A Natureza de Cristo |
Poderiam ser escritos imensos livros sobre este assunto. Mas este capítulo
vai ser breve, pois as maiores características da natureza humana de
Cristo são apresentadas com tanta precisão na Inspiração,
que não será preciso desenvolver a verdade desnecessariamente.
Todos concordam que, na terra, Cristo possuía uma natureza dual - a humana
e a divina. É relativamente à Sua natureza humana que existem
dissensões(1). Muitos, seguindo parte das falsidades
agostinianas, ensinam que a natureza humana de Cristo não tinha pecado
e, deste modo, não compreendem a verdadeira natureza humana do nosso
Salvador. Contudo, a posição de Agostinho foi estabelecida sobre
a falsa premissa(2) do pecado original do homem que, naturalmente,
o levou a, erradamente, declarar que Cristo não poderia ter herdado a
natureza caída do homem. Muitas vezes, como vimos relativamente a outras
áreas, tem sido utilizadas declarações inconclusivas para
se negarem declarações conclusivas da Inspiração
que estabelecem claramente a natureza de Cristo. Não existirão
dúvidas de que este assunto tem sido grandemente enfraquecido por sérios
erros de julgamento em algumas das publicações.
Parece que o primeiro grupo, na Igreja Adventista do 7° Dia, a adotar o
ponto de vista agostiniano de que Cristo esteve na terra sem uma natureza humana
caída foi o povo do Corpo Santo, de Indiana, por volta do virar do século.
O Pastor Haskell inteirou-se sobre esta heresia e parece que, mesmo então,
o ataque a verdade bíblica estava associado a acusações
semelhantes que ainda hoje ouvimos.
Quando afirmamos acreditar que Cristo
nasceu com uma natureza caída, eles [o povo do Corpo Santo] representam-nos
como que acreditando que Cristo pecou, não impugnando(3)
o fato de afirmarmos tão claramente a nossa posição de
modo a que ninguém nos interprete mal. A sua teologia, neste ponto em
particular, parece ser: acreditam que Cristo tomou para si a natureza que Adão
teria antes de pecar
(S N Haskell, carta dirigida a Ellen White, 25 Setembro de 1900).
Estabeleçamos primeiro que a verdadeira posição
adventista não poderá aceitar o ponto de vista onde afirma que
Cristo desenvolveu uma mente carnal, pois Ele nunca cedeu à tentação.
Frequentemente, quando a Inspiração diz que nós podemos
obedecer tal como Cristo obedeceu, acrescenta palavras como: "Quando cheios
pelo Espírito Santo". Nunca declara que um homem não regenerado
possa obedecer ao menor dos mandamentos de Cristo. Assim, todo o conteúdo
da Inspiração assenta no fato de somente o cristão regenerado
poder obedecer. É correto declarar que Cristo nasceu com uma natureza
caída, mas, por causa da Sua vida sem pecado, Ele nunca precisou do passar
pela experiência do novo nascimento*. Cristo
não tinha qualquer propensão para o pecado porque ele nasceu da
mesma forma que nós renascemos - completamente capacitado pelo Espírito
de Deus.
* Cristo sempre reivindicou
o poder completo para obedecer e era-lhe grato fazer a vontade de Deus.
Jesus Cristo é o nosso exemplo em todas as coisas. Ele iniciou a Sua vida, passou por tudo o que ela oferece e terminou o seu registro com uma vontade humana santificada. Ele foi tentado nos mesmo pontos que nós e, contudo, porque rendeu a Sua vontade a Deus e a manteve santificada, Ele nunca se inclinou perante o mal, nem manifestou qualquer rebelião contra Deus. Sinais dos Tempos, 29 Outubro de 1894
Nós nascemos com a mesma natureza caída, mas
com a propensão para o mal e, assim, desenvolvemos uma mente carnal.
Quando somos transformados pelo novo nascimento, a nossa mente carnal é
substituída pela mente divina. Sim. Cristo foi perseguido pela fraqueza
da Sua natureza caída. Foi mais difícil a Ele obedecer, do que
o foi para os nossos primeiros pais no Jardim do Éden - mas pelo poder
do Espírito Santo, Ele conseguiu.
Quando estes fatos são bem compreendidos, muitas das declarações
do Espírito de Profecia usadas para "provar" que Cristo possuía
uma vantagem sobre nós perdem totalmente a sua força ao apoiarem
tal argumento.
Porque é a natureza de Cristo tão importante para a nossa compreensão
do Evangelho? É vital porque aquilo em que acreditamos dará cor
a nossa compreensão da verdade. A fim de apoiar o ponto de vista onde
diz que o homem não pode obedecer completamente, o novo adventismo
acha necessário postular(4) que
Cristo - onde, todos concordam, obedeceu 'perfeitamente - possuía uma
natureza que nós não poderemos alcançar. Se, pois, Cristo
obedeceu por causa de uma natureza que nunca poderá ser a nossa, não
existe qualquer perdão para o pecado. É, claro, um dos concertos
do novo adventismo é que nós continuaremos a pecar até
a segunda vinda de Cristo.
Deixemos a Bíblia falar inequivocamente sobre a natureza de Jesus.
Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo; e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos a escravidão. Pois, na verdade, não presta auxílio aos anjos, mas sim a descendência de Abraão. Pelo que convinha que em tudo fosse feito semelhante a seus irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas concernentes a Deus, a fim de fazer propiciação(5) pelos pecados do povo. Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados. Hebreus. 2:14-18
E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós. João 1:14
Ver-se-á que é especificamente declarado que Cristo pertencia a semente de Abraão. Na sua Epístola aos Romanos, Paulo passa por alto algumas gerações e informa-nos que,
Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência
de Davi segundo a carne.
Romanos 1:3
No século passado, algumas pessoas, tal como alguns cristãos agora, acharam difícil acreditar que Cristo possuísse uma natureza humana caída. A resposta inequívoca da irmã White foi,
Tenho recebido cartas, afirmando que Cristo não podia ter tido a mesma natureza que o homem, pois nesse caso, teria caído sob tentações semelhantes. Se não possuísse natureza humana, não poderia ter sido nosso exemplo. Se não fosse participante da nossa natureza, não poderia ter sido tentado como o homem tem sido. Mensagens Escolhidas Vol. 1, 408
Para que não haja qualquer dúvida, a irmã White declara que não poderemos ter qualquer tipo de dúvida quanto ao fato de que,
... a grande obra da redenção só poderia ser levada a cabo pelo Redentor, tomando o lugar do Adão caído. No deserto da Tentação, 21
Naturalmente que a irmã White nunca se desviou da verdade que declara que a natureza de Cristo era a mesma da dos Seus antepassados.
Apesar dos pecados de um mundo culpado serem postos sobre Cristo, apesar da humilhação de tomar sobre Si a nossa natureza caída, a voz declarou ser Ele o Filho Eterno. O Desejado de Todas as Nações, 112
Falando com os anjos antes da Sua encarnação, Jesus disse-lhes que,
...Ele iria tomar sobre si a natureza caída. No deserto da Tentação, 22
Era da vontade de Deus que Cristo tomasse sobre si a forma e a natureza do homem caído. Spiritual Gifts Vol. 4, 115
Para, além disso, a irmã White, em palavras claras que todos poderão compreender, nega totalmente que Cristo possuísse a natureza não caída que Adão possuía antes do pecado.
Mas quando este [Adão] fora vencido
pelo tentador não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava-se
na pujança(6) da perfeita varonilidade,
possuindo o vigor máximo da mente e do corpo. Achava-se circundado pelas
glórias do Éden e em comunicação diária com
seres celestiais. Já não se passa o mesmo quanto a Jesus, quando
foi para o deserto para lutar contra Satanás. Durante quatro mil anos
a raça estivera a diminuir em robustez física, vigor mental e
valor moral; e Cristo tomou sobre Si as fraquezas da humanidade degenerada.
O Desejado de Todas as Nações, 118
Eis uma afirmação decisiva sobre este assunto.
Não é uma citação que permita duas interpretações.
Mil declarações inconclusivas não negam uma afirmação
que é inequívoca e conclusiva.
Infelizmente, muitos aceitam, hoje em dia, declarações inconclusivas
relativas a natureza de Cristo e tiram as suas próprias conclusões,
as quais se opõem diretamente as afirmações das Escrituras
e do Espírito de Profecia e que estipulam a especificidade necessária
a qualquer tipo de prova doutrinal. Vejamos ainda outra declaração
incontroversa sobre este assunto.
Teria sido uma quase infinita humilhação para o Filho de Deus, revestir-Se da natureza humana mesmo quando Adão permanecia no seu estado de inocência, no Éden. Mas Jesus aceitou a humanidade quando a raça tinha sido enfraquecida por quatro mil anos de pecado. Como qualquer filho de Adão, aceitou os resultados da operação da grande lei da hereditariedade. Os resultados dessa atitude manifestaram-se na história dos Seus antepassados terrestres. Veio com essa hereditariedade para partilhar das nossas dores e tentações e para dár-nos o exemplo de uma vida impecável. O Desejado de Todas as Nações, 47
Mais uma vez Deus nos concedeu um claro "Assim diz o Senhor!"
Para, além disso, são-nos fornecidas razões para o fato
de Cristo ter aceitado a nossa natureza. Na primeira citação é-nos
dito que Cristo não nos poderia ter salvado das profundezas da degradação,
se não tivesse aceitado a nossa natureza. Na segunda declaração
e-nos dito que Ele desejava dár-nos o exemplo de uma vida sem pecado.
E esta é a dificuldade de toda a controvérsia que presentemente
circula na nossa igreja. Quando o novo
adventismo declara que "a santidade
nesta vida é, na realidade, uma quimera" (Dr. D. Ford, Sinais dos
Tempos, Edição Australiástica, Fev. 1978), procura destruir
a verdade sobre a natureza de Cristo, uma vez que, ao tomar a nossa natureza
caída, Cristo demonstrou, para além de qualquer argumentação,
que a santidade nesta vida não é nenhuma quimera, quando o homem
se encontra sob o poder do Espírito habitando nele. Quando percebermos
o tema da natureza de Cristo, a falácia(7) da reivindicação
que afirma que não e possível obedecermos nesta vida será
para sempre revelada.
Devemos compreender que nada serve melhor os planos do arquiinimigo do que a
proclamação deste tema central ao ômega da apostasia, pois
Satanás sabe perfeitamente que,
E, tendo sido aperfeiçoado, veio a ser autor [Cristo] de eterna salvação para todos os que Lhe obedecem. Hebreus 5:9
Por isso, afirmar que é impossível obedecer completamente
é negar a obra de restauração de Cristo, que será
a característica dos selados no fim das provações humanas.
Vale a pena prestarmos atenção a uma outra declaração
inspirada. Num comentário muito poderoso tanto sobre Cristo como nosso
exemplo, como sobre a mentira sempre dominante de Satanás, a serva de
Deus declara que,
O único Filho de Deus veio ao
mundo como homem para revelar que qualquer homem poderia cumprir a lei de Deus.
Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem poderia cumprir
a lei de Deus após a desobediência de Adão.
Mensagens Escolhidas Vol. 3, 136
Propomos duas questões baseadas nesta declaração:
1 - Se Cristo tivesse uma natureza diferente da nossa, poderia Ele ter provado realmente que nós podemos cumprir a lei de Deus?
2 - Satanás declarara que a obediência era impossível após a queda de Adão. Poderia Cristo ter refutado a miserável falsidade de Satanás se tivesse tornado a natureza de Adão antes da sua queda?
Estas questões respondem-se a si próprias. Dois
terços dos anjos e um exército de seres criados nos outros mundos
demonstram amplamente que seres com uma natureza não caída podem
obedecer. Mas Satanás apontou o dedo a uma outra classe de seres que
nunca tinham existido antes - pessoas com uma natureza caída. Ele declarou,
tal como continua a declarar, que tais pessoas não poderão nunca
obedecer, fazendo crer que a injustiça de Deus se manifestou no fato
de Ele exigir obediência a tais indivíduos. Pelo testemunho de
Satanás, Deus requeria o impossível. Os que apóiam tão
vil declaração, por mais bonitas que sejam as palavras utilizadas,
estão a difamar a integridade de Jeová. Jesus veio a esta terra
e demonstrou ao viver uma vida perfeita na nossa natureza, que Satanás
não tinha qualquer base para fazer tal afirmação falsa.
A gloriosa verdade é que a vida de Cristo é uma ilustração
do que Deus nos pode oferecer, se nós somente pusermos de lado o eu e
permitirmos que o Espírito Santo tenha acesso pleno aos nossos corações.
A fim de confundirem a questão, são muitas vezes utilizadas afirmações
inconclusivas do Espírito de Profecia num esforço de "explicar"
o impacto de declarações irrefutáveis. Talvez nenhuma tenha
sido mais utilizada e mais erradamente aplicada do que a afirmação
que se segue:
Não O apresenteis [a Cristo] perante as pessoas como um homem com propensão para o pecado. Comentário Bíblico Vol. 5, 1128 (EGW)
Notarão que esta declaração nada diz sobre
a natureza de Cristo. Ao contrário de citações anteriores,
tiradas do livro Desejado de Todas as Nações, esta não
se refere exatamente ao fato de se saber se Cristo aceitou a nossa natureza
ou a natureza que Adão possuía antes do pecado. Ignorando este
fato, que limita grandemente a sua utilização como prova relativamente
a natureza de Cristo, muitos milhares de adventistas do 7º dia aceitaram-na
como prova positiva de que Cristo tinha uma natureza diferente da nossa. Afinal
de contas, argumenta-se que nos temos propensão para o pecado e, por
isso, Cristo deve ter possuído uma natureza diferente.
Só podemos deduzir uma coisa desta declaração - Cristo
não possuía qualquer propensão para o pecado. Esta afirmação
não responde a questão que procura saber se tal condição
é consistente com a posse de uma natureza caída. Como veremos,
é isso mesmo que acontece e, assim, toda a força desta passagem,
como defesa do fato de que Cristo possuía uma natureza não caída,
se perde totalmente. Falando dos seres humanos, a irmã White faz a seguinte
declaração espantosa:
Não necessitamos de reter em
nós a propensão que temos para o pecado.
Maravilhosa Graça – Meditação Matinal 1974, 233 / Fé
pela Qual Eu Vivo - MM 1959, 23
Quão diferente deverá agora parecer à
declaração relativa à Cristo para aqueles que não
estão familiarizados com esta passagem. Eis a prova especifica, tirada
da Inspiração, de que a humanidade, com a sua natureza caída,
não necessita ter em si mesma propensões para o pecado. Isto não
implica ser-se santo, pois se voltássemos as costas ao poder divino,
mergulharíamos novamente nas nossas práticas pecaminosas.
A irmã White cita, depois, uma passagem da Escritura que estabelece a
verdadeira mudança que ocorre quando da vivificação do
novo nascimento:
Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades(8) do ar, do Espírito que agora opera nos filhos da desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus. Efésios 2:1-6
A irmã White continua a comentar:
À medida que partilhamos da natureza
divina, as tendências cultivadas e hereditárias para o mal desaparecem
do nosso caráter e nos tornamos num poder vivo para o bem. Aprendendo
sempre com o divino professor, participando diariamente da Sua natureza, cooperamos
com Deus ao resistirmos às tentações de Satanás...
Então, sentar-nos-emos com Cristo nos lugares celestiais.
O Cuidado de Deus – MM 1995, 336
É obrigatório que apreciemos totalmente o poder e o significado do novo nascimento, se queremos compreender corretamente a gloriosa verdade que declara que nos libertaremos da nossa propensão para o pecado, tal como Cristo não a possuía em Si. A irmã White expressa este pensamento de uma outra maneira,
Sem o processo transformador que só pode advir através do divino poder, as propensões originais para o pecado permanecem no coração com toda a sua força, forjar novas cadeias, para impor uma escravidão que nunca pode ser desfeita pela capacidade humana. Evangelismo 192
Quando reconhecermos que Cristo, ao possuir a nossa natureza, fez a vontade de Deus com alegria, poderemos compreender melhor o seguinte:
E se consentirmos, Ele de tal forma Se identificará com os nossos pensamentos e intenções, fundirá o nosso coração e Espírito em tanta conformidade com o Seu querer, que, obedecendo-Lhe, não estaremos senão a seguir os nossos próprios impulsos. À vontade, refinada e santificada, encontrará o seu mais elevado deleite em fazer o Seu serviço. Quando conhecermos a Deus como nos é dado o privilégio de conhecê-Lo, a nossa vida será de continua obediência. Mediante o apreço pelo caráter de Cristo, por meio da comunhão com Deus, o pecado tornar-se-nos-á aborrecível. O Desejado de Todas as Nações, 726
Se somente os adventistas do 7° dia pudessem recapitular
as promessas gloriosas do Senhor e pudessem libertar-se dos erros dos teólogos
“reformistas", Cristo poderia terminar rapidamente a Sua obra nas suas
vidas e no mundo através deles.
Claro que quando paramos para verificar o que a irmã White quis realmente
dizer com o termo propensão, torna-se óbvio que nem Cristo, nem
os cristãos regenerados poderiam alguma vez possuir uma propensão
para o pecado.
Devemos renunciar a condescendência própria, a complacência(9) própria, ao orgulho e a extravagância. Não poderemos ser cristãos e, ao mesmo tempo, satisfazer estas propensões. Review and Herald, 16 Maio 1893
Assim, pode ser amplamente demonstrado que o uso de afirmações
referentes a falta de propensão de Cristo para o pecado, a fim de se
apoiar o fato de que Ele não tomou a natureza humana caída, é
totalmente injustificado.
Um segundo tipo de afirmações tem também sido utilizado
com este fim. Perante tal fato, poderá parecer que apoiamos genuinamente
o ponto de vista que declara que Cristo possuía uma natureza não
caída.
Ele [Cristo] venceu Satanás com a mesma natureza com que, no Éden, Satanás obteve a vitória. Youth’s Instructor, 25 Abril 1901
Poderá esta afirmação prover qualquer tipo de prova para aqueles que dizem que a irmã White pode ser citada em relação a ambas as situações? Um exame do ponto que a irmã White pretende apresentar afasta qualquer dúvida sobre este assunto, pois ela afirma a seguir:
O inimigo foi vencido por Cristo, quando possuía uma natureza humana. O poder celestial do Salvador estava escondido. Ele venceu com a Sua natureza humana, confiando que Deus lhe daria poder. Idem
O assunto de que a irmã White esta aqui a falar não
é o tipo de natureza humana - caída ou não - que Cristo
tomou, mas se Ele usou a natureza humana ou a Sua própria natureza divina
na Sua luta contra a tentação. Ela afirma, tal como a Bíblia,
que Ele usou somente a sua natureza humana. Consequentemente, esta afirmação
não poderá ser citada como sendo algo que prova conclusivamente
uma ou outra posição concernente a natureza de Cristo.
Quer estudemos as Escrituras, quer estudemos o Espírito de Profecia,
todas as provas incontroversas declaram que a natureza de Cristo não
diferia da nossa natureza regenerada. Ao viver uma vida sem pecado, Jesus provou
que nós poderemos obter uma vitória completa sobre o pecado, se
dermos as nossas vidas incondicionalmente a Cristo para que sejam cheias pelo
Espírito Santo.
CRISTO TINHA A NATUREZA INERENTE AO HOMEM CAÍDO
MAS POSSUIA O CARÁTER DO HOMEM NÃO CAIDO
NATUREZA:
SEVERAMENTE DANIFICADA PELO PECADO
FRAQUEZAS E LIMITAÇÕES FÍSICAS
CAPACIDADE INTELECTUAL DA HUMANIDADE CAÍDA
NENHUM PODER EM ESPECIAL NO QUE SE REFERE À DECISÕES MORAIS NÃO
DISPONÍVEIS AO HOMEM CAÍDO
CARÁTER:
UM ÚNICO COM O SEU PAI
VIVEU CONSTANTEMENTE UMA VIDA SANTIFICADA
NEM UMA SÓ MANCHA DE PECADO NO SEU CARÁTER
PRESENÇA CONSTANTE DO ESPÍRITO SANTO NA SUA VIDA
SEM PROPENSÃO PARA O PECADO
A NATUREZA DE CRISTO
Corpo Santo |
Adventismo Evangélico |
Adventismo Histórico |
| 1. O Cristo encarnado viveu num corpo sem pecado. | 1. O Cristo encarnado viveu num corpo sem pecado. | 1. O Cristo encarnado viveu num corpo sem pecado. |
| 2. A humanidade nasce com um corpo pecaminoso. | 2. A humanidade nasce com um corpo pecaminoso. | 2. A humanidade nasce com um corpo pecaminoso. |
| 3. A humanidade não pode viver uma vida vitoriosa num corpo danificado pelo pecado. | 3. A humanidade não pode viver uma vida vitoriosa num corpo danificado pelo pecado. | 3. A humanidade pode viver uma vida vitoriosa num corpo danificado pelo pecado. |
| 4. Os santos serão um povo vitorioso. | 4. Os santos recebem a vida vitoriosa de Cristo. | 4. Os santos serão um povo vitorioso. |
| 5. Os santos podem viver agora uma vida vitoriosa. | 5. Os Santos continuam a pecar até à glorificação. | 5. Os santos podem viver agora uma vida vitoriosa. |
| 6. Através de um ato divino, os santos recebem um corpo sem pecado e, deste modo, não pecam. | 6. Através de um ato divino, os santos recebem um corpo sem pecado e um caráter na glorificação. | 6. No selamento, Deus garante um caráter perfeito aos santos. Na glorificação, eles recebem um corpo sem pecado. |
A NATUREZA HUMANA
| NATUREZA | Homem Edênico |
Homem Caído |
Cristo Encarnado |
Homem Convertido |
Homem Redimido |
| CARÁTER | Corpo sem pecado | Corpo pecaminoso | Corpo pecaminoso | Corpo pecaminoso | Corpo sem pecado |
| PROPENSÕES | Mente espiritual sem propensão para o pecado | Mente carnal com propensão para o pecado | Mente espiritual sem propensão para o pecado | Mente espiritual sem propensão para o pecado | Mente espiritual sem propensão para o pecado |
| Gênesis 1:26,31 Ed. 15; 20 PP 45; 48-50 |
Gênesis 3:19 Salmos 51:5 Efésios 2:2, 3 Romanos 8:5-7 Efésios 2:1-3 Tito 1:15 Ed. 15; 25 GC, 509 PP 55,56 |
João 1:14 Romanos 1:3 Romanos 8:3 Hebreus 2:16 Gálatas 4:4, 5 Hebreus 4:15 João 5:30 Lucas 22:42; 1:35 RH 28/07/74 DTN 117-118 Salmos 181 DTN 22; 47 RH 15/12/96 RH 24/2/74 5BC 1128, 9 5BC 929, 930 |
Jeremias 31:31-33 João 3:6, 7 Romanos 8:9; 12:2 Gálatas 5:16 Efésios 5:27; 2:4-6 Hebreus 8:10 Efésios 4:23, 24 1 João 3:9 1 Pedro 4:1 João 1:12, 13 Judas 24 7BC 94:3 MJ 165 MS 94, 1893 ST 17, 1897 MS1, 1892 MH 180 DTN 330 7BC 929 |
1 Cor. 15:51-53 Isaias 60:21 Ed. 306; 309 GC 683, 684 |
BC – Comentário Bíblico
DTN – O Desejado de Todas as nações
Ed. – Educação
GC – Grande Conflito
MH – The Ministry of Realing
MJ – Mensagens aos Jovens
MS – E. W. Manuscript
RH – Review and Herald
PP – Patriarcas e Profetas
ST – Sinais dos Tempos
1. Falta de concordância a respeito de (algo); divergência.
2. Ponto ou idéia de que se parte para armar um raciocínio.
3. Contestar a validade de, refutar.
4. Admitir, a título de hipótese; supor, pressupor.
5. Ação ou ritual com que se procura agradar uma divindade,...
para conseguir seu perdão, seu favor ou sua boa vontade.
6. Grande força; vigor, robustez.
7. qualquer enunciado ou raciocínio falso que entretanto simula a veracidade;
sofisma;falsidade.
8. Impõe sua vontade; poder, potência, força; ser supremo.
9. Disposição habitual ou tendência de corresponder aos
desejos, gostos, com a intenção de ser-lhe agradável.
Fonte: Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.