É fundamental que saibamos o que é realmente o “pecado”
se quisermos compreender melhor o assunto da natureza humana de Jesus e Sua
grande vitória em nosso favor.
Também precisamos compreender o que é pecado para sabermos o que
fazer para nos livrar de seu poder e vencê-lo pelo poder de Deus.
“Todo aquele que comete pecado, transgride a lei, pois
o pecado é a transgressão da lei.” I João 3:4.
“Pois bem, precisamos compreender o que é o pecado - a saber, que
ele é a transgressão da lei de Deus. Essa é a única
definição dada nas Escrituras.” Fé e Obras, pág.
50.
“Terrível condenação está reservada ao pecador,
e, portanto, é necessário que saibamos o que é pecado,
para que possamos livrar-nos de seu poder. João diz: 'Todo aquele que
pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a
transgressão da lei.' I João 3:4. Temos aqui a verdadeira definição
do pecado; ele ‘é a transgressão da lei.’ Quantas
vezes o pecador é incentivado a abandonar os seus pecados e a ir a Jesus;
será, porém, que o mensageiro que quis conduzi-lo a Cristo indicou
claramente o caminho? Apontou ele claramente para o fato de que ‘o pecado
é a transgressão da lei’ e que o pecador precisa arrepender-se
e abandonar a transgressão dos mandamentos de Deus? ...” Fé
e Obras, pág. 105.
“O pecador, ao ser exortado a abandonar seus pecados, tem o direito de
perguntar: Que é pecado? Os que respeitam a lei de Deus podem responder:
Pecado é a transgressão da lei. Em confirmação disto
o apóstolo Paulo diz: Eu não conheceria o pecado, não fosse
a lei.” Mensagens Escolhidas - I, pág. 229 .
“Se os pastores que pregam o evangelho cumprissem o seu dever, e fossem
igualmente exemplos para o rebanho de Deus, suas vozes levantar-se-iam como
trombetas, mostrando ao povo suas transgressões e à casa de Israel
os seus pecados. Pastores que exortam pecadores a se converter deveriam definir
distintamente o que é pecado e o que é conversão do pecado.
Pecado é transgressão da lei. O pecador convicto deve exercer
arrependimento para com o Senhor, por causa da transgressão da Sua lei,
e fé em nosso Senhor Jesus Cristo.
O apóstolo nos dá a verdadeira definição de pecado:
‘O pecado é a transgressão da lei.’ I João
3:4. Uma classe enorme de professos embaixadores de Cristo são iguais
a guias cegos. Estão dirigindo o povo para fora do caminho de segurança
ao apresentar as exigências e proibições da antiga lei de
Jeová, como arbitrárias e severas. Dão permissão
ao pecador para ultrapassar os limites da lei de Deus. Nisto são como
o grande adversário, abrindo diante delas uma vida de liberdade em violação
aos mandamentos de Deus. Com esta liberdade sem lei acabaram-se as bases da
responsabilidade moral.
Aqueles que seguem a esses líderes cegos, fecham as avenidas da alma
à recepção da verdade. Não permitem que a verdade
com seus frutos úteis lhes afetem o coração. Grande número
firma sua alma com preconceito contra novas verdades e também contra
a claríssima luz que mostra a correta aplicação de antiga
verdade, a lei de Deus, que é tão antiga quanto o mundo. O intemperante
e licencioso tem prazer em afirmar freqüentemente que a lei dos Dez Mandamentos
não é obrigatória nesta dispensação. Avareza,
roubos, perjúrios e crimes de toda espécie são praticados
sob o manto de cristianismo.” No Deserto da Tentação, pág.
90.
“Ele (Cristo) estava sujeito às mais ferozes tentações
que a natureza humana poderia conhecer, e ainda assim não pecou; pois
pecado é a transgressão da Lei.” The Signs of the Times,
january 16, 1896 (www.whiteestate.org).
Qual é a abrangência da Lei expressa em Êxodo 20:1 a 17 e
em outros textos do Velho Testamento? Em que diferentes situações
podemos estar transgredindo a lei de Deus?
No sermão da montanha em Mateus 5, extraímos
algumas citações nas quais Cristo apresentou o verdadeiro e completo
sentido da Lei de Deus. Disse Ele:
“Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou
com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para
dar o seu sentido completo. Eu afirmo a vocês que isto é verdade:
enquanto o céu e a terra durarem, nada será tirado da Lei - nem
a menor letra, nem qualquer acerto. E assim será até o fim de
todas as coisas. Portanto, qualquer um que desobedecer ao menor mandamento e
ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino
do Céu. Por outro lado, quem obedecer à Lei e ensinar os outros
a fazerem o mesmo será considerado grande no Reino do Céu.”
Mateus 5:17-19 (ntlh).
“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não cometam adultério’.
Mas eu lhes digo: quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já
cometeu adultério no seu coração.” Mateus 5:27-28
(ntlh).
“A lei de Deus, como é apresentada nas Escrituras, é ampla
em suas reivindicações. Cada um de seus princípios é
santo, justo e bom. A lei coloca os homens sob obrigação a Deus;
alcança os pensamentos e a sensibilidade; e produzirá convicção
de pecado em todo aquele que tenha ciência de ter transgredido suas reivindicações.
Se a lei alcançasse apenas a conduta exterior, os homens não seriam
culpados em seus maus pensamentos, desejos e desígnios. Mas a lei requer
que a própria alma seja pura e a mente santa, para que os pensamentos
e a sensibilidade estejam de acordo com a norma de amor e justiça.”
Mensagens Escolhidas - I, pág. 211.
“A lei de Deus alcança os desígnios secretos que, embora
sejam pecaminosos, são muitas vezes passados por alto, mas que em realidade
são a base e a prova do caráter. É o espelho para o qual
deve olhar o pecador, se quiser ter conhecimento correto de seu caráter
moral. E quando se vê condenado por essa grande norma de justiça,
seu próximo gesto deve ser arrepender-se de seus pecados e buscar o perdão
mediante Cristo. Deixando de isso fazer, muitos procuram quebrar o espelho que
lhes revela os defeitos, anular a lei que lhes aponta as manchas da vida e do
caráter.” Mensagens Escolhidas - I, pág. 219.
“Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: Não mate. Quem matar será julgado. Mas eu lhes digo que qualquer um que ficar com raiva do seu irmão será julgado. Quem disser ao seu irmão: ‘Você não vale nada’ será julgado pelo tribunal. E quem chamar o seu irmão de idiota estará em perigo de ir para o fogo do inferno.” Mateus 5:21-22 (ntlh).
Estes são apenas alguns exemplos. Com eles, Cristo
demonstra como podemos estar transgredindo os Mandamentos de Deus.
Cristo também mostrou em Sua vida diária, como viver em harmonia
com tais Mandamentos. Sua vida mostrou, na prática, o verdadeiro e completo
sentido da Lei de Deus. (ver Mensagens Escolhidas - I, pág. 211).
Que outros textos encontramos na Bíblia onde podemos verificar a abrangência da Lei de Deus?
“Ora, sem fé é impossível agradar
a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus
creia que Ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” Hebreus
11:6.
“A fim de se prepararem para o juízo, é necessário
que os homens guardem a lei de Deus. Esta lei será a norma de caráter
no juízo. Declara o apóstolo Paulo: ‘Todos os que sob a
lei pecaram pela lei serão julgados. ... No dia em que Deus há
de julgar os segredos dos homens por Jesus Cristo.’ E ele diz que ‘os
que praticam a lei hão de ser justificados’. Rom. 2:12-16. A fé
é essencial a fim de guardar-se a lei de Deus; pois ‘sem fé
é impossível agradar-Lhe’. ‘E tudo que não
é de fé, é pecado.’ Heb. 11:6; Rom. 14:23”
O Grande Conflito, pág. 436.
“Há dois erros contra os quais os filhos de Deus
- particularmente os que só há pouco vieram a confiar em Sua graça
- devem, especialmente, precaver-se. O primeiro, do qual já tratamos,
é o de tomar em consideração as suas próprias obras,
confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de pôr-se em harmonia
com Deus. Aquele que procura tornar-se santo por suas próprias obras,
guardando a lei, tenta o impossível. Tudo que o homem possa fazer sem
Cristo, está poluído de egoísmo e pecado. É unicamente
a graça de Cristo, pela fé, que nos pode tornar santos.
O erro oposto e não menos perigoso é o de que a crença
em Cristo isente o homem da observância da lei de Deus; que, visto como
só pela fé é que nos tornamos participantes da graça
de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção.”
Caminho a Cristo, págs. 59 e 60.
Tudo o que tentarmos fazer a Deus sem fé resultará em pecado, pois seremos movidos por motivos egoístas e pecaminosos.
“Diz Paulo que ‘segundo a justiça que há
na lei’ no que respeita aos atos exteriores - ele era ‘irrepreensível’
(Filip. 3:6), quando, porém, chegou a discernir o caráter espiritual
da lei, reconheceu-se pecador. Julgado pela letra da lei, segundo os homens
a aplicam à vida exterior, havia-se afastado do pecado; mas quando olhou
as profundezas dos santos preceitos e se viu a si próprio como o via
Deus, prostrou-se, humilde, e confessou a culpa. Diz ele: ‘Eu, nalgum
tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri.’
Rom. 7:9. Quando viu a natureza espiritual da lei, o pecado se lhe apresentou
em toda a sua verdadeira hediondez e desvaneceu-se-lhe o amor-próprio.
Deus não considera todos os pecados igualmente graves; há aos
Seus olhos, como aos do homem, gradações de culpa; por mais insignificante,
porém, que este ou aquele mau ato possa parecer aos olhos humanos, pecado
algum é pequeno à vista de Deus. O juízo do homem é
parcial, imperfeito; mas Deus avalia todas as coisas como são na realidade.
O bêbado é desprezado, e diz-se-lhe que seu pecado o excluirá
do Céu; ao passo que o orgulho, o egoísmo e a cobiça muitas
vezes não são reprovados. No entanto, esses são pecados
especialmente ofensivos a Deus, pois são contrários à benevolência
de Seu caráter e àquele desinteressado amor que é a própria
atmosfera do Universo não caído. A pessoa que cai em algum pecado
grosseiro sente, talvez, sua vergonha e miséria, e sua necessidade da
graça de Cristo; mas o orgulho não sente necessidade alguma, e
assim fecha o coração a Cristo e às infinitas bênçãos
que veio dar.” Caminho a Cristo, págs. 29 e 30.
“De toda a palavra frívola que os homens proferirem hão de dar conta no dia do juízo. Pois pelas tuas palavras serás justificado e pelas tuas palavras serás condenado.” Mateus 12:36 e 37.
“Para isto fostes chamados, porque também Cristo padeceu por vós, deixando-vos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.” I Pedro 2:21 e 22.
“Se alguém disser: Eu amo a Deus, e odiar a seu
irmão, é mentiroso. Pois aquele que não ama a seu irmão,
a quem viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?
E dEle temos este mandamento, que quem ama a Deus, ame também a seu irmão.”
I João 4:20-21.
“As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas. Repito o que já disse: os que fazem essas coisas não receberão o Reino de Deus.” Gálatas 5:19-21 (ntlh).
Pecados Abomináveis
“Quando tiveres entrado na terra que o Senhor teu Deus
te dá, não imitarás as abominações dessas
nações.
Não haja no teu meio quem faça passar pelo fogo o filho ou a filha,
nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador,
nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos.
O Senhor abomina todo aquele que faz essas coisas. É por causa dessas
abominações que o Senhor teu Deus expulsa essas nações
de diante de ti.
Serás perfeito diante do Senhor teu Deus.
As nações, que hás de possuir, dão ouvidos a agoureiros
e a adivinhos. Mas a ti o Senhor teu Deus não permite tal prática.”
Deuteronômio 18:9-14.
“Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança
alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas
águas debaixo da terra.
Não te encurvarás a elas, nem as servirás; pois eu, o Senhor
teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até
a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem.”
Deuteronômio 5:8 e 9.
Esses pecados são considerados abomináveis por
Deus, porque quem os pratica, ou está adorando ao próprio Satanás
através da idolatria, ou está usando os seus serviços diabólicos.
E isso é considerado a pior deslealdade a Deus, pois estaremos adorando
o adversário de nossa alma e buscando favores daquele que é o
inimigo nº 1 de nosso Criador e Redentor.
Portanto, devemos evitar todo tipo de abominação: idolatria, astrologia,
horóscopos, consulta aos mortos, feitiçaria, despachos, sacrifícios
humanos, magia etc. A prática dessas coisas acarretará maldições
ao transgressor e a seus descendentes, até os netos e bisnetos. (ver
Deuteronômio 5:8-10 e 18:9-14; Isaías 47:9-15).
Ninguém será condenado por não fazer caso da luz e do conhecimento
que nunca teve e não pôde obter
“Aquele, pois, que sabe o bem que deve fazer e não o faz, comete pecado” Tiago 4:17.
“Se Eu (Jesus) não tivesse vindo, nem lhes tivesse falado, não teriam pecado. Agora, porém não têm desculpa do seu pecado.” João 15:22-24.
“Se houvesse luz a respeito e essa luz fosse rejeitada, então haveria condenação e o desagrado divino, mas, antes que a luz venha não há pecado, pois não existe luz rejeitada.” Testemunhos para a Igreja - 1, pág. 116.
“Ninguém será condenado por não fazer caso da luz e do conhecimento que nunca teve e não pôde obter. Muitos, porém, recusam obedecer à verdade que lhes é apresentada pelos embaixadores de Cristo, porque desejam acomodar-se ao padrão do mundo, e a luz que penetrou no seu entendimento, a luz que resplandeceu na alma, condená-los-á no juízo.” Eventos Finais, pág. 187; e 5 SDABC, pág. 1145.
“Pois houve um tempo em que eu não conhecia a lei e estava vivo. Mas quando fiquei conhecendo o mandamento, o pecado começou a viver e eu morri.” Romanos 7:9-10 (ntlh).
Vemos então que, quando praticamos algo que sabemos
não estar de acordo com a Lei de Deus, quer seja em pensamento, palavras
ou ações, cometemos pecado, pois pecado é a transgressão
da Lei.
Também se formos negligentes em receber a luz da Palavra de Deus, Ele
não nos isentará da culpa.
A partir de qual momento os maus pensamentos se tornam pecado?
“Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá a luz o pecado; e o pecado consumado gera a morte.” Tiago 1:14-15.
“Há pensamentos e sentimentos sugeridos e despertados por Satanás, os quais molestam mesmo o melhor dos homens; mas se eles não são acalentados, se são repelidos como odiosos, a mente não se mancha com culpa, e nenhuma outra pessoa é desonrada por sua influência” Mente, Caráter e Personalidade - II, pág. 432.
“O tentador jamais nos poderá compelir a praticar o mal. Não pode dominar as mentes, a menos que se submetam a seu controle. A vontade tem que consentir, a fé largar sua segurança em Cristo, antes que Satanás possa exercer domínio sobre nós. Mas todo desejo pecaminoso que nutrimos lhe proporciona um palmo de terreno. Todo ponto em que deixamos de satisfazer à norma divina, é uma porta aberta pela qual pode entrar para nos tentar destruir. E todo fracasso ou derrota de nossa parte, dá-lhe ocasião de acusar a Cristo.” O Desejado de Todas as Nações, pág. 125.
Qual o problema de pecar?
“Certamente a mão do Senhor não está encolhida, para
que não possa salvar, nem surdo o seu ouvido, para que não possa
ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós
e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para
que não vos ouça.” Isaías 59:1 e 2.
Disse Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.” João 8:34.
Falsos Mestres prometiam liberdade às pessoas, “sendo eles mesmos escravos da corrupção; porque de quem um homem é vencido, do mesmo é feito escravo.” II Pedro 2:19.
“Pois vocês sabem muito bem que, quando se entregam
a alguma pessoa para serem escravos dela, são, de fato, escravos dessa
pessoa a quem vocês obedecem. Assim sendo, vocês podem obedecer
ao pecado, que produz a morte, ou podem obedecer a Deus e ser aceitos por ele.”
Romanos 6:16 (ntlh).
“Só com o risco de perder a vida eterna é que podemos tolerar
o pecado, por pequenino que seja. O que não conseguirmos vencer nos vencerá,
para nossa própria destruição.” Caminho a Cristo,
pág. 32.
“A alma que pecar, essa morrerá. O filho não
levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho.
A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio
cairá sobre ele.” Ezequiel 18:20.
“Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não
comerás, pois no dia em que dela comeres certamente morrerás.”
Gênesis 2:17.
“Pois o salário do pecado é a morte...” Romanos 6:23.
“Cada ato de transgressão reflete sobre o pecador, opera nele uma mudança de caráter e torna-lhe mais fácil transgredir de novo. Preferindo pecar, separam-se os homens de Deus, excluem-se do conduto de bênçãos, e o resultado certo é a ruína e morte.” Mensagens Escolhidas - I, pág. 235.
Excetuando Jesus, há alguém na Terra que nunca cometeu um único pecado em toda a sua existência?
“Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo,
e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens
porque todos pecaram.” Romanos 5:12.
“Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer;
não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram,
e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça
o bem, não há nem um só.” Romanos 3:10-12.
Por isso ninguém será justificado diante dele pelas obras da lei;
antes, pela lei vem o conhecimento do pecado.” Romanos 3:20.
“Pois todos pecaram e destituídos estão da glória
de Deus.” Romanos 3:23.
“Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós
mesmos e não há verdade em nós.” I João 1:8.
Somos culpados dos pecados de nossos pais?
“Os pais não serão mortos pela culpa dos filhos, nem os filhos pela culpa dos pais; cada qual morrerá pelo seu pecado” Deuteronômio 24:16.
“Pai e mãe transmitem aos filhos suas características,
mentais e físicas, e suas disposições e apetites. Como
resultado da intemperança paterna, as crianças muitas vezes têm
falta de força física, e de capacidade mental e moral. Alcoólatras
e fumantes podem transmitir a seus filhos seu insaciável desejo, seu
sangue inflamado e nervos irritáveis; e efetivamente o fazem. O libertino
(pais), muitas vezes, lega à prole (filhos), como herança, os
seus desejos impuros, e mesmo doenças repugnantes. E, como os filhos
têm menos poder para resistir à tentação do que o
tiveram seus pais, a tendência é que cada geração
decaia mais e mais.” Temperança, págs. 173 e 174, e Patriarcas
e Profetas, pág. 561.
“ ‘Visito a maldade dos pais nos filhos, até a terceira e
a quarta geração daqueles que Me aborrecem.’ É inevitável
que os filhos sofram as conseqüências das más ações
dos pais, mas não são castigados pela culpa deles, a não
ser que participem de seus pecados. Dá-se, entretanto, em geral o caso
de os filhos andarem nas pegadas de seus pais. Por herança e exemplo
os filhos se tornam participantes do pecado do pai. Más tendências,
apetites pervertidos e moral vil, assim como enfermidades físicas e degeneração,
são transmitidos como um legado de pai a filho, até a terceira
e quarta geração. Esta terrível verdade deveria ter uma
força solene para restringir os homens de seguirem uma conduta de pecado.”
Patriarcas e Profetas, pág. 306.
“Teria sido uma quase infinita humilhação
para o Filho de Deus, revestir-Se da natureza humana mesmo quando Adão
permanecia em seu estado de inocência, no Éden. Mas Jesus aceitou
a humanidade quando a raça havia sido enfraquecida por quatro mil anos
de pecado. Como qualquer filho de Adão, aceitou os resultados da operação
da grande lei da hereditariedade. O que estes resultados foram, manifesta-se
na história de Seus ancestrais terrestres. Veio com essa hereditariedade
para partilhar de nossas dores e tentações, e dar-nos o exemplo
de uma vida impecável.
...Não obstante, ao mundo em que Satanás pretendia domínio,
permitiu Deus que viesse Seu Filho, impotente criancinha, sujeito à fraqueza
da humanidade. Permitiu que enfrentasse os perigos da vida em comum com toda
a alma humana, combatesse o combate como qualquer filho da humanidade o tem
de fazer, com risco de fracasso e ruína eterna.” O Desejado de
Todas as Nações, pág. 49 (e ver pág. 117).
É importante notar que, se fôssemos culpados pelos pecados de nossos
pais, Cristo teria sido culpado também ao nascer de Maria e aceitando
sobre Si os resultados da operação da “grande lei da hereditariedade”
presente em nossa humanidade.
Quando nascemos, não somos culpados por pecados ainda. Porém,
nascemos com as conseqüências da presença do pecado no mundo.
Nascemos com tendências hereditárias, inerentes à desobediência
– “natureza humana pecaminosa.” Nascemos com fraquezas e muitas
vezes com falta de força física e de capacidade mental e moral.
Tão somente quando cedemos a essas tendências hereditárias,
é que cometemos então o pecado.
Quando pecamos, começamos a cultivar em nós “propensões
pecaminosas”, ou seja, “más propensões”, “propensões
para o mal”, “inclinações para o mal”, A estas
também chamamos “tendências cultivadas”, pois são
criadas pela prática do pecado.
Condescendendo com as tendências e as propensões, tornamo-nos cada
vez mais escravos do pecado. E por fim, se continuarmos nesse caminho, jamais
herdaremos a vida eterna, pois o “salário do pecado é a
morte”, e morte eterna. (ver Tiago 1:14-15; Romanos 5:12-21; Ezequiel
18:20; Mente, Caráter e Personalidade - I págs. 292, 346; Mente,
Caráter e Personalidade - II, pág. 504 e 558; Temperança,
págs. 128, 173, 174; Testemunhos Seletos - II, págs. 297 e 314;
Touched With Our Feelings, 292 e 293; Romanos 6:15,16 e 23).