NÃO ESQUEÇAM A TENTAÇÃO


Um jovem discutiu o seu problema com um dos autores. Ele vivia atormentado pelo pensamento de que a sua mente carnal continuava ainda a trabalhar. Não tinha paz durante o dia e pouca era a que conseguia de noite. Quando discutimos o problema, descobrimos que alguns pensamentos vis não paravam de atormentá-lo. A natureza dos pensamentos não foi divulgada, mas quando questionado sobre se condescendia com eles, o jovem declarou que sempre orava a Deus para que o ajudasse a resistir ao pensamento. Ele vivia preocupado porque confundia tentação com pecado.
Este jovem representa uma classe crescente de adventistas do 7° dia que não distingue entre tentação e pecado. O novo adventismo mantém-se, muitas vezes, silencioso relativamente ao tema da tentação, exceto no que toca a diferenciação entre tentação que vem de dentro e tentação que vem de fora. O jovem sentiu-se confortado quando lhe foi dito que Satanás colocou na mente de Cristo o pensamento mais blasfemo que se pode imaginar - o de se curvar perante o diabo e o adorar. Contudo, isto não pode ser de modo algum, considerado como representando a mente carnal de Cristo a trabalhar, pois Ele não possuía tal tipo de mente.
É esta falta de clareza relativa a tentação que está na base da insistência do novo adventismo quando declara que o homem nunca conseguirá obter a vitória sobre o pecado. Supondo que a tentação é pecado, será fácil para quem ouve estes discursos, se não estiver bem relacionado com a Bíblia, aceitar tais declarações. Infelizmente, a certeza e a paz apregoadas pelo novo adventismo têm levado muitos ao desespero profundo.
Todavia, é preciso fazer-se a distinção entre tentação e pecados da mente. Quando se formam e se acariciam pensamentos pecaminosos, existe pecado. A contemplação do pecado é claramente definido pelas Escrituras como pecado.

Todo o que odeia a seu irmão é homicida. 1 João 3:15

... todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Mateus 5:28

Mas devemos recordar que a tentação não é nem pecado, nem a prova da presença de uma mente carnal. Teremos pensamentos maus enquanto o diabo for livre para nos tentar. A nossa resposta a estes pensamentos determina se pecaremos ou não. Quando vamos a Cristo, não possuímos somente uma natureza pecaminosa, mas encontramo-nos seriamente enfraquecidos pelos muitos hábitos desenvolvidos pelas práticas pecaminosas. Mesmo que não mais sirvamos o pecado, estas experiências passadas serão utilizadas por Satanás para nos tentar. Foi-nos, contudo, prometido poder para vencermos estas tendências herdadas e cultivadas para o mal.
Se através do poder de Deus em nós, resistirmos à tentação, não necessitaremos temer as conseqüências, nem necessitaremos de duvidar do poder purificador de Deus para mortificar as obras do corpo e implantar em nós a natureza divina. Aceitemos a palavra de Deus e as Suas promessas.

Que os fracos não se sintam desencorajados quando assaltados pela tentação. Os melhores homens que jamais viveram foram grandemente assaltados por Satanás e seus agentes. A menos que cedamos ao seu poder, a tentação não é pecado. A armadura da verdade será uma defesa segura contra todos os dardos inflamados do inimigo. Contudo, os cristãos não se devem colocar, desnecessariamente, no caminho da tentação. Sinais dos Tempos, 16 Fev. 1882

Bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam. Tiago 1:12

Que abençoada segurança! Que alegria! O nosso Senhor não permite que o Seu povo caía vitima das tentações de Satanás.

Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel a Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar. 1 Coríntios 10:13