O âmago da fé cristã é expresso nas palavras de Apoc.
1:18: "[Eu sou]...Aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo
pelos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno". Porque
Jesus vive e tem as chaves da morte e do inferno, você e eu poderemos
enfrentar o passado sem remorso e o futuro sem receio, colocando-nos sob o Seu
cuidado.
A morte de Cristo possibilita que encaremos o futuro com confiança.
{Apoc 1:9}João sofreu por sua fé. Na última década
do primeiro século A.D., João, o discípulo amado, pastoreou
as igrejas da Ásia Menor, e sua sede ficava em Éfeso. Posteriormente,
ele foi preso, levado a Roma, julgado pelo Imperador Domiciano e lançado
num caldeirão de azeite fervente. Foi tirado de lá e exilado para
ilha de Patmos.
{Apoc 1:10}É comum ouvir cristãos chamarem o Domingo de Dia do
Senhor e verificar que eles interpretam a declaração de João
com isso. Nas escrituras não há, porém, nenhuma referência
ao Domingo como o Dia do Senhor.
{Apoc. 1:11}Sabemos que as sete igrejas eram congregações literais
na província romana da Ásia: A ordem em que as igrejas são
mencionadas aqui, bem como nos capítulos 2 e 3, representa a seqüência
geográfica em que o mensageiro que levasse uma carta de Patmos chegaria
a essas sete cidades da província da Ásia.
A profecia das sete igrejas pode ser aplicada de três maneiras:
1) A aplicação local considera as mensagens como sendo dirigidas
às igrejas literais na Ásia menor.
2) A aplicação histórica encara as mensagens como especialmente
aplicadas a sete períodos da história da igreja como iremos ver
mais adiante.
3) A aplicação espiritual considera as mensagens como conselhos
espirituais para a Igreja em qualquer tempo.
{Apoc. 1:12-16}Os sete suportes verticais de ouro, para lâmpadas, são
rememorativos do candelabro com as sete ramificações no lugar
santo do santuário terrestre. Os candelabros representam o povo de Deus,
o azeite(a espada em Apoc. 1:16) representa o Espírito Santo, que flui
do coração de Cristo para os corações de Seu povo(Ver
Zac. 4:6; Efés. 6:17). A luz de Seu amor e verdade brilha para o mundo
por meio de Seu povo.(Ver S.João 8:12; S.Mateus 5:14).
O manto. A expressão "vestes talares" constitui a tradução
de uma palavra grega que designa o longo manto usado pelo sumo sacerdote israelita
em seu ministério diário no Lugar Santo.
O cinto de ouro. O peito do sumo sacerdote israelita era coberto pela estola
sacerdotal, pelo cinto de ouro dessa estola e pelo peitoral. Cada um destes
artigos do vestuário estava entretecido de fios de ouro.(Ver Exôdo.
28:6-8 e 15.)
Utilizando expressões figuradas do Antigo Testamento, João retrata
a natureza sumo-sacerdotal da obra de Cristo no santuário celestial.
Como Sumo Sacerdote Celestial, Ele tem autoridade para perdoar-lhe os pecados(I
S.João 2:1). Purifica-o de todo pecado(Heb. 9:11-14) e aplica-lhe os
méritos de Seu sacrifício(Heb. 8:1-3). Intercede constantemente
por nós(Heb 7:25).