada ou até mesmo herética orientada para a auto-satisfação. Isto é verdade não só para o rock religioso, mas também para outras canções.<br />
Um exemplo é a canção, &#8220;We Get Lifted Up&#8221;, (4) que começa: &#8220;Eu aprendi um segredinho que você já deve saber&#8221;. O segredo vem a ser que louvar ao Senhor &#8220;faz tanto por nós quanto faz por Ele porque nós somos levados ao alto&#8221;. O refrão repete a mesma mensagem: &#8220;Somos levados ao alto, somos levados ao alto, somos levados ao alto quando louvamos ao Senhor; Oh, somos levados ao alto, somos levados ao alto, somos levados ao alto quando louvamos ao Senhor&#8221;. A segunda estrofe começa, &#8220;Eu pensava que meu louvor era só para servir o Rei&#8221;, mas agora descobrimos que louvar ao Senhor &#8220;faz tanto por nós quanto faz por Ele&#8221;.<br />
Realmente, adoração nos eleva, mas se a razão para adoração é somente adquirir uma elevação emocional, então a adoração se torna uma gratificação centrada no eu, em lugar de adoração centralizada em Deus. Em última instância, cantamos sobre nós mesmos em vez de sobre a glória, beleza, e santidade de Deus, manifestadas na criação e na redenção.</p>
<h2 style="text-align: center;">Música orientada às emoções.</h2>
<p>Teologia inadequada e enganosa está freqüentemente presente também nas canções para crianças. Por exemplo, na série popular de fitas para crianças Psalty, produzidas pela Maranatha Music, a criança menor pergunta: &#8220;Psalty, eu sou tão pequeno. Como eu posso louvar ao Senhor &#8220;? Psalty responde: Você consegue pular prá cima e prá baixo? Você consegue se abaixar no chão? Você consegue gritar com toda a tua força, &#8216;Louvado seja o Senhor?&#8217; Se você faz isso com todo o teu coração, então você pode louvar ao Senhor&#8221;. A canção seguinte com um som decididamente contemporâneo começa com todas as crianças cantando: &#8220;Eu vou pular prá baixo / dar voltas / tocar o chão / e louvar ao Senhor &#8220;.<br />
A mensagem falsa desta canção é típica da música e adoração orientadas às emoções. Nós não louvamos Deus simplesmente saltando para cima e para baixo ou gritando o Seu nome. Louvar a Deus simplesmente não é um assunto de exercícios externos, mas uma resposta interna, sincera.<br />
É impressionante que muitos adultos estejam satisfeitos em cantar coros simples, próprios para crianças. De fato, o canto coral tem encorajado muitas igrejas a ignorar completamente o hinário e, ao invés dele, optar por coros facilmente memorizáveis que podem ser cantados e dançados como se se estivesse em uma festa. &#8220;Estou-feliz-feliz-feliz-todo-o-dia, é repetido uma dúzia de vezes. Outro exemplo, &#8220;Tenho uma sensação que tudo vai dar certo. Tenho uma sensação que tudo vai dar certo. Tenho uma sensação que tudo vai dar certo, certo, certo, certo&#8221;.<br />
Tais coros não apenas são muito banais, mas são também heréticos, fazendo com que aquilo que a pessoa está sentindo, em vez das promessas de Deus, seja a base da certeza. &#8220;Na adoração&#8230; fé, não os sentimentos, deveriam ser a guia de referência. Uma fé praticada com base em emoções não é fé de forma alguma. Tais canções podem ser divertidas para se cantar e nos fazer sentir-se bem, mas o seu efeito sobre a adoração e a vida é devastador.&#8221;(5)</p>
<h2 style="text-align: center;">Espiritualidade obscura.</h2>
<p>A ênfase de muitas canções religiosas contemporâneas em &#8220;mim&#8221;, &#8220;meu&#8221;, e &#8220;eu&#8221; reflete a teologia egocêntrica que é tão prevalecente hoje. No seu artigo &#8220;Gospel Music Finds Its Amazing Grace&#8221;, Philip Gold mostra que a mensagem das canções religiosas contemporâneas raramente varia: Eu estou OK, você está OK, Deus está OK, e tudo vai ficar OK.&#8221;(6)<br />
A teologia egocêntrica de canções contemporâneas é refletida nessas letras que contêm referências apenas vagas e obscuras a coisas espirituais. Tomemos, por exemplo, a canção popular cristã contemporânea &#8220;You Light Up My Life.(Você ilumina minha vida)&#8221; A canção fala de uma nebulosa segunda pessoa que poderia facilmente ser uma referência a um namorado, amante, marido, ou esposa ou, possivelmente, o Senhor.<br />
E você ilumina minha vida.<br />
Você me dá esperança, prá continuar.<br />
Você ilumina meus dias e enche minhas noites de canção.<br />
Não pode estar errado quando sinto ser tão certo,<br />
Porque você, você ilumina minha vida.<br />
Por causa de sua teologia nebulosa, esta canção é cantada em virtualmente qualquer ambiente, de corredores dos cassinos em Las Vegas até cruzadas evangelísticas &#8220;como uma música de fundo durante um apelo para aceitar a Jesus Cristo como Salvador.&#8221;(7)<br />
As implicações desta canção, chamada de Cristã, são que quando se sente ser certo, não pode estar errado. Se você se sente bem, faça! Coincidentemente, esta foi a natureza da tentação de Eva. Ela achou que o fruto proibido era &#8220;bom&#8221;, assim ela o tomou e &#8220;comeu, e deu a seu marido&#8221; (Gen 3:5-6). A Bíblia adverte por exemplos e preceitos que nossos sentimentos não são um guia moral seguro para a conduta cristã, porque nossa mente carnal está em inimizade para com Deus (Rom 8:7).<br />
Outro exemplo de espiritualidade obscura é a canção popular de Amy Grant &#8220;Who To Listen To&#8221;:<br />
Não aceite caronas de estranhos<br />
Não há como saber para onde eles vão<br />
Você pode ser deixado em uma estrada longa e escura<br />
Perdido e só<br />
Não fique lembrando o que sua Mamãe lhe falou<br />
Você tem que aprender a diferenciar o quente do frio.<br />
Esta canção dificilmente ensina qualquer valor espiritual substancioso. Não dá nenhuma direção ou propósito Bíblico às pessoas. Note os comentários que um repórter de um jornal de Boston fez sobre um dos concertos de Amy onde ela cantou &#8220;Who To Listen To&#8221;: &#8220;&#8216;Você quer cantar, cante! Você quer dançar, dance até seu cérebro sair prá fora! Hoje à noite nós estamos celebrando!&#8217; Com essas palavras, ela [Amy Grant] deu o pontapé inicial em um tipo próprio de reunião de reavivamento no Worchester Centrum na segunda-feira à noite&#8230;. Durante quase duas horas, ela manteve o espírito se movendo &#8211; através de vocais forte mas calmos, sobre uma mistura de música pop eletrônica que parecia melhor apropriado para uma festa de dança do que para uma igreja. &#8216;Who To Listen To,&#8217; um número agitado, figurou até mesmo em um episódio de &#8216;Miami Vice&#8217;.&#8221;(8)<br />
Música que é apropriada para &#8220;Miami Vice&#8221;, dificilmente pode ser satisfatória para a adoração no santuário de Deus. Isto é especialmente verdade para a Igreja Adventista do Sétimo Dia onde a música usada no culto de adoração deveria expressar a sua identidade teológica como um movimento profético chamado para preparar um povo para a breve volta do Salvador. De fato, muitas das canções no hinário adventista encarnam tais crenças distintivas como a criação, o Sábado, a expiação, o sacerdócio divino de Cristo, o julgamento, o Segundo Advento, e o mundo por vir.</p>
<h2 style="text-align: center;">Objetivos deste Capítulo.</h2>
<p>Este capítulo tenta repensar a base teológica que deveria guiar a escolha da música usada no culto de adoração das igrejas Adventistas. Consideraremos especificamente como as três crenças distintivas dos Adventistas do Sétimo Dia, o Sábado, o ministério de Cristo no santuário celestial, e o Segundo Advento, deveriam causar um impacto na escolha e na execução de música no culto na igreja.<br />
O que está sendo apresentado neste capítulo deveria ser considerado como uma primeira débil tentativa de considerar um assunto de grande importância que tem sido largamente ignorado. O autor não está ciente de qualquer estudo significativo produzido por estudiosos Adventistas que tenham examinado a música nas igrejas Adventistas em seu contexto teológico. Isto significa que as reflexões teológicas apresentadas neste capítulo são uma tentativa inicial para estabelecer um fundamento sobre o qual outros estudiosos Adventistas competentes possam eventualmente construir.</p>
<h2 style="text-align: center;">PARTE I</h2>
<h2 style="text-align: center;">Música na Igreja no contexto do Sábado</h2>
<p>A Igreja Adventista do Sétimo Dia tira a inspiração para sua música adoração de três doutrinas principais: (1) o Sábado, (2) o sacrifício expiatório de Cristo e o Seu ministério no santuário celestial, (3) a certeza e iminência da volta de Cristo. Cada uma destas crenças contribui a seu modo para definir a natureza da música na Igreja Adventista.<br />
Infelizmente, o debate corrente sobre o uso de música popular contemporânea na adoração Adventista, ignora grandemente os pressupostos teológicos que devem guiar a experiência de adoração dos crentes Adventistas. Alguns líderes Adventistas da adoração estão insistindo na adoção de rock religioso contemporâneo nos cultos de adoração Adventistas com base no gosto pessoal e considerações culturais. Mas a música e estilo de adoração da igreja Adventista não podem ser baseados somente em gostos subjetivos ou tendências populares. Deveriam ser refletidas em sua música e estilo de adoração a missão profética e mensagem da igreja.<br />
Infelizmente, a música e estilo de adoração da maioria das igrejas Adventistas estão em grande parte baseados na aceitação, sem qualquer crítica, do estilo de adoração de outras igrejas. Mas, como Norval Pease, meu antigo professor de adoração no Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia da Andrews University, nos ensinou, &#8220;Somos Adventistas, e temos que aproximar da adoração como Adventistas. Um culto de adoração que satisfaz as necessidades de Metodistas, Episcopais, ou Presbiterianos pode ser insatisfatório para nós&#8221;. (9)<br />
A resposta para a renovação da adoração Adventista será encontrada, não na adoção de música rock religiosa, mas em um reexame de como nossas crenças distintivas Adventistas deveriam ser refletidas nas várias partes do culto na igreja, inclusive na música. Um projeto tão ambicioso está além do âmbito limitado deste capítulo, que enfoca principalmente o aspecto da música no culto de adoração.</p>
<h2 style="text-align: center;">O Sábado oferece razões para a Adoração.</h2>
<p>Das três doutrinas bíblicas principais que identificam a Igreja Adventista do Sétimo Dia, o Sábado ocupa um lugar sem igual porque provê a base para a verdadeira adoração de Deus. Tal base será encontrada nas três verdades fundamentais que o Sábado contém e proclama, que são: que o Senhor nos criou perfeitamente, Ele nos redimiu completamente, e Ele nos restabelecerá finalmente. Estes três significados fundamentais do Sábado são examinados detalhadamente em meus dois livros &#8220;Divine Rest for Human Restlessness&#8221; e &#8220;The Sabbath Under Crossfire&#8221;. O leitor deve referir-se a estes estudos para uma exposição da teologia do Sábado.<br />
Adorar significa reconhecer e louvar o mérito de Deus. Deus seria merecedor de louvores se Ele não tivesse originalmente criado este mundo e todas suas criaturas perfeitamente e não tivesse feito provisão para sua restauração final? Ninguém louva um fabricante que produz um carro com problemas mecânicos e que não assume a responsabilidade pelos consertos. Da mesma maneira seria difícil achar razões para louvar Deus com cânticos, orações, e sermões, se Ele não tivesse nos criado perfeitamente e nos redimido completamente.<br />
O culto de adoração no Sábado é a ocasião para crentes celebrarem e regozijarem pela magnitude das realizações de Deus: Sua maravilhosa criação, a redenção bem sucedida de Seu povo; e as múltiplas manifestações de Seu amor e cuidado constantes. Estes são os temas fundamentais que deveriam inspirar a composição e o cântico de hinos de louvores a Deus.<br />
Alguns destes temas aparecem no Salmo 92 que é &#8220;Um Cântico para o Sábado&#8221;. Aqui os crentes são convidados a celebrar o Sábado dando graças, cantando louvores e tocando o alaúde, a harpa e a lira (Salmos 92:3). O propósito desta celebração alegre é declarar o constante amor e fidelidade de Deus (Salmos 92:2); louvar os grandes trabalhos da Sua criação (Salmos 92:4-5); reconhecer o cuidado e o poder de Deus (Salmos 92:12-15).<br />
A celebração da bondade e da misericórdia de Deus constitui a base para toda a música e adoração oferecida a Deus em qualquer dia da semana. Mas, no Sábado as experiências da música e da adoração alcançam sua completa expressão, porque o dia fornece tanto o tempo quanto as razões para celebrar alegremente e com gratidão o amor criativo e redentor de Deus.</p>
<h2 style="text-align: center;">O Conflito Entre a Verdadeira e a Falsa Adoração.</h2>
<p>Para apreciar a importância da adoração no Sábado, da qual música é um componente principal, temos que notar que, de certo modo, a Bíblia é a história do conflito entre verdadeira e falsa adoração. O apelo de Deus para &#8220;Lançar fora os deuses estranhos&#8221; (Gen. 35:2), que acontece no primeiro livro da Bíblia é reiterado de diferentes formas em todos os livros subseqüentes. No Apocalipse, o último livro da Bíblia, o apelo é renovado pela imagem de três anjos voando.<br />
Estes anjos conclamam a &#8220;toda nação, e tribo, e língua, e povo&#8221; (Apoc. 14:6), por um lado, a renunciar o sistema pervertido de adoração promovido por &#8220;Babilônia&#8221;, &#8220;a besta e sua imagem&#8221; (Apoc. 14:8-11) e por outro lado a &#8220;Temer a Deus, e dar-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo&#8221;; e a &#8220;adorar aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas&#8221; (Apoc. 14:7).<br />
Este solene chamado para abandonar a falsa adoração de Babilônia e restabelecer a verdadeira adoração de Deus é apresentado em Apocalipse 14 como parte da preparação para &#8220;a ceifa da terra&#8221; (Apoc. 14:15), quando o Senhor virá juntar os crentes e castigar os incrédulos. Esta preparação requer o abandono da falsa adoração promovida por Babilônia e a restauração da verdadeira adoração pelo povo de Deus.<br />
Notamos no capítulo 4 que a imagem apocalíptica da falsa adoração promovida por Babilônia é derivada do capítulo histórico de Daniel 3 que descreve um evento de significado profético para o fim dos tempos. Na Planície de Dura foram chamados todos os habitantes do império Babilônico para adorar a estátua de ouro do rei Nabucodonozor. Uma fornalha ardente estava preparada para aqueles que se recusassem a prestar homenagem à imagem de ouro. Duas vezes Daniel menciona que &#8220;todo tipo de música&#8221; (Daniel 3:7, 10) foi usado para levar a todas as classes de pessoas de todas as províncias do império para juntamente adorarem a estátua de ouro (Daniel 3:10).<br />
A música eclética produzida pelos sons &#8220;da trombeta, da flauta, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles&#8221;, e outros instrumentos, serviu induzir as pessoas &#8220;a se prostrarem e adorar a imagem&#8221; (Daniel 3:15). Poderia ser que, assim como na Babilônia antiga, Satanás esteja usando hoje &#8220;todo tipo de música&#8221; para conduzir o mundo nos tempos do fim a uma falsa adoração da &#8220;besta e sua imagem&#8221; (Apoc. 14:9)? Poderia ser que um golpe de mestre Satânico escreveria canções Gospel que teriam elementos de todos os gostos de música: música folclórica, jazz, rock, discoteca, country-western, rap, calypso, ect.? Poderia ser aquele muitos cristãos chegassem a amar este tipo de canções Gospel, porque eles se parecem muito com a música de Babilônia?<br />
O apelo das Três Mensagem Angélicas para sair da Babilônia espiritual, rejeitando sua falsa adoração, bem poderia incluir também a rejeição da música rock de Babilônia. Logo o mundo inteiro será ajuntado para o conflito final na antitípica planície apocalíptica de Dura e &#8220;todo tipo de música&#8221; será tocada para levar os habitantes da terra a &#8220;adorar a besta e sua imagem&#8221; (Apoc. 14:9).</p>
<h2 style="text-align: center;">A Música da Babilônia.</h2>
<p>O uso da música para promover uma falsa adoração no final dos tempos, é sugerido pela descrição da queda final de Babilônia: &#8220;Com igual ímpeto será lançada Babilônia, a grande cidade, e nunca mais será achada. E em ti não se ouvirá mais o som de harpistas, de músicos, de flautistas e de trombeteiros; e nenhum artífice de arte alguma se achará mais em ti&#8221; (Apoc. 18:21-22).<br />
O silenciamento final dos músicos da Babilônia indica que eles têm um papel ativo na promoção da falsa adoração. É instrutivo notar o contraste entre a música de Babilônia, a qual é principalmente instrumental, com menestréis (artistas profissionais), e a música dos coros celestiais, que são principalmente vocais. O único instrumento usado para o acompanhamento os coros celestiais, é o conjunto de harpas. Nenhuma flauta ou trompete as acompanha. Por que? Porque, como veremos, o timbre da harpa mistura-se harmoniosamente com a coletividade de vozes humanas. O uso de outros instrumentos obscureceria o cântico.<br />
A descrição apocalíptica da música de Babilônia nos faz lembrar dos instrumentos usados por bandas de rock. A música delas é tão alta que a letra quase não pode ser ouvida. A razão, como já vimos em capítulos anteriores, é estimular as pessoas fisicamente pela batida alta, incessante. Esta é a música que finalmente o Senhor silenciará quando da destruição final da Babilônia apocalíptica. Contrastando com esta, a música triunfante da eternidade é impulsionada, não pela batida hipnótica de instrumentos de percussão, mas pela revelação maravilhosa das realizações redentoras de Deus que inspiram os redimidos a cantar o todo o seu coração. Retornaremos a este ponto em breve.</p>
<h2 style="text-align: center;">Um Antídoto Contra Falsa Adoração.</h2>
<p style="text-align: left;">A missão da Igreja neste momento, conforme retratada eficazmente pelos três anjos apocalípticos, é promover a verdadeira adoração dAquele &#8220;que fez céu e terra, o mar e as fontes de água&#8221; (Apoc. 14:6). O Sábado é uns meios mais eficazes para promover a restauração de verdadeira adoração, porque conclama as pessoas a adorar Aquele que &#8220;em seis dias fez o céu e a terra, o mar, e tudo aquilo neles há&#8221; (Ex. 20:11).<br />
Enfocando nas realizações criativas e redentoras de Deus, o Sábado funciona como um antídoto contra a falsa adoração. Desafia os homens e mulheres para não adorar as suas realizações e prazeres humanos, mas ao seu Criador e Redentor.<br />
A tentação para adorar realidades feitas pelo homem como dinheiro (Mat. 6 :24), poder (Apoc. 13 :8; Col. 3 :5), e prazer (Rom. 6:19; Tito 3 :3), esteve presente em todas as eras. Hoje, porém, hoje o problema é particularmente agudo, porque o triunfo de ciência moderna e a tendência hedonística de nossa cultura, levaram muitas pessoas a adorar o lucro e prazeres pessoais, em lugar do poder e presença de Deus.<br />
A síndrome de prazer de nosso tempo pode ser vista na prática da adoração da igreja. As pessoas se tornaram tão afinadas com as diversões que esperam que a música da igreja também seja entretenedora, estimulante e que satisfaça o seu ego. O Sábado pode servir como um antídoto contra a busca por prazeres na adoração, lembrando aos crentes que Deus os convida no Seu Dia Santo a entrar no Seu santuário, não para buscar &#8220;os teus caminhos&#8221; (Isa. 58:13), mas para deleitar-se na bondade do Seu amor criativo e redentor.</p>
<h2 style="text-align: center;">Santidade no Tempo como Santidade na Música da Igreja.</h2>
<p style="text-align: left;">Como uma santidade no tempo, o Sábado desafia eficazmente os crentes a respeitar a distinção entre o sagrado e o secular, não apenas no tempo, mas também em áreas tais como música da igreja e adoração. Afinal de contas, música e adoração constituem um aspecto importante da observância do Sábado.<br />
O significado fundamental de santidade [do Hebreu qadosh] do Sábado, a qual é freqüentemente reafirmada nas Escrituras (Gen 2:3; Ex 20:11; Ex 16:22; 31:14; Isa 58:13), é o &#8220;colocar à parte&#8221; as vinte quatro horas do sétimo dia para cultivar a percepção da presença de Deus em nossas vidas. É a manifestação da presença de Deus que faz o tempo ou o espaço santo.<br />
A santidade do Sábado deve ser encontrada, não na estrutura de um dia que é igual ao restante dos dias da semana, mas no compromisso de Deus de manifestar de um modo especial a Sua Santa presença no dia de Sábado nas vidas do Seu povo. Isaías, por exemplo, retrata a Deus como recusando-Se a estar presente à assembléia de Seu povo no Sábado, por causa da &#8220;iniquidade&#8221; deles (Isa. 1:13-14). A ausência de Deus faz com que a adoração deles não seja santa, mas ao invés disso, uma &#8220;abominação&#8221; ou um &#8220;pisar os meus átrios&#8221; (Isa. 1:12-13).<br />
Como o símbolo da livre escolha de Deus do Seu tempo especial para manifestar a Sua Santa presença, o Sábado pode constantemente e efetivamente lembrar aos crentes que o guardam, da sua eleição divina e missão especial neste mundo. Dia Santo para um povo santo. Assim como o Sábado permanece como o Dia Santo entre os dias da semana, assim também o crente que o guarda, é convidado constantemente a permanecer como uma pessoa santa, escolhida de Deus, entre uma geração perversa e de mente secularizada. Em outras palavras, como a Bíblia coloca, a guarda do Sábado serve como &#8220;um sinal entre mim e vós pelas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica&#8221;. (Ex. 31:13; cf. Ezeq. 20:12).</p>
<h2 style="text-align: center;">A Mistura do Sagrado com o Profano.</h2>
<p style="text-align: left;">A distinção entre o sagrado e o profano, que está inserida no mandamento Sábado, é estranha a aqueles cristãos que vêem o seu Dia do Senhor como um feriado em vez de ser um Dia Santo. Na Europa Ocidental menos que dez por cento dos católicos e protestantes vão à igreja no domingo. A vasta maioria dos cristãos escolhe usar o Dia do seu Senhor buscando prazer e lucro pessoal. Até mesmo na América, onde a freqüência à igreja está na faixa próxima dos cinqüenta por cento, os mesmos cristãos que no domingo pela manhã vão à igreja, muito provavelmente à tarde irão para o shopping center, jogos de bola, restaurantes, ou outros lugares de entretenimento.<br />
A mistura de atividades sacras com atividades profanas naquele que muitos cristãos vêem como o seu Dia do Senhor, facilita a mistura da música sacra com a música profana na própria adoração na igreja. O fator contribuinte comum é a perda do senso do sagrado &#8211; uma perda que afeta muitos aspectos da vida Cristã hoje.<br />
Para muitas pessoas hoje nada é mais sagrado. O Dia Santo se tornou um feriado. O matrimônio é visto como um contrato civil que pode ser anulado facilmente pelo processo legal, em vez de uma aliança sagrada testemunhada e garantida pelo próprio Deus. A igreja é tratada como um centro social para divertimento, em lugar de um lugar sagrado para adoração. A pregação tira sua inspiração de assuntos sociais em vez de tira-los da Palavra de Deus. Pelo mesmo motivo, a música de igreja é freqüentemente influenciada pela batida do rock secular, em vez de ser pelas Sagradas Escrituras.</p>
<h2 style="text-align: center;">Relativismo Cultural.</h2>
<p style="text-align: left;">A adoção de versões modificadas de música rock para a adoração na igreja é sintomática de um problema maior, a saber, a perda do senso do sagrado em nossa sociedade. O processo de secularização, que alcançou novas alturas em nosso tempo, tem toldado gradualmente a distinção entre o sagrado e o profano, o certo e o errado, o bom e o ruim. &#8220;Todos os valores e sistemas de valores, apesar de suas perspectivas contraditórias, são igualmente válidos. Certo e errado são reduzidos a mera opinião, um é tão bom quanto o outro. Verdade não é fixa, mas mutável, relativa aos caprichos que a definem&#8221;.(10)<br />
O relativismo cultural de nosso tempo tem influenciado a igreja, especialmente no campo das estéticas, tais como música, a qual se tornou apenas um assunto de preferência pessoal. &#8220;Eu gosto de rock, você gosta de clássico &#8211; e daí?&#8221; Pressupõe-se que um seja tão bom quanto o outro. Para muitos não há mais distinção alguma entre música sacra e profana. É simplesmente é uma questão de gosto e de cultura.<br />
O subjetivismo no campo da estética está em contraste marcante com as crenças doutrinárias objetivas, inegociáveis, que são defendidas apaixonadamente por cristãos evangélicos. Dale Jorgensen observa corretamente que &#8220;O mesmo pregador que crê que ele esteja obrigado a pregar uma retidão moral objetiva, freqüentemente sugere que &#8216;qualquer coisa serve&#8217; na música da igreja. Esta é uma área onde os humanistas naturalistas encontram, talvez com uma boa razão, uma grande rachadura na porta Cristã.&#8221;(11)<br />
O Sábado desafia os crentes a fechar a porta à pressão humanística do relativismo cultural, lembrando-os que a distinção entre o sacro e o profano estende-se a todas as facetas de vida Cristã, inclusive à música de igreja e adoração. Usar música secular para o culto da igreja no Sábado significa tratar o Sábado como um dia secular e a igreja como um lugar secular. Em última instância nenhuma adoração real é oferecida a Deus, porque a verdadeira adoração é vinculada ao reconhecimento dos limites entre o que é sagrado para o uso de Deus e o que é secular para nosso uso pessoal.</p>
<h2 style="text-align: center;">PARTE II</h2>
<h2 style="text-align: center;">Música da Igreja no contexto do Santuário Celestial</h2>
<p>Para muitas igrejas Cristãs, seus cultos de adoração centralizam-se naquilo que Cristo já realizou no passado por sua vida perfeita, morte expiatória, e ressurreição gloriosa. Porém, a adoração Adventista do Sétimo Dia centraliza-se, não apenas nas realizações redentoras passadas de nosso Salvador, mas também no Seu ministério presente no santuário celestial, e na Sua vinda futura para trazer a consumação de Sua redenção. Assim, toda a três dimensões do ministério de Cristo &#8211; passado, presente, e futuro &#8211; são envolvidos na adoração adventista.</p>
<h2 style="text-align: center;">Reunindo-se com o Senhor.</h2>
<p>É notável que as três doutrina distintivas da Igreja Adventista &#8211; o Sábado, o Santuário, e o Segunda Advento &#8211; compartilham de um denominador comum, isto é, a reunião com o Senhor. No Sábado encontramos o Senhor invisível no tempo. No Santuário Celestial encontramos através da fé o Salvador que ministra em um lugar. No Segundo Advento seremos reunidos com o Senhor no espaço.<br />
Encontrar-se com o Senhor no tempo em Seu dia de Sábado, num lugar em Seu santo Santuário, e no espaço no dia glorioso da Sua vinda, deveriam constituir os pontos focais da adoração Adventista. Quando Adventistas reúnem-se para adoração, o seu desejo deveria ser encontrar-se com o Senhor. Pela fé eles deveriam desejar encontrar o Senhor, não apenas no Calvário na Cruz, onde Ele pagou a pena dos seus pecados, mas também no trono de Deus no próprio céu, onde Ele ministra em seu favor.<br />
No seu livro &#8220;Sing a New Song! Worship Renewal for Adventists Today&#8221;, Raymond Holmes escreveu: &#8220;Em nossa adoração [adventista] nós entramos no santuário celestial através da fé e podemos ver o mundo, o propósito da igreja, o ministério de nosso Senhor, e nossas próprias vidas da perspectiva completamente abrangente de Deus e não apenas de nosso próprio ponto de vista limitado, egocêntrico, e estreito&#8221;.(12)<br />
O foco da adoração Adventista deveria estar no santuário celestial onde Jesus continuamente ministra na liturgia celestial em favor do Seu povo. &#8220;Temos um sumo sacerdote tal, que se assentou nos céus à direita do trono da Majestade, ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, que o Senhor fundou, e não o homem&#8221;. (Hebreus 8:1-2). É porque temos tal Sumo Sacerdote ministrando nos céus que Hebreus diz: &#8220;Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno&#8221; (Hebreus 4:16).</p>
<h2 style="text-align: center;">A Adoração da Igreja deve Refletir a Adoração Celestial.</h2>
<p>O convite para &#8220;chegarmo-nos ao trono de graça&#8221; é obviamente um convite à adoração, oferecendo ao nosso Senhor nossas orações, louvores, e cânticos. A igreja na terra une-se aos seres celestiais no louvor a Cristo: &#8220;Por ele, pois, ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome&#8221; (Hebreus 13:15).<br />
A música e a adoração da igreja na terra deveriam tirar sua inspiração da música e adoração do santuário celestial, porque os dois estão unidos pela adoração do mesmo Criador e Redentor. Hebreus convida os crentes a vir &#8220;ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos; à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus&#8221;,. (Hebreus 12:22-23).<br />
Que desafio para a igreja dos últimos dias, deixar a glória e majestade da adoração celestial brilhar através de sua música, orações, e pregação. Como Richard Paquier sugere, &#8220;algo da majestade real e da glória dO ressuscitado que ascendeu ao céu tem que fazer parte da adoração da igreja&#8221;. (13) Quando vislumbres da majestade e glória do Salvador Ressurreto e Sumo Sacerdote celestial passam pela música e adoração da igreja, não haverá nenhuma necessidade de experiências com rock religioso, drama, ou danças para revitalizar adoração de igreja. A visão da glória e majestade do Senhor supre todos os ingredientes dramáticos que os crentes jamais poderiam desejar para uma experiência de adoração excitante.</p>
<h2 style="text-align: center;">A Adoração do Santuário Celestial.</h2>
<p>Para termos um vislumbre da majestosa adoração levada a efeito no santuário celestial, nos voltamos ao Livro do Apocalipse, onde achamos o número maior de conjuntos corais que podemos encontrar em toda a Bíblia. Estudiosos que têm estudado a música do Apocalipse chegaram a diferentes números de textos de hinos neste livro. Oscar Cullman identificou seis hinos (Apocalipse 5:9; 5:12; 5:13; 12:10-12; 19:1-2; e 19:6),(14) enquanto Michael Harris enumera sete (Apocalipse 4:8-11; 5:9; 7:10; 11:17-18; 12:10-11; 15:3; e 15:4b).(15) Forrester Church e Terrance Mulry identificam onze hinos no Apocalipse (Apocalipse 1:5-8; 4:11; 5:9-11; 5:12-13; 11:17-18; 12:10-12; 15:3-4; 8:22-23; 19:1-9; 22:16-17; e 22:20).(16)<br />
O número exato de hinos e coros que se apresentam no Apocalipse é menos importante que o seu testemunho do papel importante que música representa na adoração escatológica de Deus no santuário celestial. Os três coros principais que participam na adoração celestial são: (1) os 24 anciãos (Apocalipse 4:10-11; 5:8-9; 11:16-18; 19:4); (2) A multidão inumerável de anjos e remidos (Apocalipse 5:11-12; 7:9-12; 14:2-3; 19:1-3, 6-8); (3) O conjunto universal de toda criatura no céu e na terra (Apocalipse 5:13).<br />
O texto dos hinos é muito instrutivo. O coro dos 24 anciãos canta primeiro, diante do trono de Deus, um hino sobre o Seu poder criador: &#8220;Digno és, Senhor nosso e Deus nosso, de receber a glória e a honra e o poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade existiram e foram criadas&#8221;. (Apocalipse 4:11). Então eles cantam diante do Cordeiro um hino acompanhado por harpas, sobre as Seus feitos redentores: &#8220;Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação&#8221; (Apocalipse 5:8-9).<br />
Finalmente, os 24 anciãos cantam diante de Deus sobre a vindicação dos remidos e a inauguração do reino eterno: &#8220;Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, porque tens tomado o teu grande poder, e começaste a reinar. Iraram-se, na verdade, as nações; então veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra&#8221; (Apocalipse 11:17-18; cf. 19:4). Pode-se notar uma progressão temática nos hinos dos 24 anciãos, do louvar da criação de Deus, para o louvor da redenção de Cristo e a vindicação final de Seu povo.<br />
Atribuições semelhantes de louvores são encontradas nos hinos cantados pela multidão inumerável de anjos (Apocalipse 5:11-12) e pelos remidos (Apocalipse 7:9-12; 14:2-3; 19:1-3; 19:6-8). &#8220;Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos; e clamavam com grande voz: &#8216;Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro&#8217;&#8221; (Apocalipse 7:9-10).<br />
Em sua dissertação, publicada sob o título &#8220;A Theology of Music for Worship Derived from the Book of Revelation&#8221;, Thomas Allen Seel vê um crescendo na participação dos coros celestiais. &#8220;O coro dos 24 anciãos parece liderar os coros maiores conforme a ação no texto revela um poderoso crescendo de participação e som; inicia-se com o coro do 24 anciãos cantando, seguido por uma resposta antifônica das criaturas de céu, e culmina quando estas forças antifônicas participam em uma resposta, unidas ao remanescente da criação, inclusive os Remidos. Juntamente eles dirigem o seu louvor corporativo à Divindade.&#8221;(17)<br />
A dinâmica das respostas antifônicas e responsoriais dos vários grupos, revela uma unidade surpreendente. &#8220;Eles respondem de uma forma ordenada e equilibrada, a qual testemunha a unidade totalmente completa, inflexível de toda a criação da Divindade. A adoração no Apocalipse é &#8216;genuinamente congregacional&#8217; e une de forma inclusiva níveis variados da criação em um mar de louvores doxológicos à Divindade.&#8221;(18)</p>
<h2 style="text-align: center;">Música Triunfante Sem Pulsação.</h2>
<p>Um estudo cuidadoso dos vários hinos do Apocalipse revela que, apesar de todas as referências ao sofrimento do povo de Deus, o livro ainda consegue provar-se como sendo uma das composições mais felizes já escritas. Como o &#8220;The Interpreter&#8217;s Bible&#8221; comenta: &#8220;A música da eternidade [no Apocalipse] envia de volta a sua alegria triunfante para vida através dos tempos. A justificação da gloriosa música Cristã no mundo é sempre justificação pela fé&#8230; Os escritos de Paulo também têm esta característica de explodir em cânticos. Você pode julgar uma interpretação da religião Cristã por sua capacidade para fazer os homens cantarem. Há algo errado com uma teologia que não cria uma música triunfante&#8221;. (19)<br />
A música triunfante de Apocalipse é inspirada, não pela pulsação hipnótica de instrumentos de percussão, mas pela revelação maravilhosa dos feitos redentores de Deus por Seu povo. Conforme os adoradores do santuário celestial são privilegiados em revisar a forma providencial pela qual Cristo, o Cordeiro que foi morto, resgatou pessoas de todas as nações, eles cantam com uma excitação dramática no seu louvor doxológico à Divindade.<br />
Líderes da adoração que estão insistindo no o uso de baterias, contrabaixos, guitarras rítmicas para dar uma pulsação de rock à música de suas igrejas, deveriam notar o fato que tanto no Templo de Jerusalém quanto no santuário celestial, nenhum instrumento de percussão foi permitido. O único instrumento usado pelos coros celestiais é um conjunto de harpas (Apocalipse 5:8; 14:2). A razão é, que, como Thomas Seel explica, &#8220;o timbre distintivo da harpa na adoração mescla-se harmoniosamente com as vozes coletivas dos adoradores. É de se notar que o apoio instrumental não suplanta a importância das palavras do texto nem contém uma mistura de instrumentos diversos. O conjunto instrumental contém um tipo singular de instrumento [a harpa], a qual mescla-se com a voz&#8221;. (20)</p>
<h2 style="text-align: center;">Nenhuma Música Secular Permitida no Templo.</h2>
<p>A distinção entre música sacra e secular, a qual está presente no santuário celestial, também era evidente no Templo de Jerusalém. No próximo capítulo &#8220;Música na Bíblia&#8221;, veremos que apenas um grupo selecionado de Levitas fazia parte do coro do Templo. Eles tocavam somente quatro instrumentos em momentos específicos durante o culto: as trombetas, címbalos, liras e harpas (1 Crônicas 15:16; 16:5-6). Dos quatro, apenas os últimos dois, a lira e a harpa (ambos os instrumentos de cordas que combinam com as vozes humanas), foram usados para acompanhar o cântico.<br />
As trombetas eram usadas somente para dar vários sinais, como quando a congregação deveria prostrar-se ou o coro deveria cantar durante a apresentação das ofertas queimadas (2 Crônicas 29:27-29). Os címbalos eram usados para anunciar o começo de um cântico ou de uma nova estrofe. &#8220;Ao contrário de opinião corrente, os címbalos não eram usados pelo cantor-mor para dirigir o cântico batendo o ritmo da música&#8221;. (21) A razão é que a música no antigo Israel, como Anthony Sendrey demonstrou, não possuía uma batida regular e uma estrutura métrica. (22) É evidente que não havia nenhuma possibilidade de que qualquer judeu que pudesse tocar um instrumento pudesse ser convidado para juntar-se à banda de rock do Templo e transformar o culto em um festival de música.<br />
Em sua dissertação doutoral apresentada na Universidade de Cambridge e publicada sob o título &#8220;The Lord&#8217;s Song. The Basis, Function and Significance of Choral Music in Chronicles&#8221;, John Kleinig nota que: &#8220;David determinou a combinação particular de instrumentos que deveriam ser usados na adoração. Às trombetas que o Senhor tinha ordenado através de Moisés, ele adicionou os címbalos, liras, e harpas (I Crônicas 15:16; 16:5-6). A importância desta combinação é enfatizada pela insistência em II Crônicas 29:25 que os instrumentos para música sacra, assim como o lugar dos músicos no templo, tinham sido instituídos sob a ordem do Senhor. Era esta ordem divina que lhes dava seu significado e poder&#8221;. (23)<br />
II Crônicas 29:25 explicitamente afirma que o rei Ezequias &#8220;dispôs os levitas na casa do Senhor com címbalos, alaúdes e harpas conforme a ordem de Davi, e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã; porque esta ordem viera do Senhor, por meio de seus profetas&#8221;. Apelando às diretrizes proféticas de Gade e Natã, o autor de Crônicas enfatiza que a adição de David dos címbalos, harpas e liras ao uso das trombetas (Num 10:2), não estava baseado no gosto pessoal do rei, mas em uma ordem &#8220;do Senhor&#8221;.</p>
<h2 style="text-align: center;">Música Sagrada para um Lugar Sagrado.</h2>
<p>Aqueles que acreditam que a Bíblia lhes dá licença para tocar na igreja qualquer instrumento e música que eles queiram, ignoram que a música no Templo não estava baseada em gosto pessoal ou preferências culturais. Isto é indicado pelo fato que outros instrumentos como o tamboris, as flautas, as cornetas, e as cítaras, não puderam ser usados no Templo, por causa de sua associação com diversões seculares.<br />
Em seu livro &#8220;Music of the Bible in Christian Perspective&#8221;, Garen Wolf demonstra que &#8220;o uso do adufe, tamboril, saltério, e danças por mulheres ou homens nunca tiveram nenhuma conexão com adoração no Templo, mas sim para finalidades de espetáculo, êxtase e divertimentos seculares ou para música religiosa que fazia fora do Templo&#8221;. (24) A música era rigidamente controlada na adoração do Templo para assegurar que estaria em harmonia com a santidade do lugar. Assim como o Sábado é um Dia Santo, da mesma forma o Templo era um Lugar Santo onde Deus manifestava a Sua presença &#8220;entre o povo de Israel&#8221; (Ex 25:8; cf. 29:45). O respeito para com o Dia Santo de Deus e o Lugar Santo de adoração, exigia que nenhuma música ou instrumentos associados com vida secular fossem usados no Templo.<br />
A conexão entre o Sábado e o santuário é claramente afirmada em Levítico 19:30: &#8220;Guardareis os meus sábados, e o meu santuário reverenciareis. Eu sou o Senhor&#8221;. Guardar o Sábado é comparado com a reverência no santuário de Deus, porque ambos são instituições sagradas estabelecidas para a adoração de Deus. Isto significa que a música secular que é imprópria para o Sábado também é imprópria para a igreja, e vice-versa. Por que? Simplesmente porque Deus separou a ambos para a manifestação da Sua Santa presença.</p>
<h2 style="text-align: center;">Lições da Música do Templo.</h2>
<p>Quatro lições principais podem ser aprendidas a partir da música executada no Templo de Jerusalém, assim como no santuário celestial. Primeiro, a música da igreja deveria respeitar e refletir a santidade do lugar de adoração. Isto significa que instrumentos de percussão e música de entretenimento, que estimula as pessoas fisicamente, está fora de seu lugar no culto da igreja. Por respeito à presença de Deus, tal música não foi permitida nos serviços de Templo, nem é usada na liturgia do santuário celestial. O mesmo respeito deveria ser encontrado nos cultos da igreja hoje.<br />
Segundo, tanto a música do Templo terrestre quanto a do Templo celestial nos ensinam que os acompanhamentos instrumentais devem ser usados para ajudar a resposta vocal para Deus e não para sufocar o cântico. Em Apocalipse, é o conjunto instrumental das harpas que acompanha o cântico dos coros, porque o som da harpa combina-se bem com o a voz humana, sem suplantá-la. Isto significa que música rock alta, rítmica que encobre o som da letra, é impróprio para adoração na igreja.<br />
Terceiro, a música na igreja deveria expressar a delícia e a alegria de estar na presença do Senhor. O cantar dos vários coros no Apocalipse é sincero e expressivo. Eles cantam com &#8220;alta voz&#8221; (Apocalipse 5:12; 7:10) e expressam suas emoções dizendo &#8220;Amém, Aleluia&#8221; (Apocalipse 19:4).<br />
Deve haver um equilíbrio entre os lados emocional e intelectual da vida de religião e adoração. &#8220;A expressão musical na adoração deve ter um aspecto emocional e intelectual porque esta é a natureza de homem, a natureza da música, e a natureza da religião. Em seu melhor, a música deveria demonstrar esta unidade vida-religião-música na adoração, através de um sentimento de aproximação à composição bem proporcionada, racional&#8221;. (25)</p>
<h2 style="text-align: center;">Reverência no Santuário de Deus.</h2>
<p>Por fim, a música na igreja deveria ser reverente, afinada com a natureza sagrada da adoração. É significativo que, das oito palavras usadas no Testamento Novo para expressar uma resposta de adoração a Deus, apenas um deles é usado no Apocalipse. (26) É a palavra grega prokuneo que é comumente traduzida por &#8220;adorar&#8221; ou &#8220;prostrar-se&#8221;. O termo aparece 58 vezes no Novo Testamento, sendo que 23 destas acontecem no Apocalipse. (27)<br />
O termo prokuneo é combinação de dois radicais: pros que significa &#8220;em relação a&#8221; e kuneo que significa &#8220;beijar&#8221;. Quando combinados, eles referem-se à honra e ao respeito demonstrados em relação a um superior. Vez após vez nos é dito no Apocalipse que os seres celestiais &#8220;prostraram-se e O adoraram&#8221; (Apocalipse 4:10; 5:14; 7:11; 11:17; 15:4; 19:4).<br />
É significativo que João, o Revelador use apenas prokuneo para descrever a adoração reverente do final dos tempos. A razão poderia ser a necessidade de advertir a geração dos últimos dias a não ser enganada pela falsa adoração de Babilônia, caracterizada por uma excitação febril. Deus é santo e nós O adoramos com profundo respeito, temor, e afeição. Tanto no Templo de Jerusalém quanto no santuário celestial Deus é adorado com grande reverência e respeito. A mesma atitude deveria ser manifestada em nossa adoração hoje, porque Deus não muda.<br />
Hoje vivemos em um mundo de atividade febril, entretenimento constante, e familiaridade íntima. Isto também é refletido em algumas das músicas Cristãs contemporâneas que tratam a Deus com frivolidade e irreverência. A adoração, tanto no Templo terrestre quanto no celestial, nos ensina que precisamos nos curvar em humildade ante o nosso grande Deus. Música sacra pode ajudar a acalmar nossos corações e almas de forma que possamos reconhecer mais claramente quem nosso Deus realmente é e responder a Ele em reverência.</p>
<h2 style="text-align: center;">PARTE III</h2>
<h2 style="text-align: center;">A Música na Igreja no contexto do Segundo Advento</h2>
<p>A crença na certeza e na iminência do retorno de Cristo é a força impulsionadora da adoração e do estilo de vida da igreja adventista. Ser um cristão adventista significa primeiramente e antes de tudo viver ansiando pelo dia glorioso da vinda de Cristo. Pedro insiste nesta visão voltada para o futuro dizendo: &#8220;esperai inteiramente na graça que se vos oferece na revelação de Jesus Cristo&#8221;. (I Pedro 1:13). Paulo expressa esta visão voltada para o futuro eloqüentemente dizendo: &#8220;esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus&#8221; (Filipenses 3:13-14).</p>
<h2 style="text-align: center;">A Perspectiva de Peregrino.</h2>
<p>Viver com esta visão voltada para o futuro significa ver nossa vida presente como uma peregrinação, uma jornada para uma terra melhor. O escritor de Hebreus ressalta que Abraão e todos os verdadeiros crentes do passado eram peregrinos, sem uma casa permanente nesta terra. &#8220;Confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam oportunidade de voltar. Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade&#8221; (Hebreus 11:13-16).<br />
Alguém disse que os cristãos do século vinte são &#8220;o grupo de peregrinos mais bem disfarçados que este mundo já viu&#8221;. Muitos chegaram a ver este mundo como uma &#8220;sala de estar&#8221; na qual ficam como se Cristo nunca fosse voltar, em vez de uma &#8220;sala de espera&#8221; para o mundo porvir.<br />
A visão voltada para o futuro, para o Reino futuro de Deus, nos desafia a não investir as instituições religiosas ou políticas atuais com valores e funções permanentes porque eles não são o método pelo qual o Reino de Deus será estabelecido. Nos desafia a reconhecer que quando Jesus voltar, todas nossas instituições humanas, incluindo nossas igrejas, terão um fim.<br />
Isto significa que temos que construir para o futuro, reconhecendo, porém, que o futuro não pertence por direito ao que construímos. O efeito final de vivermos com uma visão voltada para o futuro é ver todas nossas instituições e decisões pessoais à luz do Advento de nosso Senhor.</p>
<h2 style="text-align: center;">Adoração em Antecipação.</h2>
<p>A expectativa da breve volta de Cristo dá uma textura especial à adoração e música adventistas. Através da adoração penetramos as barreiras do tempo e do espaço e experimentamos um antegozo da bem-aventurança da futura adoração celestial que nos espera quando da vinda gloriosa do Senhor. O escritor aos Hebreus fala desta função vital da adoração dizendo: &#8220;Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos; à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus&#8221; (Hebreus 12:22-23a).<br />
A adoração comunitária dos crentes nos permite esquecer e transcender as realidades desagradáveis desta vida presente e ter um vislumbre da bem-aventurança do mundo porvir. A música, as orações, a proclamação da palavra, o testemunho e o companheirismo com outros membros da comunidade podem nos dar um antegozo da Jerusalém celestial futura e do encontro festivo dos filhos de Deus. Tal experiência nutre e fortalece a Esperança do Advento em nossos corações, dando-nos uma visão e um antegozo das glórias do Segundo Advento.<br />
A expectativa da vinda de Cristo dá um senso de urgência à adoração da igreja adventista. Hebreus adverte aos crentes &#8220;retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa; e consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.&#8221; (Heb 10:23-25). (28) A necessidade de nos reunirmos para a adoração e encorajamento mútuo é apresentada nesta passagem como ainda mais imperativa, conforme o Dia da Vinda de Cristo vai se aproximando. A razão é que quanto mais nos aproximamos do retorno de Cristo, quanto mais intensos serão os esforços de Satanás para minar o trabalho de Deus em nossas vidas e neste mundo. &#8220;Ai da terra e do mar! porque o Diabo desceu a vós com grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta.&#8221; (Apocalipse 12:12). A inspiração e encorajamento que recebemos da adoração conjunta com outros crentes podem nos ajudar a manter firme a nossa fé e esperar na breve vinda do Salvador.</p>
<h2 style="text-align: center;">Música do advento.</h2>
<p>A música da igreja representa um papel vital no fortalecimento da fé e nutrição da esperança da volta de Cristo. Através do cântico de hinos, os crentes ensaiam para o dia quando verão a Jesus e falarão face a face com Ele. &#8220;Face a face eu hei de ve-lO, Quando vier em Glória e luz; Face a face lá na glória Hei de ver meu bom Jesus!&#8221;.<br />
Não é de surpreender que no novo Hinário Adventista do Sétimo Dia, haja aproximadamente 34 hinos sobre o Segundo Advento (Este número refere-se ao hinário americano. No hinário utilizado no Brasil, há 47 hinos, nos temas &#8220;Segunda Vinda&#8221; e &#8220;Vitória e Recompensa&#8221; (NT)). (29) Estes sobrepujam muito em numero os hinos sobre qualquer outro assunto, inclusive os 18 hinos sobre o Sábado (6 hinos no hinário brasileiro (NT)). (30) A música e o texto dos hinos sobre o Advento expressam uma variedade de estados de espírito. Por exemplo, &#8220;A manhã gloriosa está raiando, Breve surgirá a luz! A manhã gloriosa está raiando, Eis que vem Jesus!&#8221; pressente a excitação ao aparecer do Senhor no céu resplandecente. &#8220;Oh, Jesus Salvador, Senhor! Quando vamos cantar: Cristo volta, aleluia, aleluia, amém!&#8221; expressa o desejo e impaciência para ver o Senhor. &#8220;Vigiai, cristãos sinceros!&#8221; dá a certeza de que os sinais do fim dos tempos estão se cumprindo rapidamente.<br />
&#8220;Servos de Deus, a trombeta tocai:&#8221; desafia os crentes a proclamar corajosamente que &#8220;Breve Jesus voltará!&#8221;. &#8220;Oh, que esperança, vibra em nosso ser&#8221; captura de um modo maravilhoso a convicção de que o &#8220;tempo logo vem, e as nações daqui e além Bem alertas vão cantar: Aleluia! Cristo é Rei!&#8221;. &#8220;Quando for então chamado, aprovado hei de estar perante o Rei&#8221; entusiasticamente reafirma o compromisso de estar pronto para o dia &#8220;Quando Cristo Sua trombeta lá do céu mandar tocar&#8221;.</p>
<h2 style="text-align: center;">Inspiração do advento.</h2>
<p>A visão gloriosa do retorno de Cristo inspirou a composição de muitos hinos de fé, que enriqueceram a vida da igreja e a adoração através dos séculos. Hoje, enquanto estamos no limiar do retorno do Senhor e &#8220;vemos que o Dia se aproxima&#8221; (Hebreus 10:23-25), a Santa Esperança deveria inspirar a composição de novos cânticos que possam reacender a chama e encorajar os crentes a viver &#8220;no presente mundo sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus&#8221; (Tito 2:13).<br />
Novos cânticos otimistas sobre o Advento são necessários hoje especialmente para atrair a geração mais jovem que foi cativada pelo movimento rápido, os sons rítmicos, altos, eletronicamente amplificados, e letras desinibidas da música rock. Alcançar a geração mais jovem é uma tarefa formidável, porque em muitos casos os seus sentidos se tornaram tão entorpecidos pela superexposição aos sons altos, rítmicos da música rock, que eles já não podem ouvir a &#8220;voz calma e suave&#8221;. Em seu livro &#8220;Decline of the West&#8221; Oswald Spengler deu uma impressionante advertência há alguns anos atrás: &#8220;Nas últimas fases de uma civilização toda a arte se torna nada mais que titilação das sensações (excitações nervosas)&#8221;. (31)<br />
Realmente, vivemos hoje no estágio derradeiro da civilização do tempo do fim, quando a &#8220;titilação das sensações&#8221; pela linguagem do rock invadiu até mesmo a comunidade evangélica, inclusive um número crescente de igrejas adventistas. A música rock provê para muitos um substituto enganoso para seus sentimentos internos de &#8220;amor, alegria, e paz&#8221; que vêm quando o Espírito Santo trabalha em nossas vidas (Gálatas 5:22).<br />
Nosso desafio hoje é ajudar nossa geração rock and roll a captar a visão daquele dia glorioso por vir quando serão capazes de experimentar o espetáculo audiovisual mais excitante que eles jamais poderiam imaginar &#8211; a vinda gloriosa da Pedra Angular (aqui o autor faz um trocadilho usando, no original, o termo &#8220;Rock of Ages&#8221;). A orquestra de anjos que O acompanhará produzirá os sons mais trovejantes que este planeta jamais ouviu. O esplendor da Sua presença e as vibrações do som da Sua voz serão tão poderosas que aniquilarão os incrédulos e trarão vida nova para os crentes.<br />
Um evento tão glorioso pode incendiar a imaginação dos músicos hoje para compor novas canções que terão um apelo a muitos que estão procurando significando e esperança em suas vidas. Uma canção que me vem à mente é &#8220;Bem-vindos ao Lar, Filhos&#8221;, de Adrian King. A cântico ajuda a captar a delícia e a excitação emocional do dia glorioso que se aproxima, quando &#8220;os portões do céu abrirão e todos os que amam o Senhor entrarão&#8221;. O próprio Senhor saudará Seus filhos dizendo, &#8220;Bem-vindos ao lar, filhos, este é um lugar que eu preparei para vocês. Bem-vindos ao lar, filhos, agora que vosso trabalho na terra está terminado. Bem-vindos ao lar, filhos, vocês que seguiram tão fielmente&#8221;.<br />
Novas Canções do Advento, como &#8220;Bem-vindos ao Lar, Filhos&#8221;, que são corretas teologicamente e musicalmente inspiradoras, podem enriquecer a experiência de adoração dos crentes, e atrair a aqueles que são receptivos à obra do Espírito Santo em suas vidas</p>
<h2 style="text-align: center;">Conclusão</h2>
<p>Notamos ao início que música é como um prisma de vidro através do qual brilham as verdades eternas de Deus. Através da música da igreja pode ser proclamado todo um espectro de verdades Bíblicas. Por toda a história da igreja as pessoas aprenderam através da música as grandes verdades da fé cristã e os reclamos de Deus sobre suas vidas.<br />
Em sua tentativa de trazer uma renovação espiritual, muitas igrejas evangélicas hoje estão adotando canções de rock religioso com base no gosto pessoal e nas tendências culturais, em vez de claras convicções teológicas. O resultado é que algumas canções populares cantadas durante o culto na igreja têm uma teologia inadequada ou mesmo herética, orientada para a satisfação própria.<br />
A escolha de música apropriada para a igreja é crucial, especialmente para a Igreja Adventista do Sétimo Dia, porque através de sua música ela ensina e proclama as verdades finais a ela confiadas. Infelizmente o estilo de música e de adoração da maior parte das igrejas Adventistas é baseado grandemente na aceitação sem críticas do estilo de adoração de outras igrejas.<br />
Para promover uma base teológica para a escolha e execução da música durante o culto de adoração nas igrejas Adventistas, temos considerado neste capítulo as implicações do Sábado, do ministério de Cristo no santuário celestial e a Segunda Vinda. Temos visto que cada uma destas três crenças Adventistas distintivas contribuem de maneiras próprias ímpares para definir como deveria ser a boa música na igreja.<br />
O Sábado nos ensina a respeitar a distinção entre o sagrado e o secular, não apenas no tempo, mas também em áreas como a musica na igreja e a adoração. Em uma época em que o relativismo cultural obscurece a distinção entre a música sacra e secular, o sábado nos ensina a respeitar esta distinção em todas as facetas da vida cristã incluindo a musica na igreja e a adoração. Usar música secular para o culto na igreja no Sábado significa tratar o sábado como um dia secular e a igreja como um local secular.<br />
O estudo da música e da liturgia do Templo de Jerusalém, bem como do santuário celestial, foi muito instrutivo. Vimos que, por respeito pela presença de Deus, instrumentos de percussão e música de entretenimento que estimula as pessoas fisicamente, não eram permitidos nos serviços do Templo, nem são usados na liturgia do santuário celestial. Para a mesma razão, instrumentos rítmicos e música que estimula as pessoas fisicamente em vez de eleva-las espiritualmente, está fora de lugar na igreja hoje.<br />
A adoração nos dois Templos, terrestre e celestial, também nos ensina que Deus deve ser adorado com grande reverência e respeito. Música na igreja não pode tratar Deus com frivolidade e irreverência. Deveria ajudar aquietar nossas almas e a responder a Ele em reverência.<br />
A convicção da certeza e iminência da vinda de Cristo deveria ser a força motriz do estilo adventista de vida e da música na igreja. O breve aparecimento da Pedra Angular, com a maior orquestra de anjos que este mundo jamais viu, pode incendiar a imaginação dos músicos atuais para comporem novas canções que apelem a estes que estão procurando significando e esperança para suas vidas.<br />
No limiar de um milênio novo, a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem diante de si um desafio e uma oportunidade sem precedentes para reexaminar a base teológica para a escolha e execução de sua música. Esperamos e oramos para que a igreja responda a este desafio, não pela aceitação sem questionamentos da musica popular contemporânea, que é estranha à missão e mensagem da igreja, mas pela promoção da composição e cântico de músicas que expressem adequadamente a esperança que arde em nossos corações (I Pedro 3:15).</p>
<p><strong>NOTAS</strong><br />
1. Charlie Peacock, At the Cross Roads. An Insider&#8217;s Look at the Past, Present, and Future of Contemporary Christian Music (Nashville, 1999), p. 72.<br />
2. Ibid., p. 70.<br />
3. Ibid., pp. 72-73.<br />
4. Hal Spencer and Lynn Keesecker, &#8220;We Get Lifted Up&#8221;, Works of Heart (Alexandria, Indiana, 1984), p. 44.<br />
5. Calvin M. Johansson, Discipling Music Ministry. Twenty-First Century Directions (Peabody, Massachusetts, 1992), p. 52.<br />
6. Philip Gold, &#8220;Gospel Music Industry Finds Its Amazing Grace&#8221;, Insight (December 17, 1990), p. 46.<br />
7. Frank Garlock and Kurt Woetzel, Music in the Balance (Greenville, North Carolina, 1992), p.124.<br />
8. &#8220;Spirit of Pop Moves Amy Grant&#8221;, Boston Herald (April 9, 1986), p. 27.<br />
9. Norval Peace, And Worship Him (Nashville, 1967), p. 8.<br />
10. Calvin M. Johansson (note 5), p. 42.<br />
11. Dale A. Jorgenson, Christianity and Humanism (Joplin, Missouri, 1983), p. 49.<br />
12. C. Raymond Holmes, Sing a New Song! Worship Renewal for Adventist Today (Berrien Springs, Michigan, 1984), p. 41.<br />
13. Richard Paquier, Dynamics of Worship (Philadelphia, 1967), p. 22.<br />
14. Oscar Cullman, Early Christian Worship (Philadelphia, 1953), p. 8.<br />
15. Michael Anthony Harris, &#8220;The Literary Function of the Hymns in the Apocalypse of John&#8221;, Ph D. Dissertation, Baptist Theological Seminary (Louisville, KY, 1988), p. 305.<br />
16. F. Forrester Church and Terrance J. Mulry, Earliest Christian Hymns (New York, 1988), p. x.<br />
17. Thomas Allen Seel, A Theology of Music for Worship Derived from the Book of Revelation (Metuchen, New Jersey, 1995), p. 84.<br />
18. Ibid., p. 126.<br />
19. George A. Buttrick, ed., The Interpreter&#8217;s Bible (Nashville, TN, 1982), vol. 12, p. 420.<br />
20. Thomas Allen Seel (note 18), p. 124.<br />
21. John W. Kleinig, The Lord&#8217;s Song. The Basis, Function and Significance of Choral Music in Chronicles (Sheffield, England, 1993), p. 82.<br />
22. Anthony Sendrey, Music in Ancient Israel (London, 1963), pp. 376-377.<br />
23. John W. Kleinig (note 21), p. 78.<br />
24. Garen L. Wolf, Music of the Bible in Christian Perspective (Salem, Ohio, 1996), p. 145.<br />
25. Calvin M. Johansson, Music and Ministry. A Biblical Counterpoint (Peabody, Massachusetts, 1986), p. 67-68.<br />
26. See, Ralph P. Martin, The Worship of God (Grand Rapids, 1982), p. 11.<br />
27. See, James Strong, The Exhaustive Concordance of the Bible (New York, 1890), p. 1190.<br />
28. Ênfase acrescentada.<br />
29. The Seventh-day Adventist Hymnal (Washington, DC, 1985), p. 783.<br />
30. Ibid., p. 787.<br />
31. Conforme citado por Jack Wheaton, &#8220;Are Jazz Festivals Killing Jazz?&#8221; Pro/Ed Review 1 (April/May 1972), p. 19.</p>
<p>Saudações cristãs<br />
Samuele Bacchiocchi, Ph. D.,<br />
Professor de Teologia e História Eclesiástica<br />
Andrews University<br />
4990 Appian Way<br />
Berrien Springs, MI 49103<br />
Fone (616) 471-2915 Fax (616) 471-4013<br />
E-mail: sbacchiocchi@qtm.net<br />
WWW HOMEPAGE: <a href="http://www.biblicalperspectives.com" target="_blank">http://www.biblicalperspectives.com</a><br />
Tradução: Levi de Paula Tavares.</p>
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		<title>Seminário de Música Sacra &#8211; Uma História Cronológica da Música Sacra</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 22:20:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Do coro celestial quando ainda dirigido por Lúcifer,ao Cântico de Moisés e do Cordeiro” “Quando findar o conflito terreno, e os santos forem recolhidos para o lar, nosso primeiro tema será o cântico de Moisés, o servo de Deus. O segundo tema será o cântico do Cordeiro, o hino de graça e redenção. Esse hino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: left;"><a href="http://www.grandeconflito.com/wp-content/uploads/seminario_musica.jpg"></a><a href="http://www.grandeconflito.com/wp-content/uploads/seminario_musica.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-314" title="seminario_musica" src="http://www.grandeconflito.com/wp-content/uploads/seminario_musica-300x225.jpg" alt="seminario_musica" width="300" height="225" /></a>Do coro celestial quando ainda dirigido por Lúcifer,ao Cântico de Moisés e do Cordeiro”</h4>
<p style="text-align: left;">“Quando findar o conflito terreno, e os santos forem recolhidos para o lar, nosso primeiro tema será o cântico de Moisés, o servo de Deus. O segundo tema será o cântico do Cordeiro, o hino de graça e redenção. Esse hino será mais alto, mais elevado, e, em mais sublimes acentos, ecoando e reecoando pelas cortes celestes. Assim é entoado o cântico da providência de Deus, ligando as várias dispensações; pois tudo agora é visto sem véu entre o que é legal, o que é profético, e o evangelho. A história da igreja na Terra e a igreja remida no Céu, tudo se centraliza na cruz do Calvário. Eis o tema, eis o cântico &#8211; Cristo é tudo em todos &#8211; em antífonas de louvor a ressoarem através do Céu, entoadas por milhares e dezenas de milhares, e uma incontável multidão dos remidos. Todos se unem nesse cântico de Moisés e do Cordeiro. É novo cântico, pois nunca antes fora cantado no Céu”.</p>
<h4 style="text-align: left;"><em><strong>Testemunho Para Ministros  Capítulo 61 pág. 433</strong></em></h4>
<p style="text-align: left;"><span id="more-416"></span></p>
<p style="text-align: left;">A proposta é realizar um simples estudo sobre os mais importantes eventos musicais da história da Bíblia e reveladas nos escritos Espírito-Proféticos, sejam eles no passado, no presente e no futuro.</p>
<p style="text-align: left;">Visa esclarecer que o grande conflito entre Cristo e Satanás, também envolve a verdadeira adoração a Quem tem esse direito e a adoração espúria que Lúcifer desejou para si.</p>
<p style="text-align: left;">Graças ao Bom Jesus, nos foram reveladas todas as facetas deste engano, e havendo profecia, o Grande Deus espera que Seu povo não se corrompa.</p>
<p style="text-align: left;">Na temática apresentada, muitas ilustrações fílmicas e musicais são utilizadas, para uma maior compreensão da realidade. Envolve-se todo o mundo musical religioso e o esclarecimento da posição, situação e da nossa maravilhosa mensagem sobre este tão importante assunto.</p>
<p style="text-align: left;">Colocamos a disposição de todos os interessados, a apostila completa com todos os textos e referências citadas neste Seminário.</p>
<p style="text-align: left;">Hildo Martins da Conceição<br />
Fones/Fax: (0xx11) 2605-9122<br />
Novembro de 2000</p>
<p style="text-align: left;">São Paulo &#8211; Brasil,  Agosto de 2002</p>
<p style="text-align: center;">DEVIDO AO CONTEÚDO SER MUITO EXTENSO, ESTARÁ DISPONÍVEL PARA LEITURA AQUI NESTE POST, APENA OS CAPÍTULOS UM E DOIS E O ÍNDICE GERAL. O CONTEÚDO COMPLETO PODE SER CONFERIDO ATRAVÉZ DE DOWNLOAD <a title="Seminário de Música Sacra" href="  	http://www.sendspace.com/file/ch7fps" target="_blank">CLICANDO AQUI</a>.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: center;">
<p><strong>A MÚSICA DO CÔRO CELESTIAL</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="font-size: 14pt; color: white;"> </span></strong><strong>a. TEXTO BÍBLICO: Ezequiel 28:12-17</strong></p>
<p><em>12 Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.</em><br />
<em>13 Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. 14 Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de   Deus   estavas,   no  meio  das  pedras afogueadas andavas. 15 Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti. 16 Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas. 17 Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.<br />
</em><br />
<strong>b. TEXTO ESPÍRITO PROFÉTICO: Patriarcas e Profetas Cap. 01 “Por que Foi Permitido o Pecado?”  págs. 36-37</strong></p>
<p>O Rei do Universo convocou os exércitos celestiais perante Ele, para, em sua presença, apresentar a verdadeira posição de Seu Filho, e mostrar a relação que Este mantinha para com todos os seres criados. O Filho de Deus partilhava do trono do Pai, e a glória do Ser eterno, existente por Si mesmo, rodeava a ambos. Em redor do trono reuniam-se os santos anjos, em uma multidão vasta, inumerável &#8211; &#8220;milhões de milhões, e milhares de milhares&#8221; (Apocalipse 5:11), estando os mais exaltados anjos, como ministros e súditos, a regozijar-se na luz que, da presença da Divindade, caía sobre eles. Perante os habitantes do Céu, reunidos, o Rei declarou que ninguém, a não ser Cristo, o Unigênito de Deus, poderia penetrar inteiramente em Seus propósitos, e a Ele foi confiado executar os poderosos conselhos de Sua vontade. O Filho de Deus executara a vontade do Pai na criação de todos os exércitos do Céu; e a Ele, bem como a Deus, eram devidas as homenagens e fidelidade daqueles. Cristo ia ainda exercer o poder divino na criação da Terra e de seus habitantes.</p>
<p>Em tudo isto, porém, não procuraria poder ou exaltação para Si mesmo, contrários ao plano de Deus, mas exaltaria a glória do Pai, e executaria Seus propósitos de beneficência e amor.Os anjos alegremente reconheceram a supremacia de Cristo, e, prostrando-se diante dEle, extravasaram seu amor e adoração.</p>
<p>Lúcifer curvou-se com eles; mas em seu coração havia um conflito estranho, violento. A verdade, a justiça e a lealdade estavam a lutar contra a inveja e o ciúme. A influência dos santos anjos pareceu por algum tempo levá-lo com eles. Ao ascenderem os cânticos de louvores, em melodiosos acordes, avolumados por milhares de alegres vozes, o espírito do mal pareceu subjugado; indizível amor fazia fremir todo o seu ser; em concerto com os adoradores destituídos de pecado, expandia-se-lhe a alma em amor para com o Pai e o Filho.</p>
<p>De novo, porém, achou-se repleto de orgulho por sua própria glória. Voltou-lhe o desejo de supremacia, e uma vez mais condescendeu com a inveja de Cristo.</p>
<p>As altas honras conferidas a Lúcifer não eram apreciadas como um dom especial de Deus, e, portanto, não provocavam gratidão para com o seu Criador. Ele se gloriava em seu brilho e exaltação, e aspirava ser igual a Deus. &#8230;</p>
<p><strong>c. MÚSICA: “Glória”  de Antônio Vivaldi</strong></p>
<blockquote style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">TÓPICO 1: Comentário do autor</p>
<p>O primeiro fato que envolve a música na história revelada em ordem cronológica é exatamente a citação do profeta Ezequiel, relatando em parábola com o rei de Tiro, a posição de Lúcifer no Céu. Sua perfeição, sua afinação, seus ritmos e suas melodias, mostram o perigo da exaltação. De igual modo, todos os militantes musicais, devem tomar cuidado com o uso que fazem deste precioso dom divino.</p>
<p>Mesmo produzindo uma música sacra celestial maravilhosa, – e como será maravilhoso um dia saber qual foi esta música – que por momentos fez-lhe voltar o espírito de adoração, Lúcifer não controlou seus pensamentos de ser igual a Deus. Imaginem nós, caídos e com seis mil anos de degeneração, ao usarmos música profana que apelam aos nossos desejos carnais, o que vamos pensar que somos?</p>
<p>A que se pedir a Deus, que além de cantarmos músicas o mais próximo da celestial enquanto aqui na terra, não caiamos na mesma tentação da exaltação própria.</p>
<p>Música: “Glória” de Antonio Vivaldi &#8211; Um trecho desta grande peça sacra de adoração e amor ao Deus do Céu. O coro canta “Glória ao Excelso Deus”. Em nenhum lugar a Bíblia havia sido traduzida e impressa, como na Europa do século XVII. Onde mais poderia surgir um Vivaldi, um Sebastian Bach ou um Haendel, quase ao mesmo tempo? É uma singela comparação, para imaginarmos qual foi à última e maravilhosa música dirigida por Lúcifer, à frente do coro celestial.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>2.</strong><strong> </strong><strong>AS ESTRELAS ALVAS CANTAVAM QUANDO EU LANÇAVA OS  FUNDAMENTOS DA TERRA</strong></p>
<p><strong>a. TEXTO BÍBLICO: Jó 38:4-7</strong><br />
<em>4 Onde estavas tú, quando Eu lançava os fundamentos da terra? Dize-me, se tens entendimento.  5 Quem lhe pôs as medidas, se é  que o sabes? Ou quem estendeu sobre ele o cordel? 6  Sobre o que estão fundadas as suas bases, ou quem acentou as pedra de esquina,  7 Quando as estrelas da alva  juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam?</em></p>
<p><strong>b. TEXTO ESPÍRITO PROFÉTICO: Patriarcas e Profetas Cap. 02 “A Criação”  pág. 47</strong></p>
<p>A criação estava agora completa. &#8220;Os céus, e a Terra e todo o seu exército foram acabados&#8221;. Gênesis 2:1. &#8220;E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom.&#8221; Gên. 1:31. O Éden florescia sobre a Terra. Adão e Eva tinham franco acesso à árvore da vida. Nenhuma mancha de pecado ou sombra de morte deslustrava a formosa criação. &#8220;As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam.&#8221; Jó 38:7.</p>
<p>O grande Jeová lançara os fundamentos da Terra; ornamentara o mundo inteiro nas galas da beleza, e enchera-o de coisas úteis ao homem; criara todas as maravilhas da Terra e do mar. Em seis dias a grande obra da Criação se cumprira. E Deus &#8220;descansou no sétimo dia de toda Sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a Sua obra, que Deus criara e fizera&#8221;. Gênesis 2:2 e 3. Deus olhou com satisfação para a obra de Suas mãos. Tudo era perfeito, digno de seu Autor divino; e Ele descansou, não como alguém que estivesse cansado, mas satisfeito com os frutos de Sua sabedoria e bondade, e com as manifestações de Sua glória. &#8230;</p>
<p><strong>c. FILME: “A Bíblia”  de John Houston</strong></p>
<p><strong>d. MÚSICA: “A Criação”  de Franz  J. Haydn </strong><br />
<strong>“O Princípio”  de João Wilson Faustini</strong><br />
<strong>“As Quatro Estações”  de Antonio Vivaldi</strong></p>
<blockquote><p>Tópico 2: comentário do autor</p>
<p>As perfeitas criaturas celestiais, mesmo após a queda de Satanás e seus anjos, rejubilaram e cantaram, agora sob comando de Gabriel. Viram na obra da criação todo o amor de Deus, por intermédio de Jesus Cristo. Pela boca do Senhor, todas as coisas vieram à existência e foram feitas para a felicidade de Adão e Eva.<br />
Extasiados com tanta beleza e mesmo acostumados com o Céu, cantaram em jubilosos acordes uma música de louvor ao Deus Criador. Que música foi esta? Precisamos alcançar o Céu e pedir a Jesus que nos faça ouvir esta maravilhosa peça musical que emoldurou a Criação.</p>
<p>Filme: “A Bíblia” de John Houston &#8211; Uma película de criação humana jamais iria poder mostrar as maravilhas da criação. Mas o cineasta foi muito feliz na elaboração das cenas; somente a trilha sonora original não foi compatível.</p>
<p>Música: “A Criação” de Franz J. Haydn / “O Princípio” de João Wilson Faustini / “As Quatro Estações” de Antonio Vivaldi<br />
Ilustramos com 03 maravilhosas músicas, as cenas do filme de John Houston. A trilha original bastante sombria, não condiz com o relato bíblico. Então trocamos por trechos destas três peças. Destaque para as Quatro Estações de Antonio Vivaldi, que foi eleita a música mais linda deste último milênio.</p></blockquote>
<p><strong>3. O Cântico de Adão e Eva no Jardim do Éden<br />
</strong></p>
<p><strong>4. O Deus Filho Apresentou o Plano da Redenção, e os Anjos Cantaram<br />
</strong></p>
<p><strong>5. Jubal &#8211; O Pai dos Músicos<br />
</strong></p>
<p><strong>6. O Cântico de Moisés<br />
</strong></p>
<p><strong>7. A Dança de Miriã<br />
</strong></p>
<p><strong>8. Música e Dança ao Pé do Sinai<br />
</strong></p>
<p><strong>9. Música e Dança Junto ao Jordão<br />
</strong></p>
<p><strong>10. O Cântico de Ana<br />
</strong></p>
<p><strong>11. A Música das Escolas dos Profetas<br />
</strong></p>
<p><strong>12. A Música que Acalmava o Rei Saul<br />
</strong></p>
<p><strong>13. O Cântico de Davi<br />
</strong></p>
<p><strong>14. A Dança de Davi<br />
</strong></p>
<p><strong>15. A Música de Davi na Inauguração do Templo de Salomão<br />
</strong></p>
<p><strong>16. A Música que Fez Descer o Espírito de Deus Sobe Eliseu<br />
</strong></p>
<p><strong>17. Os Cantores na Frente do Exército do Rei Josafá<br />
</strong></p>
<p><strong>18. A Música da Planície de Dura<br />
</strong></p>
<p><strong>19. Os Anjos Cantam no Nascimento de Jesus<br />
</strong></p>
<p><strong>20. Jesus Cantava Enquanto Trabalhava na Carpintaria em Nazaré<br />
</strong></p>
<p><strong>21. Jesus Abençoa com Sua Presença um Casamento<br />
</strong></p>
<p><strong>22. Música e Dança no Banquete Onde Foi Pedida a Cabeça de João Batista<br />
</strong></p>
<p><strong>23. Após a Santa Ceia Cantaram um Hino<br />
</strong></p>
<p><strong>24. Os Anjos Cantam ao Jesus Sair do Sepulcro<br />
</strong></p>
<p><strong>25. Jesus é Recebido com Música nos Portais do Céu<br />
</strong></p>
<p><strong>26. Paulo e Silas Cantaram na Prisão<br />
</strong></p>
<p><strong>27 A Música da Idade Média<br />
</strong></p>
<p><strong>28. A Música da Reforma Protestante<br />
</strong></p>
<p><strong>29. A Música na América Protestante</strong></p>
<p><strong>30. Em 1844 as Igrejas Protestantes Rejeitam as Três Mensagens Angélicas de Apocalipse 14<br />
</strong></p>
<p><strong>31. A Fusão da Harmonia e Melodia Européia com o Ritmo Pagão Africano<br />
</strong></p>
<p><strong>32. O Blues, o Jazz, o Rag-Time, o Rhythm &amp; Blues, o Rock And Roll, Etc<br />
</strong></p>
<p><strong>33. As Igrejas Americanas Adotam o Pop, o Spiritual e a Gospel-Song<br />
</strong></p>
<p><strong>34. A Mensagem para a Música Adventista em 1900 / Indiana<br />
</strong></p>
<p><strong>35. Os Adventistas Tomam uma Decisão em 1972 na Conferência Geral (Concílio Outonal) </strong></p>
<p><strong>36. Declaração da Associação Nacional dos Músicos Adventistas dos EUA<br />
</strong></p>
<p><strong>37. Texto Manual da Igreja Revisado em 2000<br />
</strong></p>
<p><strong>38. A Atual Situação da Música na Igreja Adventista Do 7<sup>o</sup> Dia<br />
</strong></p>
<p><strong>39. A Música nas Igrejas que Santificarão o Domingo<br />
</strong></p>
<p><strong>40. A Música Sob a Chuva Serôdia<br />
</strong></p>
<p><strong>41. A Música na Hora da Angústia</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>FAÇA O DOWNLOAD COMPLETO DO SEMINÁRIO <a title="Seminário de Música Sacra" href="http://www.sendspace.com/file/ch7fps" target="_blank">AQUI</a>.<br />
</strong></p>
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		<title>Por Que o Adventista Não Pode Dançar Como Davi?</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 22:11:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Dança de Davi.]]></category>

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		<description><![CDATA[Horrorizamo-nos com a idéia de sacrificar criancinhas sobre os braços de ferro em brasa de algum deus cananita como Moloque, ou em altares a Baal, mas não nos horrorizamos em abandonar nossas crianças diante de TVs, FMs, e sofisticados &#8220;sons&#8221; para apreciarem fantásticos &#8220;shows&#8221; de música diabólica, desenvolvendo nelas desde cedo um gosto que as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.grandeconflito.com/wp-content/uploads/dancadoceu.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-558" title="dancadoceu" src="http://www.grandeconflito.com/wp-content/uploads/dancadoceu-300x199.jpg" alt="dancadoceu" width="300" height="199" /></a>Horrorizamo-nos com a idéia de sacrificar criancinhas sobre os braços de ferro em brasa de algum deus cananita como Moloque, ou em altares a Baal, mas não nos horrorizamos em abandonar nossas crianças diante de TVs, FMs, e sofisticados &#8220;sons&#8221; para apreciarem fantásticos &#8220;shows&#8221; de música diabólica, desenvolvendo nelas desde cedo um gosto que as excluirá da vida e da música celestes. Enchemos nossas discotecas de discos, fitas e vídeos de música popular, religiosa ou não, cujo gosto as levará ao fogo da destruição. &#8211; Dario Araújo</p>
<p>&#8220;A crise que o povo de Deus atravessa tem múltiplos aspectos. O estado laodiceano resulta da falta de interesse no ponto de vista de Deus. A queixa divina no passado era: &#8220;O Meu povo não entende&#8221; (Isa.1:3). O entendimento, a compreensão, porém, eram deficientes não porque Deus não houvesse esclarecido, mas porque o povo não se interessou em aceitar a luz. De tanto rejeitar a luz divina, o discernimento humano se obscureceu.</p>
<p><span id="more-412"></span></p>
<p>Hoje não é diferente. Em tempo algum da História o povo de Deus teve mais luz sobre todos os aspectos da vida como atualmente. Esta luz (I TS, 488) Deus concede porque nunca os perigos que ameaçam a Igreja foram tão grandes. Se somos demasiado carnais para bem discernir tudo (I Cor. 2 :14, 15), a culpa não é de Deus por não ter esclarecido, mas nossa por estarmos mais inclinados a prosseguir seguindo nossas próprias idéias, nosso próprio apetite e nosso gosto pervertido, sem levar em consideração o que Deus diz.</p>
<blockquote><p>Especificamente no aspecto da música que os adventistas estão praticando, usando e criando dá-se o mesmo.</p></blockquote>
<p>A situação em certas igrejas e lares se tem tornado tão grave que alguém que ainda tenha discernimento sente-se incapaz de adorar a Deus e receber benefícios espirituais pela péssima qualidade de música praticada, ou seja, música &#8220;Popular Religiosa&#8221; como se fosse &#8220;Sacra&#8221;. Embora, às vezes, seja apresentada com o nome de Sacra Contemporânea, Música Jovem, Música Moderna, etc., etc., na realidade não passa de música popular que serve apenas para reviver a interpretação dos ídolos da música popular dentro da igreja, sem cogitar no que Deus pensa sobre o assunto.</p>
<p>Mesmo tendo já a Organização Superior do Movimento Adventista tomado sua posição de acordo com os princípios divinos das Escrituras e do Espírito de Profecia, ainda há os que se esforçam para produzir, traduzir, praticar, divulgar e explorar a música popular religiosa. Poucas pessoas que são responsáveis pela música nas Igrejas, nos Colégios e Seminários Teológicos têm tido a coragem de tomar posição firme ao lado da música correta, praticada com discernimento. O resultado é o avanço audacioso e pretensioso de tudo o que destrói a boa música verdadeiramente sacra&#8221; (todo este trecho introdutório foi extraído do Prefácio que fizemos ao Música na Igreja – Torres).</p>
<p>É bem verdade que quem quer que assuma a posição de firmeza pelos princípios poderá ser ridicularizado, ou considerado como sendo da &#8220;linha dura&#8221;, &#8220;lei seca&#8221;, &#8220;quadrado&#8221;, &#8220;cafona&#8221;, &#8220;superado&#8221;, etc. Mas uma coisa é manter a linha correta e outra coisa é não ter linha nenhuma. É preferível examinar a linha que Deus propõe na Bíblia, nos escritos de E. G. White e no Manual da Igreja. Isto é o que faremos.</p>
<p>Quando Lúcifer foi criado, conforme lemos em Ez. 28:12-19, além de uma preciosíssima cobertura de pedras coloridas e rutilantes engastadas em ouro, foi ele dotado de capacidade musical, pois tinha &#8220;em si seus tambores e pífaros&#8221;. Som e ritmo, harmoniosamente combinados, capacitavam-no a ser o dirigente do coral celeste (Espírito de Profecia, págs. 28 e 29).</p>
<p>O fato de ele ser &#8220;perfeito em sabedoria e formosura&#8221;, ou como diz na Bíblia Viva, &#8220;Você era absolutamente perfeito em beleza e sabedoria&#8221;, indica que a música que ele compunha e ensaiava com o coral dos anjos era perfeitamente bela, perfeita na forma ou estrutura musical, perfeita na maneira de interpretar, perfeita em alcançar o objetivos de adoração e auto realização segundo os padrões divinos.</p>
<p>Infelizmente nós não somos perfeitos para fazer tudo isto Temos, porém, a certeza de que dentro de pouco tempo poderemos fazê-la no céu, se estivermos com nosso gosto devidamente preparado Para Satanás não há mais esta esperança após sua queda, pois dele Deus diz: &#8220;Nunca mais serás para sempre&#8221;. A música que Satanás agora inspira perecerá com ele, mas a perfeita será eterna.</p>
<p>Evidentemente Adão e Eva aprenderam a cantar com o anjos no Jardim, como já mencionamos anteriormente. O cunho da perfeição repousava sobre seus cânticos até que o pecado pôs fim esta perfeição. Compete-nos agora, porém, procurar tornar nosso cânticos tão perfeitos que se aproximem das harmonias angelicais (PP 637).</p>
<p>Outro lance musical da Bíblia a que queremos chamar atenção é o do povo de Israel cantando seu júbilo de gratidão a Deus pela espetacular libertação no Mar Vermelho. Tão importante foi esta criação musical que em Apoc. 15:3 ela reaparece num cenário e ambiente totalmente diverso, ao lado do &#8220;Cântico do Cordeiro&#8221;. A primeira conclusão a que se chega é a de que Moisés era poeta e músico de muitos recursos. Tinha formação e instrução musicais. Inspirado, podia agora produzir uma obra de arte imortal, eterna (PP, 261).</p>
<p>O capítulo 15 de Êxodo prossegue relatando o canto e a dança de Míriam com seu tamborim e das mulheres que a seguiam. Este costume perdurou ainda durante muitos séculos entre os hebreus. Com isto, querem hoje alguns justificar a dança social mista, como fazem certas denominações religiosas após o culto. Não há termo de comparação entre as duas porque &#8220;a primeira tendia à lembrança de Deus, e exaltava Seu santo nome. A última é um ardil de Satanás para fazer os homens se esquecerem de Deus e O desonrarem&#8221; (PP, 760). Outros querem também justificar o uso de pandeiros e baterias, palmas e gritos, danças e rolação como manifestação de júbilo religioso na igreja.</p>
<p>Pensemos, porém, no seguinte: Onde Míriam aprendeu este costume? De quem o aprendeu? Era esta a melhor maneira de alegrar-se perante Jeová e louvá-Lo? Foi dentro de um recinto, santuário ou igreja?</p>
<p>Tanto Moisés como Míriam estavam familiarizados com a corte egípcia, seus rituais religiosos e suas festas. Na ocasião ela fez o que sabia: o costume egípcio.</p>
<p>Às vezes pensamos no povo de Israel saindo do Egito (quem sabe mais de 3 milhões), como o &#8220;povo de Deus&#8221;, todos gente &#8220;fina&#8221;, asseada e educada. Puro engano! Eram imensa massa humana, heterogênea, ignorante, sem cultura, práticos em fazer tijolos e lidar com barro (quem já fez tijolos à maneira antiga sabe), grosseiros, sujos e sem higiene, a ponto de Deus ter de estabelecer por lei para eles o que os gatos fazem por instinto ao enterrarem suas próprias fezes (Deut. 23:13, 14 ). Moisés tinha que ensinar praticamente tudo a estes que vinham de longa escravidão. Não é de se admirar que fosse o homem mais manso da terra&#8230;</p>
<p>Ao pé do Monte Sinai eles também dançaram, embebedaram-se, comeram e folgaram, despiram-se e se corromperam numa festa ao Senhor. Deus tolerou e aceitou a primeira dança junto ao mar, pois não conheciam coisa melhor, mas não deu para tolerar a segunda. O Egito ainda estava no coração deles.</p>
<p>Nada disto havia na inauguração do templo de Salomão, pois a luz sobre a maneira de adorar a Jeová era diferente. A Bíblia é clara em mostrar que a luz divina é comunicada gradativamente. Davi ainda dançou; Salomão já não dançou mais. É claro, pois ele nunca estivera como seu pai pelas cavernas, fugitivo, desterrado, caçado durante anos. O júbilo de Davi é compreensível. Se hoje, porém, um adventista fosse dançando pela rua ao se dirigir para a igreja, se não estivesse embriagado, recomendar-lhe-íamos um exame psiquiátrico e internamento.</p>
<p>O primeiro canto de Moisés foi ao som de pandeiros. O segundo será ao som das harpas de Deus, e ninguém notará a ausência dos pandeiros nem deles sentirá falta!</p>
<p>A descrição bíblica feita da festa inaugural do templo construído por Salomão é impressionante. Nada era improvisado como o cântico junto ao Mar Vermelho; ao contrário, tudo planejado, estudado, ensaiado e executado por pessoas especializadas.</p>
<p><strong>&#8220;Os levitas cantares,&#8230;vestidos de linho fino, com címbalos e com alaúdes, e com harpas, estavam em pé para o oriente do altar; e com eles cento e vinte sacerdotes, que tocavam as trombetas uniformemente, e cantavam para fazer ouvir uma só voz, bendizendo e louvando ao Senhor; e levantando eles a voz com trombetas, e címbalos, e outros instrumentos músicos,&#8230;a glória do Senhor encheu a casa de Deus&#8221; (II Crôn. 5:12-14).</strong></p>
<p><strong>&#8220;Aqui está um ideal para todos os coristas e músicos de todos os tempos: que ao ser ouvida a sua música, a glória do Senhor encha a casa&#8221; (Helen G. Grauman &#8211; &#8220;Música em Minha Bíblia&#8221; CPB, pág. 931).</strong></p>
<p><strong>Imaginemos um grande Templo Adventista com órgão de tubos, orquestra sinfônica, coral, congregação, cantando com o espírito e o entendimento antífonas de música genuinamente sacra&#8230;</strong></p>
<p>Que antegozo da eternidade&#8230;! Ainda assim haveria os que preferissem ouvir alguém de poucos recursos vocais, quase engolindo o microfone, arrebentando os tímpanos da congregação ao som de um &#8220;play back&#8221; de sintetizador, guitarras e baterias com ritmos&#8221;modernos&#8221;!</p>
<p>Nas fronteiras de Canaã, a um passo da Terra Prometida, por conselho de Balaão, as prostitutas moabitas atraíram os filhos de Deus.</p>
<p>&#8220;Iludidos pela música e a dança, e seduzidos pela beleza das vestais gentílicas, romperam sua fidelidade para com Jeová. Unindo-se-lhes nos folguedos e festins, a condescendência para com o vinho anuviou-lhes os sentidos, e derrubou as barreiras do domínio próprio. A paixão teve pleno domínio; e, havendo contaminado a consciência pela depravação, foram persuadidos a curvar-se aos ídolos. Ofereceram sacrifícios sobre os altares gentílicos e participaram dos mais degradantes ritos&#8221; (PP, 479).</p>
<p><strong>E tudo começou com o tipo de música. Pior que a irmã White prossegue na pág. 483:</strong></p>
<p><strong>&#8220;Aproximando-nos do final do tempo, ao achar-se o povo de Deus nas fronteiras da Canaã celestial, Satanás redobrará, como fez antigamente, os seus esforços para os impedir de entrar na boa terra. Arma suas ciladas a toda alma&#8221;.</strong></p>
<p><strong>E mais adiante, à pág. 486, ela diz:</strong></p>
<p><strong>&#8220;Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem guardar bem as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros&#8221;, inclusive música popular, que é o começo do processo.</strong></p>
<p>Os séculos se arrastaram e o povo de Israel continuou em seus altos e baixos. Antes do cativeiro, porém, Satanás preparou outro assalto. Desta vez na Fenícia. As prostitutas usavam a música para atrair e seduzir os homens. Em Tiro elas &#8220;levavam uma harpa quando andavam pelas ruas. Isaías compara Tiro a uma tal mulher. A música era usada por essas mulheres como um dos poderosos meios de sedução. Nestas palavras o profeta compara Tiro durante os setenta anos de esquecimento prestes a vir, como uma prostituta:</p>
<blockquote><p>&#8216;Tiro será como a canção de uma prostituta.</p>
<p>Toma a harpa, rodeia a cidade,</p>
<p>Ó prostituta entregue ao esquecimento:</p>
<p>Toca bem, canta e repete a ária</p>
<p>Para que haja memória de ti!&#8217; Isa. 23:15, 16&#8243;</p>
<p>(Música em Minha Bíblia, pág. 111)</p>
<p>Lembremo-nos também de que o rei de Tiro foi o símbolo que Deus encontrou para representar a queda de Lúcifer no Céu, como já vimos (Ez. 28).</p></blockquote>
<p>As cantoras fenícias, chamadas &#8220;dançarinas&#8221;, tornaram-se as preferidas até no Egito, pois &#8220;em muitos túmulos dos antigos egípcios encontramos representações de moças dançando em festas particulares ao som de vários instrumentos, de maneira semelhante às modernas &#8216;ghawazee&#8217; (dançarinas) ; no entanto, mais licenciosas, com uma ou mais destas dançarinas apresentando-se em estado de completa nudez, embora na presença de homens e mulheres de alta posição&#8221;. Carl Engel, Music of the Most Ancient Nations, págs. 258 e 259 (citado em &#8220;Música em Minha Bíblia&#8221;, pág. 111).</p>
<p>Por isso o profeta Ezequiel já profetizara: &#8220;Eu farei cessar o arruído das tuas cantigas e o som de tuas harpas não se ouvirá mais&#8221; (Ez. 26:13).</p>
<p>As coisas, porém, se complicaram quando se viraram para o lado de Israel. Houve uma princesa fenícia que foi trazida para ser rainha em Israel, pois Acabe a buscou para ser sua esposa.</p>
<p>Não nos precisamos demorar. Conhecemos a história de Jezabel. Estabeleceu centenas de profetas da idolatria e alimentava-os oficialmente. Notadamente Deus Se queixava de que Seu povo O abandonara e seguira a Baal. Jezabel fez que a sensual música das dançarinas fenícias enfeitiçasse os israelitas; no confronto com Elias no Carmelo, após seu culto agitado de música, danças e retalhações, os profetas foram finalmente massacrados. Jezabel quis matar a Elias mas não conseguiu. Mandou matar de maneira pérfida e vergonhosa um homem honesto chamado Nabote para dar sua propriedade como presente ao rei fantoche. Quando Jeú chegou para acabar com a família real, ela ainda foi capaz de se pintar em volta dos olhos como uma prostituta para tentar seduzi-lo. Da janela elevada ela foi precipitada e esborrachou-se no chão. Os cães a devoraram.</p>
<p>Jezabel e o culto a Baal provocaram as maiores reações de Deus. Com o correr dos anos a influência de tal música continuou na vida dos israelitas. Não tardou para que o gosto por este tipo de música estivesse desenvolvido e, como passo natural seguinte, passaram a misturar a música do Templo, da adoração com esta música profana. Deus não podia tolerar um culto agitado, estimulado por música agitada e danças que abriam as portas à prostituição sagrada e oficializada. Quando Deus ouviu no Seu próprio culto os sagrados e solenes salmos desvirtuados e misturados com a sensual música fenícia, como moldura musical para sacrifícios formalísticos, mandou da pequena vila de Tecoa o profeta Amós sacudir Israel com a vibrante mensagem que lemos no cap. 5:23 &#8220;Afasta de Mim o estrépito dos teus cânticos porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos&#8221;. A Bíblia Viva parafraseia assim:</p>
<blockquote><p>&#8220;Acabem com esse barulho das suas canções; eles são um barulho que incomoda meus ouvidos. Não ouvirei suas músicas, por mais belas que sejam&#8221;.</p></blockquote>
<p>Quando Deus hoje observa as tendências da música na Igreja, pendendo para ritmos e balanços da sensual música fenícia moderna, solenemente ainda diz: &#8220;Tenho contra ti que toleras Jezabel&#8221; Apoc. 2:20. Por mais que vocês gostem da mistura do sacro com o profano, por mais discos, fitas e &#8220;play-backs&#8221; que vocês gravem, por mais que vocês explorem essa música popular religiosa e montem negócios de milhões, por mais que vocês apreciem embriagar-se com ela, seja na língua que for, por mais &#8220;bacana&#8221; e &#8220;legal&#8221; que vocês achem que ela seja, não a ouvirei.&#8221; Tirem estas coisas daqui&#8221;! João 2:16 (Bíblia Viva). &#8211; Dario Pires de Araújo. Texto extraído do livro Música, Adventismo e Eternidade, págs. 32-38.</p>
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		<title>O Grande Conflito Começou no Céu por Causa da Música</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 22:10:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu nome é Marco Antonio Silva, sou violinista, arranjador e maestro. Iniciei meus estudos de música com o violinista Alberto Jaffé. Em 1981, iniciei meu bacharelado e dois anos depois ingressava na orquestra sinfônica da Paraíba. Antes disso fiz diversos cursos de férias em Brasília, Teresópolis e o Festival de Inverno de Campos do Jordão, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.grandeconflito.com/wp-content/uploads/conflito_musica.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-563" title="conflito_musica" src="http://www.grandeconflito.com/wp-content/uploads/conflito_musica-300x225.jpg" alt="conflito_musica" width="300" height="225" /></a>Meu nome é Marco Antonio Silva, sou violinista, arranjador e maestro. Iniciei meus estudos de música com o violinista Alberto Jaffé. Em 1981, iniciei meu bacharelado e dois anos depois ingressava na orquestra sinfônica da Paraíba. Antes disso fiz diversos cursos de férias em Brasília, Teresópolis e o Festival de Inverno de Campos do Jordão, onde estudei com o violinista Airton Pinto e o maestro Eleazar de Carvalho. Estudei regência orquestral com o maestro Wolfgang Grott, Nelson Nirenberg e regência coral com o professor Silvério. Hoje sou membro de uma orquestra e tenho regido vários corais.</p>
<p>No ano de 1981 fui batizado na Igreja Adventista e desde então tenho me preocupado com o conflito entre o bem e o mal inclusive na música.</p>
<p>Fui movido a escrever esse artigo depois que li o artigo onde diz: “Não existe música santa, música é música.”</p>
<p><span id="more-410"></span></p>
<p>Não estou aqui para contestar ninguém, não precisamos ser dogmáticos naquilo que pensamos. Se esse trabalho de informações não for acompanhado por um outro, essencial, seus frutos talvez nunca amadureçam, ficando semelhantes às bananas que são “amadurecidas” por carbureto.</p>
<p>É simples lançar tais informações ao povo, porque são informações, mas o difícil é provocar no povo uma experiência real com DEUS através da boa música. Sensibilidade não se obtém mediante informações, mas através de um processo renovador do entendimento, para que se possa experimentar qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:1,e 2)</p>
<p>Precisamos, é claro, de todas informações possíveis no cômputo da mente, mas é essencial que nosso coração retenha em síntese toda experiência musical, desde a eternidade, até a eternidade.</p>
<p>Vamos percorrer, em suma, o contexto musical do universo, em especial, o destes dias e mais especificamente, o da igreja&#8230;</p>
<p>Lúcifer era o regente das cortes celestiais e provavelmente o supervisor musical de todos os outros mundos. Um ser completamente sensível à boa música. Caiu e arrastou após si um terço dos anjos celestiais (Apocalipse 12). Isto provavelmente não se deu apenas através de palavras, mas pelo poder que tinha expressado através da música que havia desenvolvido. Dominou os anjos com uma inexplicável melodia que nele havia surgido. Penso que o carisma musical de Lúcifer é que atraiu milhares e milhares de seres superiores à eterna escuridão.</p>
<p>Vieram para cá, e aqui, seu método principal para levar os seres recém criados ao abismo de eterna ruína seria a música. Como é que ele conseguiu atrair Eva até aos seus pés? Chamando? Telepatia? &#8230; Conseguiu. Deu certo. Se deu certo com uma criatura perfeita, porque não daria com aqueles que nasceriam debaixo de pecado?</p>
<p>No decorrer de toda a história do povo de DEUS, a máxima em seus alpendres foi o cântico.</p>
<p>Não há povo na terra, de melodias e harmonias mais profundas e sublimes do que o povo judeu.</p>
<p>Todos os maiores músicos, hoje, são judeus. Os maiores gênios da humanidade foram judeus. Albert Einstein, um dos mais notáveis cérebros que já passou por aqui, era judeu, e era também violinista. Aos sábados, vivia cantando nas sinagogas. E por aí vai&#8230;</p>
<p>Cristo também cantava para espantar os males, enquanto Satanás males cantava para os outros atrair.</p>
<p>E a música veio&#8230;</p>
<p>Chegamos à idade média, ao cantochão, à supremacia papal. A música girava em torno de seu trono. Uma coisa só. Foi crescendo a revolta pelos mais sensíveis. Em todos os ramos desponta uma luz de esperança. Surge a nota sensível na música, a perspectiva no desenho, que até então todos os desenhos e pinturas eram chatos. O mesmo ocorre em todos os outros campos da expressão universal. É o renascimento, acidente no ocidente.</p>
<blockquote><p>De todas as artes nenhuma delas recebeu mais ênfase no mundo ocidental do que a música.</p></blockquote>
<p><strong>“Não será a música um dos meios de alcançar a virtude? E não poderá ela influir nas pessoas, acostumando-as a um prazer nobre e puro?”</strong></p>
<p>“A música não foi concedida aos homens pelos deuses imortais com o único objetivo de lhes deleitar agradavelmente os sentidos, e sim sobretudo, para acalmar as perturbações das suas almas e os movimentos tumultuosos que, experimenta um corpo como o nosso, cheio de imperfeições. (Música e Adoração, de J.W.faustine)</p>
<p>A música dessa época até o final do período barroco, com J. S. Bach, stingiu o auge como o mais expressivo louvor ao criador. Saíram do trono papal e envolveram o trono do Altíssimo, em arrebatados hinos de libertação.</p>
<p>Lutero pertence a esse período e até hoje cantamos seu hino Castelo Forte. Ele era flautista. Para ele a música ocupava o segundo plano em sua vida. O primeiro era a teologia.</p>
<blockquote><p>Bach expressou: “A fidelidade de toda  música consiste na glória de DEUS e no repouso da alma.”</p></blockquote>
<p>Era a música voltada para DEUS, época de grandes corais. Bach é mundialmente considerado como o quinto evangelista, por ter escrito centenas de obras profundamente sacras, culminando em duas maravilhosas obras: “Paixão Segundo São Mateus” e “Paixão Segundo S.João”.</p>
<p>Bach era luterano. E apesar de não ter sido reconhecido no seu tempo, era um homem muito feliz. Sua obra veio a tona através de Félix Mendelssohn, um compositor do período romântico. Quando indo a um açougue, recebeu embrulhando a carne, uma partitura de Bach. Hoje, ao que se conhece, o número de suas peças achadas já ultrapassam a casa dos mil, sendo a maior parte considerada sacra. Há os que as consideram totalmente sacras. Ele mesmo é retratado por aquilo que disse e viveu.</p>
<p>Bach, diante de Deus, ocupa um lugar privilegiado, como um dos maiores missionários que já passou por aqui. Muitas e muitas almas têm sido atraídas a Deus, pela manifestação de sua música. Que tenhamos a alegria de nos encontrarmos com ele no céu.</p>
<p>Passa o período barroco&#8230;</p>
<p>Vem o classicismo, com todos os seus requintes de exaltação humana.</p>
<p>Aparecem no campo de batalha o gênio de Beethoven e a fúria de Napoleão Bonaparte, que era músico também. Tocava cello, e eu vi um instrumento que foi tocado por ele que tem até hoje as marcas de suas esporas no instrumento. Beethoven dedica-lhe a terceira sinfonia “A Heróica” e a rasga ao saber que Napoleão havia se tornado imperador. É a expressão íntima de sua revolta interior pela desgraça do homem. Sua obra é marcada com sua dor. A nona sinfonia, a qual compôs surdo, é o auge de seu encontro com Deus (a primeira sinfonia cantada).</p>
<p>Em seu testamento, Beethoven fala de DEUS, reconhecido por ele como o Deus onisciente, que conhecia seu coração, confrontando seu intenso desejo de ser  amigo de todos e ser ao mesmo tempo, rejeitado pela grande maioria, declarando que apenas duas coisas o impediam de tirar a vida: o amor pela virtude e o amor que tinha pela música. Beethoven amava a DEUS sobre todas as coisas, e foi considerado por Ele como um vitorioso também, naquilo que padeceu. Beethoven não sabia, quando compôs sua quinta sinfonia, que as suas três primeiras notas, no código morse, representa a letra “V” de vitória. Que Beethoven esteja lá naquele dia maravilhoso.</p>
<p>Fim do período clássico</p>
<p>Nasce com Schubert o período romântico. No período do renascimento até o final do período barroco, o centro é DEUS.</p>
<p>No período clássico, o homem se volta para os requintes da época e Beethoven, em sua revolta volta-se para dentro de si mesmo, estando escondido em seus acordes triunfais e tempestuosos, com melodias carregadas de grande angústia. Agora, o romantismo  proclama os sentimentos arrebatadores do coração. Obra volumosa tendo como principais vultos:  Schubert, Tschaikowsky, List, Chopin, Bramhs e outros.</p>
<p>Todos esses homens produziram peças incrivelmente belas, que sem duvida poderíamos consagrá-las como sacras. Todavia, mesmo dentro dessas obras temos que ser sensíveis naquilo que poderia prejudicar também.</p>
<p>No período clássico, Beethoven se volta tanto para si que quem o escuta constantemente desenvolve dentro de si o mesmo espírito, sem  aperceber-se disto.</p>
<p>Schumann é outro exemplo profundo. Sua vida foi marcada por um intenso anseio de vida real, um grande desejo de ser perfeito em sua obra como  um pianista virtuoso. No decorrer de sua tentativa, sofreu um acidente em uma das mãos, o que viria a impossibilitá-lo de ser um grande virtuoso. Casado com Clara Schumann, afamada pianista de sua época, muito mais que ele, Schumann se dedica a composição. Sua tristeza, pois, é perfeitamente perceptível.</p>
<p>Começa a entrar em crises de loucura. O que deixa sair nitidamente em suas peças, contendo partes até tecnicamente ilógicas. Sua angústia chega a um auge e ele precipita-se de uma ponte sobre o rio Reno, mas dois pescadores o salvam e ele é levado para o hospital. Lá, um sentimento de culpa o machuca com toda a força, julgando-se um criminoso(?). Não quer saber de outro livro que não seja a Bíblia. Apega-se a ela com obstinação. Clara está com ele. Schumann tranqüiliza-se, como se houvesse obtido o perdão de Deus e no mesmo dia, adormece, como um vitorioso também.</p>
<p>Temos que ser imparciais em tudo. Quem escuta muito Schumann, absorve-lhe a tristeza o mesmo acontece com quem ouve muito  Tschaikowsky.</p>
<p>Errar é uma lei de natureza humana. E essas coisas que estão escondidas, só podem ser realmente compreendidas, quando se passa por experiência semelhante, para o bem, ou para o mal. Somente a viva experiência com DEUS pode ajudar-nos a discernir essas coisas e reter o bem. Em todas as obras humanas sempre há “traços de loucura”.</p>
<p>Quem tem coração entenda isso!</p>
<p>Fim do período romântico (final do século XIX). Vem o impressionismo. Ravel, Debussy, Stravinsky&#8230; compositores que flutuam no espaço e no tempo. Na pintura Van Gogh. estoura-se com um tiro na cabeça. Um período místico, com dosagem  principal de loucura completa. Começam a surgir ruídos, que alguns consideraram ser música, dando inicio ao período contemporâneo, de uma loucura total.</p>
<p>São chegados os últimos dias desta música também. A crise, é mundial. A angustia é a nota tônica em todos os povos. Satanás triunfa, sufocando a sensibilidade em muitas mentes que poderiam estar realizando uma obra monumental em nome do Senhor. Não podemos descrever esse terrível quadro.</p>
<p>E a igreja, como tem estado diante desse subdesenvolvimento?</p>
<p>Entrando no rol também&#8230;</p>
<p>Wagner, um compositor alemão da época de Lizt, criou novas escalas que retratam bem o sentimento da época e que ainda são muito utilizadas em nossos dias causando sentimentos de alienação e não de concentração no ser humano. Depois  vieram outras escalas e mais outras e por aí vai, e a pior foi a saída da &#8220;sensível&#8221;. Hoje existem várias escalas musicais em nossos dias onde a &#8220;sensível&#8221; não é usada. Hoje em dia, a música que professa levar o nome de Deus tem sua base em acordes das escalas de jazz, blues, negro spiritual, rock, funk, entre outros.</p>
<blockquote><p>A música nos dias de hoje tem provocado excitação, êxtase de emoções, que não levam o indivíduo ao equilíbrio.</p>
<p>Os ritmos traduzidos ao povo não apresentam o crivo de DEUS.</p></blockquote>
<p>E o que fazer? Ter lideres específicos para cada obra. Líderes verdadeiros, que sintam a crise e percebam todos os efeitos de uma obra positiva e outra negativa.</p>
<p>Bom seria se todos os pastores fossem músicos, mas não são, e esses não devem pensar que podem liderar a juventude com seus conhecimentos musicais adquiridos em apenas quatro anos passados em uma faculdade de teologia. O estudo oficial de música no curso de teologia está comprimido em apenas dois semestres. Não deve ser assim.</p>
<p>Música, Daniel e Apocalipse devem caminhar juntos.</p>
<blockquote><p>A música deveria ser nota sensível na igreja e na escola, e, a teologia, a nota tônica. Um acorde perfeito maior.</p></blockquote>
<blockquote><p>Lúcifer, era o regente do Céu! Depois da divindade ninguém mais entendia de música do que ele. E arrastou apenas um terço dos anjos de DEUS (uma guerra musical). Hittler executava sempre para seus soldados uma peça tremendamente estimulante de Weber, e fez o que fez.</p></blockquote>
<p>Muito mais são os exemplos negativos. Porque não se apercebe disso?</p>
<p>As muralhas de Jericó não permaneceram de pé ante o sonido das trombetas de DEUS.</p>
<p>Se os homens edificarem as suas casas com o mesmo material, elas não resistirão aos ruídos que saem da trombeta de Satanás.</p>
<blockquote><p>Siga, pois, a igreja o exemplo da verdadeira escola dos profetas. Produza a igreja homens e mulheres que sejam sensíveis à todas as coisas. Não precisam produzir gênios. A sensibilidade superará toda super-inteligência.</p></blockquote>
<p>O que satanás quer é provocar medo, curiosidade e acostumar os homens à sentimentos que não pertencem ao céu, para que quando os ventos dos quatros cantos forem soltos, a destruição seja maior.</p>
<p>Somente um desenvolvimento natural, ainda que precoce (por causa do tempo), de nossa sensibilidade, poderá erguer ao nosso redor uma muralha inexpugnável aos assaltos de Satanás e suas hostes.</p>
<p>Nossos músicos têm sido quase só para variações, ensaiar vozes, ou coisa parecida. Nada mais! Que se reúnam todos em cursos de férias, como fazem as pessoas que amam a música verdadeiramente e não pertencem ao nosso visível redil.</p>
<p>Que sejam realizados simpósios, campais, estudos assíduos de música, como se faz na teologia. Muitos então serão unidos e intensificada a obra do Evangelho de Cristo.</p>
<p><em><strong>A música é uma arte que expressa sentimentos que podem nos elevar ou nos derrubar. Que sinfonia temos feito em nossas vidas?</strong></em></p>
<p>Criação-Queda-Redenção? Ou Criação-Queda–Perdição?</p>
<p>Diante  do exposto, tire suas conclusões sobre a música que tem sido executada e ouvida em nossos dias e prove para saber, se tem ou não nos levado a um sentimento lógico e sensível!</p>
<p>Amém, louvor e glória, e sabedoria e ação de graças e honra  e poder e força ao nosso DEUS para todo o sempre. Apocalipse 7:12</p>
<p><em>Marco Antonio Silva</em></p>
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		<title>Quem Cumprirá a Profecia?</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 03:28:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Profecia]]></category>

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		<description><![CDATA[QUEM CUMPRIRÁ A PROFECIA? Profecia de 1901, indica surgimento de influências estranhas na adoração no tempo do fim. Quero hoje apresentar uma profecia que tem sido objeto de minha preocupação nos últimos tempos. Foi feita por Ellen White, em Janeiro de 1901, e entre outras coisas, faz referência ao modo de adorar de um movimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;"><a href="http://www.grandeconflito.com/wp-content/uploads/musica_profecia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-583" title="musica_profecia" src="http://www.grandeconflito.com/wp-content/uploads/musica_profecia-300x300.jpg" alt="musica_profecia" width="300" height="300" /></a>QUEM CUMPRIRÁ A PROFECIA?</h3>
<p>Profecia de 1901, indica surgimento de influências estranhas na adoração no tempo do fim.</p>
<p>Quero hoje apresentar uma profecia que tem sido objeto de minha preocupação nos últimos tempos. Foi feita por Ellen White, em Janeiro de 1901, e entre outras coisas, faz referência ao modo de adorar de um movimento adventista fanático que apareceu em Indiana (EUA), chamado de &#8220;Carne Santa&#8221;. Seus participantes, achavam que na experiência do Getsêmani, Jesus obtivera uma &#8220;carne santa&#8221;, isto é, como a de Adão antes da queda.</p>
<p>Durante os cultos, buscavam demonstrações físicas, e desenvolviam um alto grau de excitação com o uso de diversos instrumentos musicais (órgãos, flautas, violinos, tamborís, buzinas, e mesmo um grande tambor baixo), em som alto e estridente. Oravam e cantavam até que alguém da congregação caísse do assento, prostrado inconsciente. Vários reuniam-se à sua volta, cantando e orando, e quando esta pessoa voltava a si, era dito que havia obtido a &#8220;carne santa&#8221;, não havendo mais a possibilidade de pecar, e nunca haveria de morrer. Dois pastores, Haskell e A.J. Breed, foram enviados à reunião campal deles em Munice, Indiana, que ocorreu entre os dias 13 a 23 de setembro de 1900, a fim de enfrentar o fanatismo.<br />
<span id="more-283"></span></p>
<p>Ellen G. White soube destes acontecimentos enquanto estava na Austrália, em janeiro de 1900, e, então, recebeu orientação de Deus quanto aos perigos destas práticas. Mas entre outras coisas que o Senhor lhe revelou sobre o assunto, o que mais me impressiona, é a comparação que Deus faz entre o que ocorria dentro do movimento e o que aconteceria no futuro entre o povo de Deus:</p>
<blockquote><p>&#8220;&#8230;Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, músicas e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se poderá confiar neles quanto as suas decisões retas. E isto será chamado operação do Espirito Santo&#8221;&#8230; Mensagens Escolhidas, Vol. 2, pg.36. (Grifo nosso). Um pouco antes, na mesma profecia, Ellen G. White aponta para o tempo em que estas manifestações voltariam a aparecer, afirmando: &#8220;o Senhor revelou-me que haviam de ter lugar imediatamente antes da terminação da graça&#8221;. (Grifo nosso).</p></blockquote>
<p>Note bem que nesta profecia, que foi escrita quando Ellen estava na Austrália, no ano de 1901 (mais precisamente no dia 17 de abril), Deus lhe revelou que estas coisas aconteceriam &#8220;imediatamente antes da terminação graça&#8221;. À semelhança do que já ocorrera em Indiana, surgiria algo estranho, envolvendo &#8220;gritos com tambores, música e dança&#8221;. Portanto, temos aí mais um sinal da proximidade da volta de Jesus, e precisamos estar atentos.</p>
<p><strong>Mas qual é a preocupação de Deus com o seu povo?</strong></p>
<p>Em toda a história da humanidade e do povo de Deus, vemos a adoração como estando no centro do conflito entre o bem e o mal. A adoração sempre foi o campo mais cobiçado de Satanás. A questão é: a quem adorar, e como adorar.</p>
<p>Após a queda, junto ao Éden, foi travado o primeiro combate sobre a maneira correta de adorar. Caim com os seus frutos, e Abel com o seu cordeiro. Caim, adorando como a sua mente carnal, orientava; Abel adorando como Deus havia ensinado (Gen. 4:3-8). Ao longo da história do povo de Israel a tentação foi constante, para afastarem-se da forma correta e do verdadeiro objeto de adoração (Deus). Chegaram ao ponto de entregar seus filhos ao deus Moloque como ato de adoração ( Jer. 32:35 e II Re 23:10). Satanás, quando se apresentou a Cristo no deserto, pretendia até entregar o mundo e seus habitantes de volta ao seu Dono, mas sempre à sua maneira, do seu jeito. &#8220;Tudo te darei se prostrado me adorares&#8221;. ( Mt 4:9).</p>
<p>Meu querido companheiro cristão, uma das últimas batalhas que o povo de Deus terá que enfrentar, é a de decidir a quem adorar e como adorar. A adoração será o ponto de conflito entre o bem e o mal, e todos os cristãos, sinceros e falsos, estarão envolvidos neste conflito. Mas precisamos estar atentos, pois o inimigo nunca vem até nós de forma clara, aberta, e já declarando suas intenções. Sempre virá de forma velada, escondida, sem revelar a sua real intenção.</p>
<p>Querendo proteger a Igreja, Deus deixou uma profecia alertando sobre os problemas que enfrentaria bem perto da volta de Jesus. A profecia diz que nos cultos apareceriam &#8220;gritos com tambores, música e dança&#8221;.</p>
<p>Satanás conhece o valor da música, e é por isso que faz tanto esforço para introduzir no culto estes elementos que, ao contrário de adorar ao Deus do céu, adoram a ele, o deus das trevas. Existem hoje músicas que nada mais são do que gritos estridentes, que ferem a muitos que as ouvem. Boa parte das músicas de agora não tem &#8220;tambores&#8221;, mas tem a bateria, que leva alguns ao delírio e outros às lágrimas de tristeza; não tem &#8220;tambores&#8221;, mas tem uma infinidade de instrumentos que são devidamente arranjados pelo inimigo dentro de alguns play-backs (nem todos).</p>
<p>Quando se termina a apresentação de algumas músicas com estas características, muitos não conseguem lembrar de uma frase sequer do texto, pois a ‘gritaria’, o barulho dos instrumentos, e a excitação dos sentimentos acabaram por ocultar a mensagem. O que presenciamos hoje em alguns corais e conjuntos, em minha opinião, é o cumprimento exato desta profecia. Assisti a uma apresentação, por exemplo, onde maestro e coralistas dançavam em pleno &#8220;culto&#8221;.</p>
<p>Minha querida Igreja, a profecia vai ser cumprida, mas ai de quem a cumprir. Jesus disse que os escândalos viriam, mas &#8220;ai&#8221; daqueles por quem vierem (Lu 17:1). Esta forma errada de adoração seria introduzida nos cultos, mas ai daqueles que a introduzissem. Este &#8220;ai&#8221;, foi pronunciado pelo dono da Igreja, Jesus Cristo.</p>
<p>O que me choca é que muitos hoje, não estão querendo enxergar o que de fato estão vendo, e outros, simplesmente não estão percebendo nada, ou melhor, não vêem mal nenhum neste tipo de música. Alguns chegam a dizer que os tempos mudaram, e que os jovens precisam de algo mais alegre. É verdade os tempos mudaram, mas estas mudanças não são, infelizmente, produzidas por Deus (Rom. 12:2). Não estou combatendo a música e o uso devido dos instrumentos na adoração, estou alertando acerca de um problema que aparece cada vez mais em nosso meio. Sinto uma profunda tristeza ao ver que em muitas de nossas reuniões esta profecia já está se cumprindo.</p>
<p>Para alguns grupos musicais o importante é o ‘show’, o espetáculo, e não a adoração a Deus. Para outros, o êxito da apresentação é medido pela reação dos espectadores, sendo sinal de sucesso o balançar das mãos, palmas acompanhando o ritmo, e ao final da música, à semelhança de qualquer banda de rock, a explosão da multidão em gritos e assobios. Estas reações, e eu mesmo já as presenciei, são semelhantes às que se vê nas reportagens de grupos musicais seculares, com a diferença de que pretende-se estar prestando um culto a Deus.</p>
<p>Note o que ainda diz Ellen White sobre este assunto: &#8220;O Espirito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e da multidão de sons como me foram apresentados em janeiro último [referindo-se à música do movimento da "Carne Santa"]. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente&#8221;. Mensagens Escolhidas, Vol. 2, pág. 37.</p>
<p>Meu querido, é este o tipo de culto que vai levar alguém a aproximar-se de Deus? Ele mesmo já declarou que o Espírito Santo não tem nada a ver com tal confusão. É Satanás quem está ali, podendo usar até boas pessoas para que o verdadeiro culto não aconteça. Veja o terrível risco que se corre ao brincar com estas coisas: &#8220;Esses [em Indiana], foram arrastados por um engano espírita&#8221;, afirmou a Ellen G. White, referindo-se ao episódio. (Evangelismo, pág. 595).</p>
<p>Até quando ficaremos covardemente calados diante do que está acontecendo em nosso meio? Quem vai se levantar e, com amor, ensinar a estes bons irmãos sobre qual é a vontade da Deus acerca deste assunto? Até quando seremos alimentados com músicas que não nos aproximam de Deus, mas nos ferem?</p>
<p>Eu suplico ao meu Deus que abra os nossos olhos para que vejamos o perigo que está nos rondando e o engano que Satanás está tentando introduzir em nosso meio, de forma sutil, lenta e gradual, muitas vezes. A profecia diz que haveriam muitos gritos, música e dança, mas a pergunta que cada filho de Deus precisa fazer é: serei eu o cumpridor desta profecia? Note o alerta feito por Deus: &#8220;Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida&#8221;. Mensagens Escolhidas, Vol. 2, pág.38. (Grifo nosso). A profecia, feita a mais de cem anos, é mais um indício de que estamos vivendo no fim da história deste mundo. A profecia esta aí, mas quem a cumprirá?</p>
<p>Eu espero que nenhum de nós seja o cumpridor desta triste profecia, mas que as nossas músicas nos cultos, tenham um único objetivo, que é o de exaltar ao nosso Criador; que todos os que receberam de Deus o dom de cantar, usem-no somente para engrandecer ao Doador da voz e ao Criador da música; que Ele seja o único a ser louvado com as músicas apresentadas, e que os espectadores possam ao término da cada música, estar mais perto de Jesus; que a boa musica prevaleça em todas as nossas reuniões campais, congressos e camporis. Onde Deus for adorado, que ali tenhamos sempre o melhor, para o Melhor: Deus.</p>
<p>Pastor Élbio Menezes<br />
Presidente da Associação Catarinense</p>
<p>Fonte: http://www.ac.org.br</p>
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		<title>A Bateria à Luz da Antropologia e da Biblia</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 03:01:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Muitas pessoas entendem a polêmica do uso da bateria no culto a partir da história da utilização de outros instrumentos por parte dos cristãos. Piano, violão e órgão tiveram um período de rejeição e mais tarde terminaram por ser aceitos como adequados à liturgia. O acompanhamento instrumental em si já foi considerado impróprio para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.grandeconflito.com/wp-content/uploads/bateria.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-587" title="bateria" src="http://www.grandeconflito.com/wp-content/uploads/bateria-300x217.jpg" alt="bateria" width="300" height="217" /></a></p>
<p>Muitas pessoas entendem a polêmica do uso da bateria no culto a partir da história da utilização de outros instrumentos por parte dos cristãos. Piano, violão e órgão tiveram um período de rejeição e mais tarde terminaram por ser aceitos como adequados à liturgia. O acompanhamento instrumental em si já foi considerado impróprio para a música litúrgica cristã, quando muitos consideravam que o único instrumento adequado à adoração é a voz humana. Da mesma forma, a bateria estaria hoje nesse período de questionamento que terminará com sua aceitação irrestrita dentro da igreja.</p>
<p>Mas será que os motivos da polêmica quanto ao uso da bateria são os mesmos dos demais instrumentos? Todos os instrumentos são iguais quanto ao seu potencial no louvor e na influência que exercem sobre a mente?</p>
<p><span id="more-267"></span></p>
<p>A proposta deste breve artigo é discutir um pouco do significado da bateria (ou tambor) nos cultos antigos e por que ela foi tirada do grupo de instrumentos usados no templo de Salomão. As fontes do estudo são trabalhos de pesquisadores e antropólogos sobre religião e a Bíblia. Interesse especial é dado à relação entre tambor e xamanismo (ou possessão). Essa relação seria mera superstição ou um fato ainda hoje vivido nos cultos pagãos?</p>
<p><strong>Tambor e transe</strong></p>
<p>Um estudo dos cultos de mistérios, das cerimônias nativas e dos rituais da África esclarecem que (1) a música ritual é basicamente o som do tambor, (2) essa música é acompanhada de dança e (3) o transe é o objetivo pretendido e alcançado com o ritual primitivo.</p>
<p>A religião primitiva tem no encontro (possessão) com a divindade seu clímax e sua &#8220;virtude&#8221;. As leis e os hábitos mantidos por essas religiões têm que ver com a expectativa do encontro ou transe. Alimentos, atitudes ou hábitos que dificultam atingir o estado de transe são em geral proscritos.</p>
<p>O antropólogo Francisco Sparta, em seu livro A Dança dos Orixás: as relíquias brasileiras da Afro-Ásia pré-bíblica (São Paulo: Harder, 1970), discute amplamente a relação entre dança, tambor e transe. Ele diz que &#8220;o transe religioso é provocado pela preparação, pela reclusão, pelas mortificações, pelos banhos, pela dança, pelos tambores&#8221; (pág. 50). Falando da cerimônia dos orixás, Sparta diz que &#8220;as mulheres dançam, saltam e se agitam&#8221; e &#8220;os tambores acompanham excitando&#8221; a cerimônia e os corpos (pág. 35).</p>
<p>Definindo o culto dos orixás, Sparta afirma que &#8220;a música e a dança são os principais fatores dos fenômenos de possessão que se observam nestes cultos mágicos&#8221;. &#8220;O ritmo violento dos tambores e a repetição intérmina dos cantos, produzindo fadiga de atenção e amortecimento conseqüente da consciência, levam iniciados a um verdadeiro estado de hipnose. &#8230; A fadiga produzida pela dança prolongada, agravada pelo toque frenético de andarrum, condiciona o estado de vertigem que favorece a hipnose precursora do transe ou possessão&#8221; (pág. 57).</p>
<p>Num simpósio de psiquiatria transcultural, realizado em 1968 na Bahia e em seguida no Recife, o pesquisador William Sargant argumentou a favor da relação entre tambor e transe místico. Falou da &#8220;lavagem do cérebro&#8221;, como efeito da música percussiva dos rituais de transe. Mostrou &#8220;cenas de possessão, filmadas em diferentes regiões da África e da América Latina&#8221; e insistiu que o transe &#8220;é provocado pela cadência da batidas de tambores&#8221;. Como ilustração citou o caso &#8220;de mulheres, na Inglaterra, que haviam entrado em transe apenas escutando algumas gravações feitas por ele&#8221;. Concluindo sua apresentação, Sargant afirmou que, &#8220;derivado do culto negro é o rock’and’roll, que provoca um efeito semelhante ao transe&#8221; (citado por Sparta, págs. 56 e 57).</p>
<p>O maior historiador das religiões, do século 20, o romeno Mircea Eliade, também sustenta a mesma idéia. Segundo ele, a obtenção de conhecimentos místicos, nas religiões primitivas, está sempre associada a um êxtase xamânico (ou seja, transe possessivo). Isso &#8220;explica a importância capital da música&#8221; nos rituais. &#8220;Os xamãs preparam o seu transe cantando e tocando tambor&#8221; (Mircea Eliade, História das Crenças e das Idéias Religiosas, Tomo I, Vol. II [Rio de Janeiro: Zahar, 1983], pág. 106). Aguiar Bastos, outro antropólogo, diz que &#8220;o tambor não é um simples instrumento de ritmo quanto à sua mais antiga tradição ligada às danças sagradas. Ele é, por sua vez, um instrumento de correspondência, isto é, de comunicação entre o homem e os seres misteriosos que governam a natureza&#8221; (Aguiar Bastos, Os Cultos Mágico-Religiosos no Brasil [São Paulo: Hucitec, 1979], pág. 99). Em seu mais respeitado trabalho sobre as religiões primitivas, Xamanismo e as Técnicas Arcaicas do Êxtase, Mircea Eliade acrescenta que &#8220;o tambor desempenha papel de primeira ordem nas cerimônias xamânicas. Seu simbolismo é complexo, suas funções mágicas são múltiplas&#8221;. Ele é &#8220;indispensável ao desenrolar da sessão, seja por levar o xamã ao ‘Centro do Mundo’, por permitir que ele voe pelos ares, por chamar e ‘aprisionar’ os espíritos, seja, enfim, por que a tamborilada permite que o xamã se concentre e restabeleça o contato com o mundo espiritual que está prestes a percorrer&#8221; (Xamanismo e as Técnicas Arcaicas do Êxtase, pág. 194).</p>
<p>Na terminologia religiosa do paganismo, o indivíduo que incorpora uma divindade é muitas vezes chamado de &#8220;cavalo do orixá&#8221;, ou seja, alguém em quem o espírito &#8220;cavalga&#8221;. Dada a relação do tambor com os espíritos, também este instrumento é chamado de &#8220;cavalo do xamã&#8221; (Xamanismo e as Técnicas Arcaicas do Êxtase [São Paulo: Martins Fontes, 1998], pág. 199).</p>
<p><strong>Som único</strong></p>
<p>Eliade diferencia ainda o tambor dos demais instrumentos musicais que eventualmente tenham alguma participação nos rituais, como aquele que proporciona uma experiência de transe. &#8220;O tambor xamânico distingue-se justamente de todos os outros instrumentos da ‘magia do ruído’ por possibilitar uma experiência extática&#8221;. O historiador acentua o fato de essa experiência ser &#8220;preparada, na origem, pelo encanto dos sons do tambor &#8211; encanto ao qual se atribui o valor da ‘voz dos espíritos’ &#8211; ou de a ela se ter chegado em decorrência da concentração extrema provocada por uma tamborilada prolongada&#8221;. Ele conclui: &#8220;Uma coisa é certa: o que determinou a função xamânica do tambor foi a magia musical&#8221; (Xamanismo e as Técnicas Arcaicas do Êxtase, pág. 200).</p>
<p>As religiões antigas e os cultos nativos estão permeados da idéia do contato com os espíritos e da imortalidade da alma. O ritual é ocasião oportuna não apenas para a incorporação da divindade, mas também para o contato com o espírito dos mortos. Essas práticas foram claramente proibidas por Deus a Israel, tão comuns e difundidas que eram no mundo antigo. Mircea Eliade completa a descrição das propriedades mágicas do tambor como fundamento da ponte entre o ser humano e o mundo espiritual: &#8220;De qualquer modo, trata-se sempre de um instrumento (o tambor) capaz de estabelecer algum contato com o ‘mundo dos espíritos’. É preciso entender essa última expressão em seu sentido mais amplo, que engloba não apenas deuses, espíritos e demônios mas também as almas dos ancestrais, os mortos e os animais míticos. O contato com o mundo supra-sensível implica necessariamente concentração prévia, facilitada pela ‘inserção’ do xamã ou do mago em sua indumentária cerimonial e acelerada pela música ritual&#8221; (Xamanismo e as Técnicas Arcaicas do Êxtase, pág. 205).</p>
<p>Muitas pessoas ignoram esse lado místico do tambor, apesar da clara relação entre o instrumento e o transe místico ou fenômeno de possessão ou ainda perda da consciência. O motivo é que as crenças dos antigos têm sido caracterizadas como mera superstição. &#8220;A era da razão e a mentalidade científica já demonstraram que tudo isso é apenas mito&#8221;, afirmam essas pessoas. No entanto, há uma consideração indispensável. O racionalismo qualifica como mito a religiosidade primitiva. E com isso, é fácil de concordar. Mas, da mesma forma que o racionalismo qualifica as crenças pagãs como mito, qualifica também a Bíblia, o poder da fé, o ministério e a ressurreição de Cristo. Logo, se a ciência não tem razão ao dizer que o cristianismo está fundado sobre mitos, também não deve estar certa quando quer desmistificar as demais religiões.</p>
<p>Quanto à relação entre som do tambor, danças e manipulação da mente, Ellen White colabora com a seguinte predição: &#8220;As coisas que descrevestes como tendo lugar em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ter lugar imediatamente antes do fim do tempo da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas&#8221; (Mensagens Escolhidas, vol. II [Casa Publicadora Brasileira], pág. 36). Acrescenta ainda que &#8220;Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, se devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente&#8221; (Ibid., pág. 37). O que ocorreu em Indiana foi um congresso, onde o louvor foi colaborado com o uso de tambores, ocorrendo algumas experiências de transe.</p>
<p>Quanto à função e ao uso difundido do tambor ou qualquer outro instrumento percussivo nas religiões primitivas ou pagãs, não parecem restar dúvidas. Sua função mística e a maneira como favorece a busca do transe ficam bastante claras mediante os textos citados. Possivelmente o que mais dificulta a compreensão do assunto por parte dos cristãos <strong>seja a menção do uso do tambor e de danças entre o povo de Israel.</strong></p>
<p><strong>O tambor na Bíblia</strong></p>
<p>Após a passagem pelo mar Vermelho, Miriam e as mulheres de Israel dançaram ao som de tamboris (Êxodo 15:20). Outras mulheres dançaram com tamboris após vitórias de Saul e Davi (1Samuel 18:6). O Salmo 149 (verso 3) incentiva a louvar ao Senhor com harpa e adufe.</p>
<p>A questão a ser respondida é: a menção de um costume mantido ou praticado pelos servos de Deus no passado é suficiente para autorizar o mesmo costume para todos os tempos e lugares? A resposta clara é &#8220;não&#8221;. Pois, os servos de Deus no passado, sob a influência da cultura prevalecente, usaram bebida forte, tiveram mais de uma mulher e mantiveram escravos, entre outras coisas. Da mesma forma que a revelação posterior, corroborada por estudo e reflexão, iluminou esses fatos que aos poucos foram sendo eliminados, a questão da música também deve ser objeto de estudo para compreensão e juízo acertados.</p>
<p>Tanto a presença do tambor (ou da percussão) quanto a sua ausência em circunstâncias bíblicas específicas ajudam a indicar possíveis caminhos para a compreensão do assunto.</p>
<p>Tambores e danças foram usados em ocasiões festivas, celebradas com danças e muita alegria, segundo o costume da época (ver os textos citados acima). Na condução da arca de Quiriate-Jearim até a casa de Obede-Edom, houve música com tamboris e Davi dançou e se alegrou, ao ritmo da banda (1Crônicas 13:8 e 2Samuel 6:5). Nessa viagem, tudo deu errado. Os bois tropeçaram, a arca quase caiu e Uzá morreu ferido pelo Senhor (1Crônicas 13:8 e 2Samuel 6:5). Davi ficou triste e se perguntou: &#8220;Como trarei a mim a arca do Senhor?&#8221; (1Crônicas 13:12). Três meses depois, Davi juntou o povo para buscar a arca da casa de Obede-Edom. Desta vez, ele orientou que ninguém conduziria a arca, senão os levitas (1Samuel 15:2). Houve alegria, mas ao contrário da primeira tentativa, desta vez a orquestra não teve tambor, mas harpas, alaúdes e címbalos (1Crônicas 15:16). O transporte deu certo.</p>
<p>Davi quis fazer uma casa para Deus, mas não foi permitido. O rei era músico e Deus deu orientações a ele para que tomasse todas as providências para o templo, que Salomão edificaria. Entre essas orientações, Deus determinou os instrumentos (címbalos, alaúdes e harpas) que deveriam fazer parte da música do templo (2Crônicas 7:6 e 29:25). Davi fez instrumentos para serem usados pelos levitas. É significativo o texto de 2Crônicas 7:6, que diz: &#8220;&#8230;os levitas com os instrumentos músicos do Senhor, que o rei Davi tinha feito, para louvarem ao Senhor&#8230;&#8221;. O artigo plural definido &#8220;os&#8221; indica um grupo específico de instrumentos, que ainda são qualificados como &#8220;do Senhor&#8221;. Estes são os que Davi fez por ordem de Deus: címbalos, alaúdes e harpas. A lista desses instrumentos aparece em diversas ocasiões, sempre sem inclusão do tambor ou adufe (ver 1Crônicas 25:1 e 6, 16:5, 2Crônicas 5:12 e 13). Os únicos instrumentos que aparecem nas listas dos usados no templo, além dos que foram confeccionados por Davi, são as trombetas (2Crônicas 5:12 e 13 e 29:27).</p>
<p>A música que se fez no transporte da arca até Jerusalém, sem uso de tambores, foi chamada de &#8220;música de Deus&#8221; (1Crônicas 16:41 e 42), enquanto que a banda que deu o ritmo da dança, quando Uzá morreu, não recebeu essa adjetivação (ver 1Crônicas 13:8). No livro de Isaías, há juízos pronunciados contra pessoas que celebravam festas com embriaguez e música com tambores (ver Isaías 5:12 e 24:8 e 9).</p>
<p><strong>Conclusões</strong></p>
<p>O uso do tambor tem um propósito claro nos rituais nativos no sentido de preparar o adorador e atrair os espíritos ou orixás. Historiadores e antropólogos afirmam a função mágica da música produzida por ele em função do preparo do transe místico. A única base para se afirmar que a relação entre tambor e transe é supersticiosa é o ceticismo científico, que, contudo, não ignora a virtude da percussão em provocar estados alterados de consciência.</p>
<p>O estudo dos textos bíblicos que citam os instrumentos musicais esclarece que o tambor não fazia parte da música do templo, por orientação do próprio Deus a Davi. Sugere também que Deus não proibiu as cerimônias ou celebrações em que as pessoas tocavam tambor e dançavam. Embora não tenha sido reprovada por Deus, os fatos relacionados com o santuário indicam que aquela não era a música ideal para a adoração.</p>
<p>A exclusão do tambor no templo pode indicar também que esse instrumento, por sua relação direta com o misticismo pagão e por sua influência no sentido de embotar a consciência e o juízo, deveria estar fora do culto que requer a lucidez da mente para o conhecimento de Deus e compreensão de Sua vontade revelada.</p>
<p>Os textos bíblicos não afirmam que o uso da bateria ou do tambor seja pecaminoso, mas os textos de Isaías 5:12 e 24:8 e 9 e os fatos relacionados com o transporte da arca e com a música do templo deixam esse instrumento sem recomendação. À luz de toda a Escritura, o texto de Salmo 149:3 deve ser entendido como uma ordem para adorar a Deus, não como uma ordem para adorar com o adufe, já que muitos outros instrumentos são mencionados.</p>
<p>Uma vez que o templo de Israel era uma representação do santuário celestial e do trono de Deus, a música na igreja hoje deve ter sua referência maior na música usada nesse templo. Não só a música do templo, mas tudo a que se fazia ali reproduzia a ordem, a beleza e a perfeição do templo de Deus no Céu. O santuário terrestre representava o templo celestial feito pelo próprio Deus. Portanto, a música a ser executada ali perante o Senhor deveria ser diferente daquela usada nas festas comuns.</p>
<p>E na igreja hoje? Ellen White nos lembra que a assembléia dos filhos de Deus aqui na Terra (na igreja) tem o propósito de prepará-los para aquela assembléia mais solene ainda (no santuário celestial). Diz ela: &#8220;Para a alma crente e humilde, a casa de Deus na Terra é como que a porta do Céu. Os cânticos de louvor, a oração, a palavra ministrada pelos embaixadores do Senhor, são os meios que Deus proveu para preparar um povo para a assembléia lá do alto, para aquela reunião sublime à qual coisa nenhuma que contamine poderá ser admitida. Da santidade atribuída ao santuário terrestre, os cristãos devem aprender como considerar o lugar onde o Senhor Se propõe encontrar-Se com Seu povo&#8221; (Testemunhos Seletos, vol. II [Casa Publicadora Brasileira], pág. 193).</p>
<address>Notas:<br />
[1] Conforme o dicionário Aurélio, bateria é a designação genérica do conjunto dos instrumentos de percussão de uma orquestra ou banda.<br />
[2] O tamboril é um instrumento de percussão, uma espécie de cítara com seis cordas percutíveis com uma baqueta, e que serve para acompanhar as danças regionais das Vascongadas (Espanha) e do Béarn (França). O executante percute as cordas com a baqueta na mão direita, e com a esquerda toca o galubé. Também pode indicar a própria dança provençal ritmada pelo tamboril.<br />
[3] O adufe é uma espécie de pandeiro (percussivo) quadrado sem soalhas, feito de madeira leve, e com pele retesada dos dois lados. Ou um antigo pandeiro quadrado, de madeira, com dois tampos de pergaminho, que encerram fieiras de soalhas.<br />
[4] O alaúde é um antigo instrumento de cordas dedilháveis, de origem oriental, com a caixa de ressonância sensivelmente abaulada, sem costilhas e em forma de meia pêra, e com a pá do cravelhame inclinada, formando ângulo quase reto com o braço longo.<br />
[5] Címbalo é a designação de um antigo instrumento de cordas ou um instrumento constituído por dois meios globos de metal que se percutiam um contra o outro; como pratos.</address>
<p>Vanderlei Dorneles<br />
da Casa Publicadora Brasileira</p>
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