JUSTIFICA DEUS OS INJUSTOS? |
Alguns dos que reconheceram parcialmente o erro do novo
adventismo, aplaudiram, no entanto, a ênfase dada por esta corrente
de pensamento a verdade da justificação. Não existe dúvida
de que a justificação é de vital importância e não
poderemos deixar de enfatizar o seu significado. Nenhum verdadeiro adventista
do 7° dia pode aceitar a posição onde afirma que a justificação
é menos importante do que a santificação. Ambas são
essenciais para a salvarão e será uma frivolidade(1)
discutir-se a importância relativa de cada uma delas.
O grave problema das teorias do novo adventismo é que
esta corrente projeta uma "justificação" de imitação.
O seu tema central é que Deus justifica os injustos. Isto contradiz diretamente
as Escrituras, quando Deus declara exatamente que;
... porque não justificarei o ímpio. Êxodo 23:7
Contudo, esta afirmação é ignorada, preservando,
assim, a falsa teologia onde diz que o homem é salvo nos seus pecados,
em vez de ser salvo deles. Muitos confundem o fato de nós irmos a Cristo
tal como somos - ímpios e mortos nos nossos pecados - com o fato de Ele
não nos justificar nestas condições.
Muitas vezes enviamos missionários para terras distantes a fim de converterem
os pagãos. Contudo, quando expressamos este empenho missionário
nestes termos, não sugerimos que estes povos estarão convertidos
enquanto continuarem com as suas praticas selvagens. Sabemos que estas práticas
pagãs terminam com a conversão. No entanto, a fim de manterem
as falsas teorias, alguns dos que seguem o novo adventismo pegam
em frases tais como Deus,
... justifica o ímpio. Romanos 4:5
para indicarem que o homem pode permanecer inocente perante Deus e mesmo assim continuar a pecar, quando Paulo está apenas a ecoar, sem dúvida, o pensamento de Cristo, quando Este declarou;
Porque eu não vim chamar justos, mas pecadores. Mateus 9:13
Paulo, um pouco antes na sua carta aos crentes romanos, clarificou este assunto quando mencionou que;
... mas serão justificados os que praticam a lei. Romanos 2:13
Deus declarara séculos antes.
O que justifica o ímpio, e o que condena o justo, são abomináveis ao, Senhor, tanto um como o outro. Provérbios 17:15
Que ninguém duvide que a obediência acompanha a justificação. Deus informou-nos especificamente sobre este assunto.
Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos; volte-se ao Senhor, que se compadecerá dele; e para o nosso Deus, porque é generoso em perdoar. Isaias 55:7
Perdão e justificação são sinônimos. O Senhor diz-nos que é preciso haver um afastamento do pecado para que haja justificação. A irmã White menciona sucintamente(2) que nenhuma pessoa desobediente será justificada, destruindo, assim, a reivindicação pouco bíblica do novo adventismo que diz que Deus nos justifica, sendo nós injustos.
Ninguém que ame e tema verdadeiramente
a Deus continuará a transgredir a lei em qualquer ponto em particular.
Quando o homem transgride, fica sob(3)
a condenação da lei, e isso torna-se para ele num jugo(4).
Qualquer que seja a sua profissão de fé, ele não será
justificado, o que significa ser perdoado.
Minha Consagração Hoje – MM 1953/1989,
250
Por isso, a afirmação que diz;
Não existe nada que possamos fazer, senão aceitarmos com gratidão o Dom de Deus (Gillian Ford. The Soteriological Implications of Human Nature of Christ, p. 5)
não é apoiada pela inspiração.
Deus requer a completa entrega do coração, antes que possa haver a justificação. Mensagens Escolhidas Vol. 1, 366
Quão diferente esta bela verdade é da declaração que se segue:
Ele [Cristo] quer ser um convidado no corarão dos pecadores, pois Ele é um Deus que justifica os ímpios (Dr. D. Ford, Life: A Bubble or an Egg? - Sermão pregado em Youth Camp, Sawtell, NSW, Austrália, Outubro 1974).
O testemunho das Escrituras e do Espírito de Profecia é demasiado claro para que qualquer alma crente duvide. Quando Cristo justifica um homem, também transforma a sua vida. Ele não nos justifica nos nossos pecados, mas limpa-nos de todos os nossos pecados, a fim de nos apresentar justificados. Deus diz claramente que a confissão deve ser acompanhada da obediência. Qualquer confissão diferente deste padrão é uma confissão falsa.
O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. Provérbios 28:13
A bela verdade da justificação não apresenta um impotente Pai celestial que permite que continuemos a arrastar-nos nos nossos pecados, justificando os ímpios, mas estabelece o grande poder redentor do nosso Deus Todo Poderoso, que nos pode limpar verdadeiramente do pecado, justificando-nos e santificando-nos nesse processo redentor. É por isso que somos avisados de que;
Muitos cometem o erro de tentar definir minuciosamente os pontos que distinguem a justificação e a santificação. Cristo Triunfante – MM 2002, 116
Ao tentar separar-se a justificação da santificação, é difícil perceber que,
... porém sem regeneração pela fé em Seu sangue, não há remissão de pecados, nem tesouro algum para a alma moribunda. Parábolas de Jesus, 113
... mas em Cristo somos justificados.
Tendo-nos feitos justos, mediante a imputada justiça de Cristo, Deus
nos pronuncia justos e nos trata como justos.
Mensagens Escolhidas Vol. 1, 394
A serva do Senhor deu-nos um quadro completo tanto sobre a obra substitutiva de Cristo, como sobre a Sua obra regeneradora, no que se relaciona com a conversão do homem. Esta é a grande verdade adventista.
Mas Cristo preparou-nos uma saída. Viveu na terra no meio de provas e tentações como as que nos sobrevém a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora se oferece para tomar sobre Si os nossos pecados e dar-nos a Sua justiça. Se vos entregardes a Ele e O aceitardes como vosso Salvador, por mais pecaminosa que tenha sido a vossa vida, por Sua causa sereis considerados como justos. O caráter de Cristo é substituído ao vosso caráter, e sereis aceito diante de Deus exatamente como se nunca houvésseis pecado. E ainda mais: Cristo mudará o vosso coração. Habitará nele pela fé. Caminho a Cristo, 62
1. Qualquer coisa de pouco valor; coisa fútil; ninharia.
2. Dito ou escrito com poucas palavras; breve, resumido.
3. Embaixo de.
4. Sujeição imposta pela força ou autoridade; opressão.
Fonte: Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.