Cristo Tem as Chaves(Apoc. 1:9-20)


O âmago da fé cristã é expresso nas palavras de Apoc. 1:18: "[Eu sou]...Aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno". Porque Jesus vive e tem as chaves da morte e do inferno, você e eu poderemos enfrentar o passado sem remorso e o futuro sem receio, colocando-nos sob o Seu cuidado.
A morte de Cristo possibilita que encaremos o futuro com confiança.
{Apoc 1:9}João sofreu por sua fé. Na última década do primeiro século A.D., João, o discípulo amado, pastoreou as igrejas da Ásia Menor, e sua sede ficava em Éfeso. Posteriormente, ele foi preso, levado a Roma, julgado pelo Imperador Domiciano e lançado num caldeirão de azeite fervente. Foi tirado de lá e exilado para ilha de Patmos.
{Apoc 1:10}É comum ouvir cristãos chamarem o Domingo de Dia do Senhor e verificar que eles interpretam a declaração de João com isso. Nas escrituras não há, porém, nenhuma referência ao Domingo como o Dia do Senhor.
{Apoc. 1:11}Sabemos que as sete igrejas eram congregações literais na província romana da Ásia: A ordem em que as igrejas são mencionadas aqui, bem como nos capítulos 2 e 3, representa a seqüência geográfica em que o mensageiro que levasse uma carta de Patmos chegaria a essas sete cidades da província da Ásia.
A profecia das sete igrejas pode ser aplicada de três maneiras:
1) A aplicação local considera as mensagens como sendo dirigidas às igrejas literais na Ásia menor.
2) A aplicação histórica encara as mensagens como especialmente aplicadas a sete períodos da história da igreja como iremos ver mais adiante.
3) A aplicação espiritual considera as mensagens como conselhos espirituais para a Igreja em qualquer tempo.
{Apoc. 1:12-16}Os sete suportes verticais de ouro, para lâmpadas, são rememorativos do candelabro com as sete ramificações no lugar santo do santuário terrestre. Os candelabros representam o povo de Deus, o azeite(a espada em Apoc. 1:16) representa o Espírito Santo, que flui do coração de Cristo para os corações de Seu povo(Ver Zac. 4:6; Efés. 6:17). A luz de Seu amor e verdade brilha para o mundo por meio de Seu povo.(Ver S.João 8:12; S.Mateus 5:14).
O manto. A expressão "vestes talares" constitui a tradução de uma palavra grega que designa o longo manto usado pelo sumo sacerdote israelita em seu ministério diário no Lugar Santo.
O cinto de ouro. O peito do sumo sacerdote israelita era coberto pela estola sacerdotal, pelo cinto de ouro dessa estola e pelo peitoral. Cada um destes artigos do vestuário estava entretecido de fios de ouro.(Ver Exôdo. 28:6-8 e 15.)
Utilizando expressões figuradas do Antigo Testamento, João retrata a natureza sumo-sacerdotal da obra de Cristo no santuário celestial.
Como Sumo Sacerdote Celestial, Ele tem autoridade para perdoar-lhe os pecados(I S.João 2:1). Purifica-o de todo pecado(Heb. 9:11-14) e aplica-lhe os méritos de Seu sacrifício(Heb. 8:1-3). Intercede constantemente por nós(Heb 7:25).

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