a.
TEXTO ESPÍRITO PROFÉTICO: Patriarcas e Profetas Cap. 4 “O Plano da
Redenção” págs. 64-65 O
plano pelo qual poderia unicamente conseguir-se a salvação do homem,
abrangia o Céu todo em seu infinito sacrifício. Os anjos não puderam
regozijar-se ao desvendar-lhes Cristo o plano da redenção; pois viram
que a salvação do homem deveria custar a indizível mágoa de seu
amado Comandante. Com pesar e admiração escutaram Suas palavras ao
contar-lhes Ele como deveria descer da pureza e paz do Céu, de sua
alegria, glória e vida imortal, e vir em contato com a degradação da
Terra, para suportar suas tristezas, ignomínia e morte. Ele deveria ficar entre o
pecador e a pena do pecado; poucos, todavia, O receberiam como o Filho
de Deus. Deixaria Sua elevada posição como a Majestade do Céu,
apareceria na Terra e humilhar-Se-ia como um homem, e, pela Sua própria
experiência, familiarizar-Se-ia com as tristezas e tentações que o
homem teria de enfrentar. Tudo isto seria necessário a fim de que Ele
pudesse “socorrer os que fossem tentados”. Hebreus 2:18. Quando
Sua missão como ensinador estivesse terminada, deveria ser entregue nas
mãos de homens ímpios, e ser submetido a todo insulto e tortura que
Satanás os poderia inspirar a infligir. Deveria morrer a mais cruel das
mortes, suspenso entre o céu e a Terra como um pecador criminoso.
Deveria passar longas horas de agonia tão terrível que anjos não
poderiam olhar para isso, mas velariam o rosto para não verem aquele
quadro. Deveria suportar aflição de alma, a ocultação da face do
Pai, enquanto a culpa da transgressão - o peso dos pecados do mundo
inteiro - estivessem sobre Ele. Os
anjos prostraram-se aos pés de Seu Comandante, e ofereceram-se para
serem sacrifício para o homem. Mas a vida de um anjo não poderia pagar
a dívida; apenas Aquele que criara o homem tinha poder para o redimir.
Contudo, deveriam os anjos ter uma parte a desempenhar no plano da redenção.
Cristo havia de fazer-Se "um pouco menor do que os anjos, por causa
da paixão da morte". Hebreus 2:9. Tomando
Ele sobre Si a natureza humana, Sua força não seria igual à deles, e
deveriam eles ministrar-Lhe, fortalecê-Lo em Seus sofrimentos, e
mitigar-Lhes. Deveriam também ser espíritos ministradores, enviados
para ministrarem a favor daqueles que seriam herdeiros da salvação.
Hebreus 1:14. Eles guardariam os
súditos da
graça, do
poder dos
anjos maus,
e das trevas arremessadas constantemente em redor deles por Satanás. Quando
os anjos testemunhassem a agonia e humilhação de seu Senhor,
encher-se-iam de dor e indignação, e desejariam livrá-Lo de Seus
assassinos; mas não deveriam intervir a fim de evitar qualquer coisa
que vissem. Fazia parte do plano da redenção que Cristo sofresse o escárnio
e mau trato de homens ímpios; e Ele consentiu com tudo isto quando Se
tornou o Redentor do homem. Cristo
assegurou aos anjos que pela Sua morte resgataria a muitos, e destruiria
aquele que tinha o poder da morte. Recuperaria o reino que o homem
perdera pela transgressão, e os remidos deveriam herdá-lo com Ele, e
nele habitar para sempre. Pecado e pecadores seriam extintos, para nunca
mais perturbarem a paz do Céu ou da Terra. Ele ordenou que o exército
angélico estivesse de acordo com o plano que Seu Pai aceitara, e se
alegrasse de que, pela Sua morte, o homem decaído pudesse
reconciliar-se com Deus. Então alegria, inexprimível alegria, encheu o Céu. A glória
e bem-aventurança de um mundo remido sobrepujaram mesmo a angústia e
sacrifício do Príncipe da vida. Pelos paços celestiais ecoaram os
primeiros acordes daquele cântico que deveria soar por sobre as colinas
de Belém: "Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade
para com os homens". Lucas 2:14. Com mais intensa alegria então do que no enlevo da criação recém-feita,
"as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos
de Deus rejubilavam". Jó 38:7. b.
TEXTO ESPÍRITO PROFÉTICO: Primeiros Escritos Cap. 35 “O Plano de
Salvação” págs. 149-151 O
Céu encheu-se de tristeza quando se compreendeu que o homem estava
perdido, que o mundo que Deus criara deveria encher-se de mortais
condenados à miséria, enfermidade e morte, e
não haveria um meio de
livramento para o transgressor. A
família inteira
de Adão deveria morrer. Vi o adorável Jesus e contemplei uma
expressão de simpatia e tristeza em Seu rosto. Logo eu O vi aproximar-Se da luz
extraordinariamente brilhante que cercava o Pai. Disse meu anjo
assistente: Ele está em conversa íntima com o Pai. A ansiedade dos
anjos parecia ser intensa,
enquanto Jesus Se comunicava com Seu Pai. Três vezes foi encerrado pela
luz gloriosa que havia em redor do Pai; na terceira vez,
Ele veio
de Seu Pai, e
podia ser visto.
Seu semblante
estava calmo, livre
de toda perplexidade e inquietação, e resplandecia de benevolência e
amabilidade, tais como não podem exprimir as palavras. Fez então saber
ao exército angelical que um meio de livramento fora estabelecido para
o homem perdido. Dissera-lhes que estivera a pleitear com Seu Pai,
oferecera-Se para dar Sua vida como resgate e tomar sobre Si a sentença
de morte, a fim de que por meio dEle o homem pudesse encontrar perdão;
que, pelos méritos de Seu sangue, e obediência à lei divina, ele
poderia ter o favor de Deus, e ser trazido para o belo jardim e comer do
fruto da árvore da vida. A
princípio, os anjos não puderam regozijar-se, pois seu Comandante nada
escondeu deles, mas desvendou-lhes o plano da salvação. Jesus lhes
disse que ficaria entre a ira de Seu Pai e o homem culpado, que Ele
enfrentaria a iniqüidade e o escárnio, e que poucos, apenas, O
receberiam como o Filho de Deus. Quase todos O odiariam e rejeitariam.
Ele deixaria toda a Sua glória no Céu, apareceria na Terra como homem,
humilhar-Se-ia como homem, familiarizar-Se-ia pela Sua própria experiência
com as várias tentações com que o homem seria assediado, a fim de que
pudesse saber como socorrer os que fossem tentados. Finalmente, depois
de cumprida Sua missão como ensinador, seria entregue nas mãos dos
homens, e suportaria quantas crueldades e sofrimentos Satanás e seus
anjos pudessem inspirar ímpios homens a infligir. Ele morreria a mais
cruel das mortes, suspenso entre o céu e a terra,
como um pecador criminoso.
Sofreria terríveis
horas de agonia,
as quais
nem mesmo os anjos poderiam contemplar, mas esconderiam seu rosto
dessa cena. Ele suportaria não apenas agonia física mas também
mental, com que o sofrimento físico de nenhuma maneira se poderia
comparar. O
peso dos pecados do mundo inteiro estaria sobre Ele. Disse-lhes que
morreria, e ressuscitaria no terceiro dia, e ascenderia a Seu Pai para
interceder pelo homem perdido e culposo. Os
anjos prostraram-se diante dEle. Ofereceram suas vidas. Jesus lhes disse
que pela Sua morte salvaria a muitos; que a vida de um anjo não poderia
pagar a dívida. Sua vida unicamente poderia ser aceita por Seu Pai como
resgate pelo homem. Jesus também lhes disse que teriam uma parte a
desempenhar - estar com Ele, e fortalecê-Lo em várias ocasiões. Que
Ele tomaria a natureza decaída do homem, e Sua força não seria nem
mesmo igual à deles. E seriam testemunhas de Sua humilhação e grandes
sofrimentos. E, ao testemunharem Seus sofrimentos e o ódio dos homens
para com Ele, agitar-se-iam pelas mais profundas emoções e, pelo seu
amor para com Ele, desejariam livrá-Lo, libertá-Lo de Seus assassinos;
mas que não deveriam intervir para impedir qualquer coisa que vissem; e
que desempenhariam uma parte em Sua ressurreição; que o plano da salvação
estava ideado, e Seu Pai aceitaria esse plano.
Com santa tristeza Jesus consolou e animou os anjos, e os
informou de que, dali em diante, aqueles que Ele remisse estariam com
Ele, e com Ele sempre morariam; e que pela Sua morte resgataria a
muitos, e destruiria aquele que tinha o poder da morte. E Seu Pai Lhe
daria o reino e a grandeza do reino sob todo o Céu, e Ele o possuiria
para todo o sempre. Satanás e os pecadores seriam destruídos para
nunca mais perturbarem o Céu, ou a nova Terra purificada. Jesus ordenou
que o exército celestial se conformasse com o plano que Seu Pai
aceitara, e se regozijassem de que o homem decaído de novo pudesse ser
exaltado mediante a Sua morte, a fim de obter o favor de Deus e
desfrutar o Céu. Então, a alegria, inexprimível alegria, encheu os Céus. E o
exército celestial cantou um cântico de louvor e adoração. Tocaram
harpas e cantaram em tom mais alto do que o tinham feito antes,
pela grande misericórdia e condescendência de Deus, entregando o Seu
mui amado para morrer por uma raça de rebeldes. Derramaram-se louvor e
adoração pela abnegação e sacrifício de Jesus; por consentir Ele em
deixar o seio de Seu Pai e optar por uma vida de sofrimento e angústia,
e morrer uma morte ignominiosa a fim de dar Sua vida por outros. c. MÚSICA: “Surgem Anjos Proclamando” H.A. 49 – Melodia tradicional francesa
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