Ao verem os homens que não podem sustentar sua atitude pelas Escrituras,
decidir-se-ão muitos a mantê-la a todo transe, e, com espírito malévolo,
atacam o caráter e intuitos dos
que permanecem na defesa da verdade impopular. É o mesmo expediente que tem
sido adotado em todos os tempos. Elias foi acusado de ser o perturbador de
Israel, Jeremias de traidor, S. Paulo de profanador do templo. Desde aquele
tempo até hoje, os que desejam ser fiéis á verdade têm sido denunciados como
sediciosos, hereges ou facciosos. Multidões que são demasiado incrédulas para
aceitar a segura palavra de Profecia, receberão com ilimitada credulidade a
acusação contra os que ousam reprovar os
pecados em voga. Este espírito aumentará mais e mais. E a Bíblia claramente
ensina que se aproxima um tempo em que as leis do Estado se encontrarão em tal
conflito com a lei de Deus, que, quem desejar obedecer a todos os preceitos
divinos, deverá afrontar o opróbrio e
o castigo, com malfeitor.
Em vista disto, qual é o dever do mensageiro da verdade? Concluirá ele
que a verdade não deve ser apresentada, visto que muitas vezes
seu único efeito é levar os homens a se evadirem de seus
requisitos ou a eles resistir?
Não; ele não tem mais motivos para reter o testemunho
da Palavra de Deus, porque este levanta oposição, do que tiveram
os primitivos reformadores. A confissão de fé, feita pelos santos e mártires,
foi registrada para o benefício das gerações
que se seguiram. Aqueles vivos exemplos de santidade e firme integridade
vieram até nós para infundir coragem nos que hoje são chamados a estar em pé
como testemunhas de Deus. Receberam graça e verdade, não para si apenas, mas para que, por seu intermédio, o
conhecimento de Deus pudesse iluminar a Terra.. Tem Deus
proporcionado luz a Seus servos nesta geração? Então devem eles deixá-la
brilhar neste mundo.
Ellen G. White